Vulnerabilidades urbanas: o caso da criminalidade associada às ourivesarias na cidade do porto

Helena Grangeia, Olga Souza Cruz, Raquel Teixeira, Pedro Alves

Resumo


Este artigo começa por refletir sobre o modo como a criminalidade e a violência são produzidas em espaços urbanos e como estes fenómenos são conceitualizados a partir de significados que emergem das dinâmicas subjacentes à vida nas cidades. A violência urbana é discutida enquanto conceito não restrito a atos criminais. É representada não só em indicadores estatísticos mas também nos sentimentos de insegurança fruto da convergência de fatores individuais e sociais e da influência dos media. Estas premissas são consideradas quando analisadas as especificidades do contexto português. Este enquadramento socio-histórico fornece o cenário para o estudo de um tipo de criminalidade, associado aos meios urbanos, que tem reunido especial atenção mediática. O estudo exploratório que é apresentado foca-se na criminalidade associada às ourivesarias na cidade do Porto e procura identificar os padrões, as dinâmicas e as perceções relacionadas com os furtos e roubos. Os resultados de um inquérito a uma amostra de 85 ourivesarias revelam que 42.4% dos estabelecimentos foi alvo de furto e/ou roubo desde 2007. Globalmente, os/as participantes relataram sentir-se em risco de vitimação futura e revelaram insatisfação com a atuação dos órgãos policiais, a atuação das autoridades judiciárias e as políticas criminais de combate a este fenómeno

Palavras-chave


violência urbana; criminalidade; sentimento de insegurança; ourivesarias

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