A economia criativa do Brasil: modernização cultural, criação e mercado

Elder P. Maia Alves

Resumo


O fio que conduz esta investigação diz respeito à tentativa de realizar um entrecruzamento entre os domínios estético-expressivos e econômico-comerciais, tencionando compreender a relação entre os processos criativos, os mercados culturais e a critica político-cultural especializada, entre os anos 40 e 70 do século XX no Brasil. Essa visada teórico-metodológica se faz necessária, sobretudo, para compreender os usos práticos do conceito de indústria cultural por parte dos grupos, organizações e movimentos político-culturais das esquerdas nacionalistas no decurso dos anos 60 e 70. A partir desse percurso, objetiva-se explorar as condições sociológicas que, na longa duração sócio-histórica, alteraram o lugar e o estatuto estético e político da criatividade e dos processos criativos. Com efeito, o trabalho norteia-se pela seguinte indagação: por que a dimensão criativa, sobretudo durante os anos 60 e 70, foi obliterada em nome de uma crítica ao domínio econômico-comercial?

Palavras-chave


economia criativa, mercado cultural e crítica cultural

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