Nas (in)definições de livro, leitor e leitura: uma multiplicidade de espaços e sentidos

Ilsa do Carmo Vieira Goulart, Dalva de Souza Lobo

Resumo


Este trabalho considera que a palavra escrita ultrapassa a bidimensionalidade do papel ao ser interpretada, mutilada, reencenada e, por vezes, ironicamente esquecida no texto, ou pelas múltiplas leituras que, não raro, são feitas por um mesmo leitor em diferentes momentos de sua história, ou ainda em distintos estados de humor, age em abertura de espaços, outros, na produção de sentidos. O artigo objetiva refletir sobre as representações estabelecidas na relação entre o leitor e a leitura, por intermédio do livro, tecidas a partir de uma rede discursiva que tramita essa tríade. A reflexão apresenta uma aproximação entre diferentes ideias, conceitos ou imagens que insinuam as (in)definições a partir de proposições a respeito do livro enquanto objeto mediador da ação leitora. Para tanto, com base no conceito de obra aberta de Eco, toma-se como fundamento argumentativa a questão da materialidade do livro posta por Chartier, a noção de “rizoma” de Deleuze e Guattarri e a reflexão de experiência descrita por Benjamin e Larrosa.


Palavras-chave


Livro; leitura; leitor; construção de sentido

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ISSN Impresso 0103-6858 (desativada a partir de 2011)

ISSN Eletrônico (on-line) 2317-9945 (a partir de 2011)