Revista Crítica Histórica https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica <p class="caption">A <strong>Revista</strong> <strong>Crítica Histórica</strong> (ISSN: 2177-9961 - Qualis A3) é uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em História - Mestrado da Universidade Federal de Alagoas. Seu objetivo principal é divulgar a produção historiográfica em geral com ênfase em pesquisas originais e articular a troca de informações junto a outros pesquisadores da região e do país. Com isso, quer-se criar um veículo democrático para o debate e a reflexão crítica sobre os temas históricos de interesse regional e nacional.</p> <p class="caption">Compreende-se que através dos estudos históricos é possível buscar o conhecimento dos processos dinâmicos da sociedade no tempo e no espaço com as perspectivas de transformação e melhoria da vida social como um todo.</p> <p class="caption">Isso posto a Revista Crítica Histórica compõe-se das seguintes sessões:</p> <p class="caption"><strong><em>Dossiê Temático</em></strong><strong>:</strong> composto por artigos sobre uma temática específica eleita pelo Conselho Administrativo e/ou coordenada por especialista da área.</p> <p class="caption"><strong><em>Artigos Gerais</em></strong><strong>:</strong> a sessão é composta por artigos aprovados pelo Conselho Consultivo entre os recebidos durante as Chamadas Abertas e/ou fluxo contínuo<em> </em>para o público pesquisador em geral.</p> <p class="caption"><strong><em>Resenhas</em></strong><strong>:</strong> resenha de livros lançados e/ou reeditados/traduzidos no Brasil nos últimos cinco (5) anos, além dos clássicos que componham bibliografia importante para a História.</p> <p class="caption"><em><strong>Documentos</strong></em>: publicação de documentos transcritos ou iconográficos de relevância para o campo historiográfico, precedidos de breve texto de contextualização.</p> <p class="caption"><strong><em>Entrevistas</em></strong><strong>:</strong> Com pesquisadores, especialistas e professores da área de História e Ciências Sociais que tenham contribuído com o desenvolvimento de suas áreas no país.</p> Programa de Pós-Graduação em História - Mestrado - UFAL pt-BR Revista Crítica Histórica 2177-9961 <p>Este trabalho está licenciado sob uma licença</p> <p><a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/">https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/</a> </p> <p>Os autores detém os direitos autorais sem restrições, devendo informar a publicação inicial nesta revista, em caso de nova publicação de algum trabalho.</p> Biografias e narrativas (auto) biográficas docentes https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/15939 <p>O presente artigo se debruça na temática do uso das biografias e das narrativas (auto) biográficas de professores no desenvolvimento da pesquisa e da ciência histórica. Para tanto, o objetivo do texto foi de compreender e analisar as narrativas de uma professora de História da educação básica acerca suas trajetórias de vida, de formação e de trabalho. Neste sentido, serão apresentadas as disposições acerca da biografia na História, bem como, posteriormente os apontamentos teóricos das (auto) biografias docentes e, por fim, a apresentação das narrativas da professora sujeita do texto com análises. Desta forma, os pontos de toque e de distanciamento entre os trabalhos do biógrafo e do historiador, como, o potencial das narrativas (auto) biográficas foram destacados, marcando os professores, para o devido protagonismo no campo historiográfico.</p> Caio Corrêa Derossi Copyright (c) 2023 Caio Corrêa Derossi https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 11 44 10.28998/rchv14n28.2023.0003 Narrativas docentes para a formação inicial e continuada https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/16286 <p>Este artigo discute as narrativas de história de vida e carreira de professores/as na formação docente. Recorremos aos procedimentos teórico-metodológicos da História Oral, utilizando entrevistas gravadas, com o objetivo de refletir sobre o processo de construção, catalogação e uso das narrativas para a formação de professores/as. A partir da análise das fontes (literatura, documentos impressos e acervo de repositório de História Oral), tendo como eixo reflexivo as entrevistas com professores/as, realizadas em dois projetos (um de pesquisa e outro de extensão) foi possível problematizar o uso dessas fontes em cursos de Licenciatura e as repercussões educativas para o conjunto dos/as participantes. Argumentamos considerando a perspectiva dialógica da metodologia de História Oral e seu papel formativo em ambas as direções, contribuindo para quem narra (docentes) e também para quem escuta (licenciandos/as).</p> Aliny Dayany Pereira de Medeiros Pranto Samia Nascimento Sulaiman Juniele Rabêlo de Almeida Copyright (c) 2023 Aliny Dayany Pereira de Medeiros Pranto, Samia Nascimento Sulaiman, Juniele Rabêlo de Almeida https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 45 61 10.28998/rchv14n28.2023.0004 Narrativas de histórias de vida, conhecimento de si e (auto)formação no curso de Pedagogia https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/16452 <p>O texto é uma pesquisa narrativa (auto)biográfica desenvolvida em 2021 no período da pandemia remotamente, na disciplina História da Educação, com 04 (quatro) estudantes do 1º período do curso de Pedagogia de uma universidade pública no Maranhão. O objetivo é: compreender os sentidos e potencialidades das narrativas de histórias de vida na construção de um conhecimento de si no curso de Pedagogia. Tem como dispositivos metodológicos: diário de pesquisa e escrita narrativa. A compreensão e interpretação das narrativas pautou-se pela hermenêutica de Ricoeur (2010). Os resultados mostram que, com o uso metodológico das escritas narrativas de histórias de vidas, os estudantes passaram a construir aprendizagem, praticando uma (auto)formação e tecendo conhecimentos de si, do outro e da disciplina. Os encontros remotos permitiram aos sujeitos ligarem as câmeras e narrarem suas histórias, se emocionando, trazendo potentes afetações e se transformando pela tomada de consciência no processo formativo.</p> Joelson de Sousa Morais Copyright (c) 2023 Joelson de Sousa Morais https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 62 83 10.28998/rchv14n28.2023.0005 Mulheres, memórias e histórias https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/16431 <p>A participação das mulheres na produção da literatura de cordel no Brasil foi despontando ao longo dos anos, características que marcam silenciamentos e especialmente ações acanhadas em sua publicização, em situações claramente definidas de uma sociedade sem o protagonismo do saber-fazer feminino. Por vários séculos, a criação e a divulgação das formas de expressar do cordel teve na figura masculina o reconhecido protagonismo e, de certo modo, também sua continuidade. Às mulheres não cabia, até meados do século XX, o fazer e tampouco o distribuir de meios de comunicação, pelo menos nos meios onde se tem documentado esse saber popular no país. Ao perceber mulheres despontando no século XXI na literatura de cordel, veio à cena a necessidade de se refletir e descortinar esse saber, bem como compreender como mulheres vêm fazendo parte dessa construção da cultura de um bem que se tornou patrimônio imaterial do país. Ao trazer neste artigo as histórias de três mulheres do universo do cordel em São Paulo, busca-se referenciar um protagonismo e uma relação relevante para o processo de construção social do cordel no âmbito de gênero, formando novos olhares e novas perspectivas de produção e distribuição no meio artístico da Pauliceia. Como aportes metodológicos, revisa-se a temática das mulheres na produção bibliográfica e, por meio da História Oral, aspectos relevantes do fazer na contemporaneidade são trazidos, assim, desvela-se um novo cenário de produção, agora feminina, para essa produção patrimonial do país.</p> Elis Regina Barbosa Angelo Copyright (c) 2023 Elis Regina Barbosa Angelo https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 84 105 10.28998/rchv14n28.2023.0006 A contrapelo: https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/16342 <p>Nesse artigo, propomos uma análise comparativa das expressões dos “feminismos afrodiaspóricos” visíveis nas páginas da imprensa negra paulistana (do início do século XX) à vocalidade efetiva de mulheres negras que escreveram, em um outro momento histórico, em jornais que desta feita, embora não identificados estritamente ao que denominamos como “imprensa negra”, integram a “imprensa alternativa”, como o jornal Nós Mulheres (1976-1978), que buscou redimensionar o escopo da pauta feminista, contemplando a necessária condição das mulheres racializadas, notadamente a de mulheres negras. Sendo muitas delas anônimas, figuraram como colaboradoras daquele movimento de reconfiguração da pauta feminista no Brasil. Inspiradas e ancorada no trabalho de historiadoras como Saidiya Hartman (2019), objetivamos identificar e analisar no periódico escolhido, traços da revolução ao mesmo tempo íntima e coletiva, promovida por mulheres negras diante do roteiro precário de liberdade, fraternidade e autonomia, prescrito para elas desde o pós abolição.</p> Marina P A Mello Copyright (c) 2023 Marina P A Mello https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 106 130 10.28998/rchv14n28.2023.0007 A escrevivência de Esperança Garcia https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/16516 <p>Enfocando a escrevivência de Esperança Garcia, reflito, neste artigo, sobre as possibilidades de uso das histórias de vida de mulheres negras escravizadas como fonte histórica e como recurso pedagógico para aplicação das leis 10.639/03 e 14.164/21. Em um primeiro momento, discuto comparativamente os desafios que as duas leis enfrentam para, em seguida, discutir os processos de renovação historiográfica que reabilitaram os usos das biografias, em especial as de pessoas negras, escravizadas ou livres. Por fim, reflito sobre a escrevivência de Esperança Garcia como fonte histórica e recurso didático, contribuindo, assim, para uma melhor implementação das leis 10.639/03 e 14.164/21.</p> Silviana Fernandes Mariz Copyright (c) 2023 Silviana Fernandes Mariz https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 131 164 10.28998/rchv14n28.2023.0008 Experiências negras na belle époque https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/16121 <p>O recorte selecionado será a história de vida do pintor negro João Timotheo da Costa (1879-1932), com o objetivo de investigar a sua trajetória na boemia carioca, aspecto não conhecido de sua biografia. O percurso de pesquisa parte de indícios da sociabilidade de João no Café Paris, restaurante e botequim que funcionou entre 1890-1908 no Centro da cidade do Rio de Janeiro, capital federal, um espaço da boemia, da política e da arte. Como procedimento metodológico, utiliza-se a perspectiva da micro-história para o trabalho com crônicas, colunas e testemunhos escritos, elaborados por contemporâneos de João nos jornais cariocas, cobrindo o período de atividade do Paris e os relatos posteriores ao seu fechamento.</p> Thiago Campos da Silva Copyright (c) 2023 Thiago Campos da Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 165 198 10.28998/rchv14n28.2023.0009 A história de vida de Ernesto Frederico Scheffel https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/16282 <p>O presente trabalho tem como objetivo abordar a história de vida do artista gaúcho Ernesto Frederico Scheffel (1927-2015), a partir de sua própria autobiografia intitulada: “Scheffel por ele mesmo” (2013). A referida “grafia de vida” permite abordar pedagogicamente as interrelações entre as Artes Plásticas, a Música, o Patrimônio Histórico, o Ambientalismo e outros campos de atuação social em que o personagem retratado atuou durante a sua existência humana. O contexto geográfico (Brasil / Europa) e histórico (desenrolar do século XX e início do século XXI), vivenciado pelo artista, é emblemático ao permitir que sejam constituídos saberes históricos sobre um cenário social e político que esteve em constante efervescência cultural durante a conjuntura autobiografada. Introduzimos o presente manuscrito em interlocuções teóricas com Arfuch (2010) e aportes conceituais (figuração / configuração / labor / ethos) ancorados em Elias (1994), Arendt (2007), Maingueneau (2008) e outros importantes intelectuais. Na sequência elencamos, de forma dialógica, os aportes biográficos que a vida de Ernesto Frederico Scheffel permite estabelecer para com os conceitos e as teorias introduzidas, e o seu nexo com eventuais abordagens didáticas históricas e sociais advindas de tal dialogia.</p> Quésia Katúscia Gasparetto Jean Jeison Führ Copyright (c) 2023 Quésia Katúscia Gasparetto, Jean Jeison Führ https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 199 235 10.28998/rchv14n28.2023.0010 Baquaqua, protagonista da liberdade https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/16423 <p>Este artigo se baseia nas reflexões acerca dos usos da única autobiografia de um escravizado africano que passou pelo Brasil, Mahommah Gardo Baquaqua, a partir das experiências de duas práticas vinculadas a um mesmo projeto de ensino intercampi, nomeado “Baquaqua ― protagonista da liberdade”, tendo como ponto norteador as análises vinculadas à reformulação do currículo de História do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais entre os anos de 2019 e 2022. Logo, as iniciativas foram construídas no CEFET-MG, nos campi Nova Suíça, Nova Gameleira, Timóteo e Curvelo, sendo que as primeiras três experiências com a implementação do projeto aconteceram no contexto da pandemia de Covid-19, em 2021, interligando a autobiografia com o ensino remoto emergencial e as novas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). E, embora tenha tido como matriz norteadora o mesmo projeto de ensino, bem como o público-alvo ― estudantes da 2ª série dos cursos técnicos integrados da Educação Profissional Técnica de Nível Médio (EPTNM) ―, cada campus teve liberdade para adequar a execução do projeto à realidade local, incluindo as possibilidades de diálogo inter-/transdisciplinares e a construção de metodologias e objetivos específicos estabelecidos pelas equipes de professores participantes.</p> Isis Pimentel de Castro Júlia Ribeiro Junqueira Copyright (c) 2023 Isis Pimentel de Castro, Júlia Ribeiro Junqueira https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 236 269 10.28998/rchv14n28.2023.0011 Um convite às possibilidades de rememoração das crianças na relação com a cidade de Campo Mourão-PR https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/16510 <p>O presente artigo traz algumas produções desenvolvidas a partir da pesquisa de mestrado no programa PROFHISTÓRIA. O objetivo foi produzir conhecimentos históricos-educacionais na interface com a cidade junto com estudantes dos anos iniciais, da rede municipal de ensino de Campo Mourão (PR). Para colocar em ação a pesquisa, trabalhamos com as memórias em práticas de rememoração benjaminiana. Tal exercício foi potencializado através das relações das crianças com os lugares da cidade, fotografias, objetos, vídeos e documentos pessoais. E as crianças produziram narrativas orais, escritas e visuais. Tais narrativas foram condensadas e produzidas em mônadas, o aporte teórico-metodológico benjaminiano. Estimulamos as crianças a narrarem como se relacionam com a cidade e quais as experiências vividas nos espaços coletivos. Buscamos ampliar as noções de espaço-tempo das crianças na e com a cidade e (re) elaborar os sentidos com relação as diversas culturas da cidade, compreendendo que a cidade é formada por diferentes tramas, conflitos, e é atravessada por múltiplas temporalidades e sensibilidades.</p> Maíra Wencel Ferreira Santos Cyntia Simioni França Copyright (c) 2023 Maíra Santos; Cyntia França https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 270 292 10.28998/rchv14n28.2023.0012 As disputas de sentido biográfico https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/16458 <p>O presente artigo é o registro escrito de uma palestra ministrada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro no ano de 2023. A palestra e o artigo aqui presentes buscam analisar a trajetória biográfica de Duque de Caxias nos livros didáticos de História aprovados pelo Programa Nacional dos Livros didáticos no ano de 2018. Nesse sentido, buscaremos compreender a forma como as biografias escritas no século XIX, sobre o sujeito histórico em questão, geraram uma memória que se faz presente até os dias atuais. Tal investigação será importante para compreender como o avanço conservador presente na sociedade brasileira contemporânea ainda mobiliza a figura de Duque de Caxias como um herói nacional.</p> Luiza Saraf Copyright (c) 2023 Luiza Saraf https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 293 312 10.28998/rchv14n28.2023.0013 O estudo das trajetórias de atores e atrizes ainda é uma lacuna historiográfica? https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/16507 <p>O objetivo deste artigo é refletir sobre a incipiência de estudos de dimensão biográfica referentes às trajetórias artísticas na historiografia brasileira, especialmente de atores e atrizes. Para isso, em um primeiro momento, apresento um mapeamento de pesquisas biográficas realizadas por historiadores nos últimos anos, a partir de um exercício de estado da arte/revisão bibliográfica de uma parcela dessa produção. Na sequência, referencio alguns dos poucos estudos de fôlego que, na História, investigaram percursos de atores e atrizes, e problematizo a lacuna que ainda existe em relação a esse tipo de abordagem. Em uma terceira parte, aponto algumas possibilidades e caminhos a serem desbravados por historiadores que, porventura, se interessem em estudar tais itinerários. Por fim, comento sobre as questões que tenho estudado em minha tese de doutorado – um trabalho em desenvolvimento que trata da trajetória artística de Fernanda Montenegro, e cujo objetivo é compreender o projeto autobiográfico empreendido pela atriz ao longo do tempo. Ao preocupar-se com a produção da memória artística, o trabalho se insere junto aos estudos biográficos e à história do tempo presente, operando nesta lacuna e contribuindo para uma ampliação de pesquisas sobre trajetórias artísticas no Brasil.</p> Ana Carolina Machado Copyright (c) 2023 Ana Carolina Machado https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 313 346 10.28998/rchv14n28.2023.0014 As histórias de vida https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/17040 <p>Apresentação do Dossiê As histórias de vida: pesquisa e ensino de história.</p> Andréa Camila de Faria Fernandes Claudia Patrícia de Oliveira Costa Copyright (c) 2023 Andréa Camila de Faria Fernandes https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 5 10 10.28998/rchv14n28.2023.0002 "A hora do rato" https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/14068 <p>Com este artigo, buscamos abordar o aparecimento da peste bubônica no estado de Alagoas, bem como as medidas profiláticas oficiais que foram utilizadas para conter o avanço da doença. Para tanto, focaremos nas ações de governo a partir do momento em que a enfermidade surgiu em Pernambuco, em 1902, e a sua presença em terras alagoanas na década de 1920. Por meio dos relatórios dos governadores da época e de alguns jornais e revistas locais, intentamos compreender como um morbo que ameaçou o mundo e estava envolto por um forte imaginário social foi tratado em território alagoano, de modo a contribuir para a história da doença no estado.</p> Luana Tieko Omena Tamano Poliana dos Santos Copyright (c) 2023 Luana Tieko Omena Tamano, Poliana dos Santos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 347 378 10.28998/rchv14n28.2023.0015 Modernização, fotografia e infâncias nas páginas da Revista Paraibana Era Nova (1921-1926) https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/15181 <p>Os registros fotográficos fornecem informações genuínas e importantes sobre os sujeitos e o mundo vivido quando consideradas fontes históricas. Partindo dessa premissa, buscamos investigar fotografias que retrataram a infância de crianças, pertencentes as elites sociais paraibanas, publicadas no periódico Era Nova entre 1921 e 1926. Com base nas considerações teóricas de Barthes (1984) e Sontag (2004), acerca da potência do ato fotográfico enquanto testemunho histórico, bem como de autores como Ariés (1981), Schwarcz (1993), Flores (2007) e Costa (1989), acerca de temáticas como eugenia, modernização e infância, buscamos discutir como o citado periódico paraibano recepcionou e representou o ideal de infância difundido entre as elites nacionais. Constatamos que essas imagens da infância retratadas em Era Nova buscaram reforçar os padrões dominantes de infância impostos pelo ideário eugenista e sanitarista difundidos desde o processo de consolidação da Primeira República por amplos setores da mídia brasileira.</p> Marília Cristina de Queiroz Joachin Azevedo Neto Copyright (c) 2023 Marília Cristina de Queiroz, Joachin Azevedo Neto https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 379 400 10.28998/rchv14n28.2023.0016 Ensaio sobre o revoltado https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/15428 <p>Este artigo analisa algumas das inscrições estético-políticas de Joel Silveira referentes à representação do sociólogo Florentino Meneses. O escopo da pesquisa é, portanto, analisar o ensaio de Silveira, intitulado, “Florentino Menezes: Ensaio (1934)”, e a abordagem focaliza as questões referentes à ideia de um arquétipo do intelectual “revoltado”, no contexto da Primeira República e início da Era Vargas. Empregando o ensaio, enquanto gênero discursivo, Silveira examinou as contribuições da sociologia de Menezes, no intuito de considerá-lo um habilidoso intérprete do Brasil. Forma-se nos escritos do sociólogo, a partir da leitura de Silveira, o percurso das campanhas civis pelo voto e a condição das classes pobres no país. O ensaio constitui no primeiro trabalho publicado do escritor Joel Silveira. Por certo, abre a investigação histórica, a respeito das inquietações de uma escrita política engajada em compreender o país e a intelectualidade.</p> Cleverton Barros de Lima Copyright (c) 2023 Cleverton Barros de Lima https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 401 427 10.28998/rchv14n28.2023.0017 História ambiental na América Latina https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/15345 <p>O artigo apresenta o pensamento de Guillermo Castro Herrera e analisa parte do setor energético da América Latina a partir da categoria História Ambiental. O referencial teórico principal está suportado, além de em Herrera, no pensamento de Ignacio Rangel e Armen Mamigonian, e adota como metodologia a pesquisa bibliográfica, documental e a abordagem empírica sobre o tema gás natural. Como conclusão, destaca-se que o gás natural ajuda a explicar o contexto geopolítico no mundo atual e a relação centro-periferia imposta à América Latina. Além disso, demonstra a destacada sinergia teórica-conceitual entre a Geografia como ciência social, a própria História Ambiental e o Marxismo.</p> Leonardo Mosimann Estrella Isa de Oliveira Rocha Eunice Sueli Nodari Copyright (c) 2023 Leonardo Mosimann Estrella, Isa de Oliveira Rocha, Eunice Sueli Nodari https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 428 460 10.28998/rchv14n28.2023.0018 Editorial Histórias de vida como estratégia para enfrentar os desafios atuais na educação https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/17037 <p>Editorial, Ano 14, vol. 14, n. 28, Dezembro/2023.</p> Anderson Almeida Luana Teixeira Copyright (c) 2023 Anderson Almeida, Luana Teixeira https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/br/ 2023-12-20 2023-12-20 14 28 1 4 10.28998/rchv14n28.2023.0001