Debates em Educação https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao <p><strong>Debates em Educação </strong>é uma revista quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Educação do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas, publicada exclusivamente <em>online</em> e de acesso aberto. A revista publica trabalhos inéditos de autores brasileiros e estrangeiros que tratem da educação, podendo ser ensaios teóricos, resultados de pesquisas, debates e revisões críticas (teórico-metodológicas) da literatura científica educacional, relatos de experiências e reflexões sobre a realidade da educação local, nacional e internacional. A revista tem como principal objetivo proporcionar um espaço rico de debates entre pesquisadores e a comunidade, contemplando a pluralidade de pensamentos, temáticas, metodologias e estilos presentes no cenário educacional atual. </p> <p><a href="https://scholar.google.com.br/citations?hl=pt-BR&amp;user=XeG91Z4AAAAJ" target="_blank" rel="noopener">Google Schoolar - Citações</a></p> <p><strong>Qualis Capes 2013-2016</strong>: B5 Educação</p> <p><strong>Qualis Capes 2016-2019</strong>: A2 Educação (Aguardando homologação Capes)</p> Editora da Universidade Federal de Alagoas - EDUFAL pt-BR Debates em Educação 2175-6600 <p>Neste tipo de licença é permitido o download e compartilhamento dos conteúdos licenciados desde que sejam atribuídos os devidos créditos ao autor. Não podem ser feitas modificações e nem utilizar o conteúdo para fins comerciais.</p><p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license"><img style="border-width: 0;" src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p><p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license">Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional</a>.</p> Crianças como propositoras de experiências educativas na educação infantil https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/13392 <p>Considerando os contextos das infâncias e da Educação Infantil, este artigo tem como objetivo refletir sobre as crianças como propositoras de experiências educativas. Para tanto, estabelece-se um diálogo com conceitos de educação e experiência de acordo com a perspectiva de John Dewey, considerado um precursor da Escola Nova. Aponta-se a atualidade das reflexões produzidas por este importante filósofo do início do século XX, ao se verificar a importância, necessidade e urgência de reconhecer as crianças como sujeitos protagonistas na experiência educativa da Educação Infantil na contemporaneidade.</p> Rayffi Gumercindo Pereira de Souza Leonardo Rolim Severo Maria Eulina Pessoa de Carvalho Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 546 559 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp546-559 Estado, sistema educativo e gestão escolar em Moçambique https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12777 <p>O artigo centra-se na análise dos principais avanços no desenho do sistema educativo moçambicano, demarcando as diferentes fases de sua história e as implicações para a gestão escolar. Com uma pesquisa qualitativa e ênfase nas etapas de revisão de literatura e análise documental, retraça o percurso sócio-histórico da constituição e consolidação desse sistema educativo e compreende as três fases que lhe demarcam as principais rupturas de seu modelo educacional: período pré-colonial, colonialismo e pós-independência nacional. Os resultados demonstram um sistema que sofreu diretamente as implicações sociais dos processos da guerra civil e, em função de sua história colonial, é marcado pelas descontinuidades, dependência internacional, tímida presença do Estado e legitimação das parcerias público-privadas com empresas de capital estrangeiro.</p> Camila Ferreira da Silva Sebastião Juvêncio Rumbane Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 560 582 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp560-582 As concepções de formação continuada do plano municipal de educação de Criciúma https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12651 <p>Este trabalho teve como objetivo identificar e analisar as concepções de formação continuada expressas no Plano Municipal de Educação (PME) de Criciúma, aprovado pela Lei n° 6.514, em 1º de dezembro de 2014. O trabalho está estruturado em três partes: a primeira destina-se à contextualização histórica e legal dos planos de educação; a segunda aborda as concepções teóricas de formação continuada a partir de autores como Tardif e Lessard (2014), Gatti (2008), Magalhães (2019), Nóvoa (2009; 2017), Wagner e Cunha (2019) e Shiroma (2003a; 2003b); e a terceira parte, utilizando-se da análise documental, dedica-se ao estudo das metas e estratégias do PME de Criciúma, que versam sobre a formação continuada de docentes. A análise permitiu identificar a presença de alguns aspectos críticos e humanísticos no PME, mas prevalecem as concepções teóricas de formação continuada com caráter objetivo e tecnicista, que visam a instrumentalizar os professores para atender a demandas específicas e atreladas à superação de índices quantitativos.</p> Gislene dos Santos Sala Morgana Bada Caldas Ricardo Luiz de Bittencourt Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 583 604 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp583-604 A afetividade no processo de ensino-aprendizagem https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12719 <p>Este artigo discute as contribuições da afetividade para as relações entre educador e educando como possibilidade para a obtenção de resultados positivos no processo ensino-aprendizagem. A metodologia utilizada foi de investigação bibliográfica qualitativa, buscando, além de refletir sobre a promoção de um ambiente afetivo favorável, apresentar os contributos da teoria psicogenética de Henri Wallon para o desenvolvimento da criança na pequena infância como um ser biológico, psicológico e social. Para tanto, respalda-se nessa teoria psicogenética, por ela nos possibilitar supor que a qualidade dessas relações influencia, sobremaneira, nos resultados da aprendizagem de crianças, não apenas de conteúdos sistematizados, mas também para a vida.</p> Dineuza Neves da Silva Luciete de Cássia Souza Lima Bastos Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 605 620 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp605-620 A participação dos pais no cotidiano dos cursos integrados do IFSC sob a ótica da coordenadoria pedagógica https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/13415 <p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;">Esta pesquisa tem como objetivo compreender, sob a ótica das coordenadorias pedagógicas, como se dá a relação entre os pais dos estudantes dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC) com a instituição de ensino em que seus filhos estudam. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa e dialética que fez uso de referencial bibliográfico e levantamento de dados por meio de questionário aplicado com 12 servidores públicos lotados em coordenadorias pedagógicas em três das seis regiões geográficas de abrangência do IFSC em Santa Catarina. Os resultados demonstram que a execução da parceria entre a instituição de ensino e a família não pode depender apenas de um dos lados.</p> Vitor Gomes da Silva Roberta Pasqualli Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 621 637 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp621-637 Educação escolar indígena em Pernambuco https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/13409 <p>Desde o início do contato entre indígenas e europeus, sobretudo a partir da segunda metade do século XVI, a educação foi usada pelos colonizadores como ferramenta de controle e dominação dos povos nativos. Esse interesse na “instrução” dos indígenas, portanto, não era desinteressado, mas buscava atender a demandas religiosas, agrário-mercantis, bélicas etc., dos próprios colonizadores. A partir, sobretudo, dos anos 1980, esse modo de o Estado se relacionar com os povos indígenas é colocado em questão, deslocando os paradigmas de controle, assimilação e integração para paradigmas interculturais. O presente artigo versa sobre essas mudanças no contexto de Pernambuco, a partir das mobilizações dos povos indígenas para a efetivação de uma educação escolar indígena específica, diferenciada e intercultural.</p> Natally Araujo da Silva Galindo Sandro Guimarães de Salles Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 638 657 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp638-657 Atuação do coordenador pedagógico no desenvolvimento do trabalho coletivo em Mato Grosso do Sul https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/13391 <p>O trabalho investiga como o coordenador pedagógico tem atuado na promoção do trabalho coletivo nos ambientes escolares em Mato Grosso do Sul. Para tanto, inicialmente foi realizado uma revisão de literatura, depois a aplicação de um formulário online para professores com questões sobre o trabalho coletivo e por fim traz uma análise quanti-qualitativa das respostas dos formulários. A pesquisa mostrou que a maior parte dos professores consideram que são desenvolvidas atividades de cunho coletivo, em contrapartida, também responderam que há posturas individualistas, de superioridade e competitividade entre os docentes. Pode-se chegar à conclusão que o coordenador pedagógico tem sugestionado de maneira latente o trabalho coletivo, mas que a carga burocrática do trabalho impossibilita a efetivação dessa esfera nos ambientes escolares.</p> Mary Ane de Souza Paulo Vitor Ferreira Gonçalves Marsiel Pacífico Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 658 679 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp658-679 Saia da sala de aula! https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12793 <p>Tradicionalmente, a sala de aula tem seu uso inquestionável. Entretanto, seu uso, muitas vezes apenas para uma transmissão passiva de conhecimento pode ter um efeito devastador. O adoecimento profissional de docentes vem aumentando e o desinteresse de alunos se eleva a cada ano, o ensino que poderia ser prazeroso acaba sendo sofrível e solitário. Os conhecimentos devem ser construídos pelos alunos, e não apenas absorvidos. Tais construções são realizadas de várias formas e, em vários lugares. Por isso, a saída da sala de aula é uma estratégia alternativa de ensino. Contudo, é perceptível que novas estratégias, às vezes, sofrem resistências, mas devemos ter em mente que não há apenas uma forma de ensinar, e que métodos onde o aluno construa conhecimentos de forma ativa são extremamente produtivos. Esse trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica crítica (passiva) com um referencial teórico baseado, principalmente, em estudos de relevância na área dos últimos 5 anos. Desta forma, espera-se uma ampliação da visão docente em relação as estratégias de ensino/aprendizado que transcendam a sala de aula. Assim, o objetivo desse texto é estimular os docentes a seguirem outros caminhos para a aprendizagem.</p> Daniel Delgado Queissada Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 680 695 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp680-695 Editorial https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/13719 <p>É com prazer que apresentamos o V. 14 Número Especial da Revista Debates em Educação do ano de 2022. A edição é composta pelo Dossiê temático e Fluxo contínuo que compõem essa edição.</p> <p>Agradecemos a todos autores desta edição e pareceristas. Agradecemos também o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL), através do Edital Nº 08/2020 - apoio à editoração e publicação de periódicos científicos.</p> Inalda Maria dos Santos Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 i iii 10.28998/2175-6600.2022v14nEsppi-iii Apresentação - Dossiê "Educação infantil e currículos: cultura, docência e formação em debate" (volume 2) https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/13720 <p>O dossiê intitulado “Educação Infantil e Currículo(s): cultura(s), docência e formação em debate” tem como objetivo contribuir com o debate sobre currículos na educação das infâncias de 0 a 5 anos e 11 meses de idade, reunindo pesquisas, reflexões, preocupações e questionamentos de pesquisadores e pesquisadoras, implicados com a discussão em pauta. A primeira parte, intitulada “Educação Infantil e currículo(s): desafios, problematizações e propostas no tempo presente” (ANJOS; SABALLA, 2021) é um convite para que as reflexões, problematizações e proposições compartilhadas, possam funcionar como promotoras do exercício do pensamento docente e de subsídio para construção de modos mais acolhedores, inclusivos e democráticos de construção do(s) currículo(s) da Educação Infantil brasileira. A segunda parte, intitulada “Currículo da Educação Infantil: embates, tensionamentos e proposições”, procura compartilhar embates, tensionamentos e proposições a respeito do currículo da Educação Infantil. Para tanto, o dossiê é constituído por artigos, escritos por pesquisadores e pesquisadoras da área da Educação Infantil que atuam em universidades localizadas nas cinco regiões do Brasil e também por colaboradores e colaboradoras internacionais. Foi organizado pelo Prof. Dr. Cleriston Izidro dos Anjos (UFAL) e pelo Prof. Dr. Rodrigo Saballa de Carvalho (UFRGS).</p> Cleriston Izidro dos Anjos Rodrigo Saballa de Carvalho Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 iv xviii 10.28998/2175-6600.2022v14nEsppiv-xviii “Cadê a criança negra que estava aqui?” https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12655 <p>O objetivo do artigo é o de questionar a ausência enfática na BNCC de temas voltados para a educação racial na primeira infância, ou seja, para crianças negras entre 0 a 5 anos e 11 meses de idade. Ao mesmo tempo, problematiza-se a necessidade de se lutar por um currículo que, mormente desde a educação infantil, conceba lugares e experiências políticas, históricas, sociais e emocionais para uma infância negra, visando a pluralidade humana, condição precípua para toda democracia e combate a toda desigualdade social. A hipótese interpretativa sustenta que a BNCC, a partir dessa opção política cúmplice com o racismo sistêmico, agencia ênfases curriculares condizentes com a manutenção dos valores do patriarcado brasileiro e de todo desprezo social dele eivado. Para tanto, o artigo concebe dois desenvolvimentos analíticos. No primeiro, evidencia-se as razões que fundamentam o apagamento da criança negra na BNCC. Em seguida, investiga-se o alcance sistemático de um projeto político educacional cúmplice com as normativas racistas da sociedade brasileira, projetando para as crianças negras uma visibilidade seletiva. Ao cabo, argumenta-se que sem se priorizar as crianças negras como sujeitos da educação no currículo não há um currículo educacional, porém, há uma plataforma política racista.</p> Ellen de Lima Souza Alexandre Filordi de Carvalho Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 1 25 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp1-25 Entre o “dito” e o “não-dito” https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12659 <p>O texto faz uma reflexão acerca da Base Nacional Comum Curricular-BNCC e do Referencial Curricular Amazonense-RCA para a Educação Infantil, transitando entre o “dito” e o “não-dito”, o que contribuiu para desvelar e revelar algumas maquinações que estão presente no conteúdo dos documentos, mas que de forma sutil, são mascaradas por um texto romântico e homogeneizador. Nas “escavações” que fomos fazendo ao longo das leituras, do acompanhamento do percurso de elaboração do RCA e das etapas de implementação da BNCC na rede de Educação do Amazonas, estabelecemos um processo de análise crítica, que nos permitiu evidenciar discursos e estratégias que acabam por normatizar as práticas docentes e, de certa forma, padronizar as ações destinadas às crianças nos espaços de Educação Infantil.</p> Roberto Sanches Mubarac Sobrinho Célia Aparecida Bettiol Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 26 43 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp26-43 Base Nacional Comum Curricular para a educação infantil : retomando proposições e ampliando o debate https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12975 <p>O presente artigo tem por objetivo apresentar reflexões que contribuam para uma leitura crítica da BNCCEI, na perspectiva do desvelamento de aspectos expressivos do documento. Mediante pesquisa bibliográfica e análise documental, espera-se responder: qual o andamento das discussões concernentes a Base Nacional Comum Curricular para a Educação Infantil? Os resultados evidenciaram que o texto e construção da BNCC são povoados por interesses escusos e/ou por relações que tendem a desorganizar os saberes acumulados na área da Educação Infantil.</p> Juliana Xavier Moimás Luciana Aparecida de Araujo Cleriston Izidro dos Anjos Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 44 63 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp44-63 O Currículo da Educação Infantil no Brasil e na Aotearoa Nova Zelândia https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12672 <p>Este artigo trata sobre o currículo da Educação Infantil no Brasil e na Aotearoa Nova Zelândia. A partir das Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil (2009), da Base Nacional Comum Curricular para a Educação Infantil (2017) e das duas versões do documento Te Whāriki: He whāriki mātauranga mō ngā mokopuna o Aotearoa: Early Childhood Curriculum (1996 e 2017), problematizou-se as proposições para as crianças e as implicações para a infância. A análise demonstra a influência dos organismos internacionais e do mercado financeiro no currículo e a presença de uma racionalidade neoliberal que contribui para a produção da criança como capital humano e do professor como um tecnocrata. Tensões também foram identificadas, revelando objetivos prescritivos que visão a preparação da criança para atender às demandas do mercado.</p> Gabriela Medeiros Nogueira Andrea Delaune Mônica Maciel Vahl Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 64 85 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp64-85 As políticas curriculares BNCC e BNC - formação no contexto da educação infantil https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12677 <p>Este artigo trata da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e da Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação), no contexto da Educação Infantil (EI), problematizando o tema da educação das relações étnico-raciais. Trata-se de um estudo guiado por uma leitura crítica do texto e do contexto dos documentos em tela. Parte-se do pressuposto de que as políticas de educação, em geral, e, particularmente, as direcionadas para a EI, têm se configurado como um campo de disputa, em que o Estado tem importante papel em regular os currículos e a formação dos professores. Constata-se assim o retorno de concepções curriculares afinadas à lógica neoliberal, que defende o direito à educação como serviço, à maximização do lucro e à perpetuação das desigualdades, que desconsideram a identidade das crianças oriundas das classes trabalhadoras, na maioria negras; pois, segundo tais concepções, é preciso formar seres humanos dóceis, instrumentalizados e meros aplicadores de técnicas, desde a EI. Para além da crítica, é preciso pensarmos em formação, ações e proposições para efetivação de uma educação antirracista desde a EI.</p> Joedson Brito dos Santos Emilia Peixoto Vieira Tarcia Regina Silva Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 86 108 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp86-108 Currículo da educação infantil no contexto da pandemia https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12676 <p>O artigo problematiza concepções de currículo, Educação Infantil, práticas pedagógicas, relações tempo-espaço e famílias-instituições-crianças na pandemia da covid-19, revisitando acúmulos e consensos da área e refletindo sobre materializações e possibilidades na experiência de distanciamento físico. Compreende que o currículo se efetiva no contexto das práticas pedagógicas cotidianas e nas relações estabelecidas entre professoras/es e crianças, reconhecendo que tais práticas foram alteradas significativamente e ressignificadas, apesar dos desafios do ambiente virtual. As experiências apresentadas exemplificam a ressignificação dessas práticas e evidenciam os desafios enfrentados, destacando exemplos de práticas exitosas de professoras/es e unidades de Educação Infantil paraibanas.</p> Fernanda de Lourdes Almeida Leal Ana Luisa Nogueira de Amorim Maria Betania Barbosa da Silva Lima Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 109 126 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp109-126 Políticas de formação e políticas curriculares para a educação infantil https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12675 <p>Partimos da historicidade das políticas curriculares em vinculação com a formação de professores/as para a Educação Básica, para problematizar questões que atravessam as proposições no campo da Educação Infantil. O estudo documental reuniu normativas para a formação, documentos curriculares e manifestações organizadas, no período de 1996-2021. Com o cotejamento dos documentos estabeleceu-se categorias de análise que, circunscrevendo as proposições curriculares e as configurações para a formação inicial, apontam para perspectivas em disputas, na vinculação com a especificidade da Educação Infantil. Nesse debate, buscamos nutrir as reflexões, problematizando, sobretudo, os impactos dos <em>reguladores</em> nas proposições dirigidas à docência, particularmente, no campo da Educação Infantil.</p> Angela Scalabrin Coutinho Valdete Côco Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 127 148 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp127-148 Ousadia na produção curricular de uma rede de educação infantil https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12728 <p>Analisa-se a produção curricular na educação infantil da rede pública municipal de Niterói/RJ (2019-2020), quando se empreendeu a reformulação do documento desta rede, nomeado de Referenciais Curriculares (RC), de 2010. O processo contou com a participação de profissionais de educação infantil discutindo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em cotejamento com o RC/2010 e a experiência da rede. As ações se deram em diálogo com pesquisadores, através de diversas atividades, sendo parte realizada de modo remoto por conta do Covid-19. O documento final traz uma concepção de currículo que escapa ao modelo homogeneizante e centralizado como determinado pela BNCC, organizado em “direitos de aprendizagem”, “campos de experiências” e “faixas etárias”.</p> Ligia Maria Motta Lima Leão de Aquino Sandra Cristina Ferreira de Sousa Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 149 175 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp149-175 Fabulações curriculares https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12678 <p>O potencial inventivo, no pensamento de Gilles Deleuze, reside no entrelaçamento das artes, da ciência e da filosofia para criação de conceitos. Os conceitos são, por sua vez, as ferramentas do filósofo para resolver problemas. Neste artigo, nosso objetivo é operar em singularidades conceituais para discutir concepções de infância a partir do paradigma descolonizador, refutando a gramática pedagógica colonizadora. Para tanto, articulamos elementos das artes, através de experimentações literárias - rizomaticamente - com as ferramentas conceituais da ciência e da filosofia, para pautar a construção de uma tessitura de infância que possa habitar o plano de imanência do infinito. Nesse contexto, questionamos a fabulação de um currículo da infância que abarque seu infinito.</p> Olivia Pires Coelho Fabiana Oliveira Canavieira Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 176 189 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp176-189 A alunização da infância https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12663 <p>Em Portugal, o modelo de formação inicial de educadoras/es de infância condiciona as margens de autonomia curricular das instituições de ensino superior através da imposição por decreto-lei de uma matriz organizada em componentes de formação e áreas disciplinares com presença e ponderações uniformizadas. Neste artigo, apresentamos resultados de uma análise dos planos de estudo, definidos e publicados em Diário da República por cada uma das 29 instituições que atualmente fazem formação inicial, com vista a caracterizar as tensões que neles se identificam entre a escolarização e a educação da infância, nomeadamente pela presença ou ausência de espaços curriculares dedicados à creche e ao jardim-de-infância, ao estudo da educação e da infância e à construção de aprendizagens inter e transdisciplinares.</p> Elisabete Xavier Gomes Ana Teresa Brito Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 190 216 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp190-216 Educación inicial https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12658 <p>El curriculum suele ser definido como la expresión de un proyecto pedagógico y didáctico que orienta a docentes e instituciones para dar forma a las prácticas de enseñanza, convirtiendo ciertos intereses públicos en intereses singulares y situados. Se espera, en ese sentido, que el diseño curricular sea desarrollado en las aulas para decidir qué, cómo y para qué enseñar. Pero a la vez, el curriculum es una suerte de declaración de principios, la expresión de una filosofía y una ideología educativas. Y lo que se espera del curriculum (entendido como manifiesto de ideas, enfoques y miradas sobre la enseñanza de la primera infancia, sobre el conocimiento y sobre la sociedad misma) es que sirva a docentes e instituciones como espacio de inspiración, de reflexión sobre los sentidos de la enseñanza, como fuente de vocabulario, como política de discurso y como ámbito de construcción de pertenencia colectiva a la educación, como proyecto social. En este ensayo nos adentramos en la cuestión del curriculum desde esta segunda perspectiva, y señalamos (apoyándonos en algunos ejemplos específicos de diseños curriculares argentinos) ciertas tensiones en relación a tres ejes: 1. el curriculum como la voz del Estado y de “lo público” en el marco de un fuerte avance de idearios mercantilizantes y gerencialistas para la educación inicial; 2. las formas que adquiere el saber en las formulaciones curriculares, y sus implicancias políticas y pedagógicas y 3. la idea del curriculum como expresión de un sujeto y una sociedad, con las paradojas y contradicciones que habitan esta idea.</p> Daniel Brailovsky Liliana Labarta Mónica Descalzo Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 217 233 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp217-233 O que é específico na educação da primeiríssima infância? https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12654 <p>Tendo o entendimento da infância como categoria geracional, com singularidades tecidas em meio a estruturas socioculturais, com necessidades específicas que precisam ser reconhecidas e valorizadas, trazemos, neste ensaio teórico, argumentos para a defesa da ação intencional, responsável e autoral de professores no que diz respeito à organização de currículos e práticas cotidianas balizadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, bem como da constituição de identidade e de profissionalidade docente específicos para este nível de ensino. Entendemos que os caminhos de formação para docência precisam contemplar experiências narrativas e estéticas como estratégias de fomento para discussões sobre currículos e organização do trabalho educativo para crianças bem pequenas.</p> Sílvia Adriana Rodrigues Erika Natacha Fernandes de Andrade Dulcinéia Beirigo de Souza Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 234 256 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp234-256 Sentidos atribuídos pela coordenação pedagógica ao currículo da educação infantil https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12625 <p>Este texto discute a visão das coordenadoras pedagógicas sobre a organização do currículo da Educação Infantil. Partindo das Pedagogias da Infância, bem como das teorias sobre currículo, analisam-se entrevistas semiestruturadas com seis coordenadoras pedagógicas de Turmalina, Minas Gerais. Os diálogos com as coordenadoras evidenciam que, se, por um lado, elas compreendem a criança como centro das práticas pedagógicas e a brincadeira como momento favorável ao desenvolvimento; por outro, apontam que o currículo sugere prescrições quanto às práticas educativas, embora seja uma construção cotidiana de crianças e de professores. Como apontamentos finais, evidencia-se a coordenação pedagógica como elemento essencial na articulação entre o currículo prescrito e o vivido pelas crianças.</p> Fabiana Pinheiro Barroso Sandro Vinicius Sales dos Santos Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 257 282 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp257-282 Entre o proposto e o vivido https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12584 <p>Pensar o currículo na educação infantil requer considerar a complexidade de elaboração de propostas que respeitem as crianças, enquanto crianças, e que tenham como inspiração teorias que valorizem as singularidades e potencialidades da infância. Tendo em vista essa complexidade a reflexão proposta pelo presente artigo é articulada à pausa reflexiva e atenta em relação aos conceitos, como o gesto primeiro de um fazer educativo comprometido com a crítica e o debate em relação aos currículos no campo das infâncias de 0 a 6 anos. A metodologia abrange análise documental com foco em leitura analítica em torno conceitos presentes nos documentos oficiais, suas ambigüidades e tendências, que na mesma medida que inspiram o fazer pedagógico, o viciam, terminando por viciar também suas palavras.</p> <p> </p> Monique Aparecida Voltarelli Isabela Signorelli Fernandes Jennifer Lupis Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 283 311 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp283-311 A complexidade do “como fazer” na educação infantil https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12669 <p>Este artigo tem como objetivo discutir sobre “como criar um fazer” na docência com crianças pequenas, refletindo sobre didática na Educação Infantil. O corpus analítico compreende dados de entrevistas com quatro pesquisadoras brasileiras e é analisado com base na fundamentação teórica sobre didática, ciência, técnica e docência com crianças pequenas. O primeiro eixo de análise evidencia a complexidade do “como criar um fazer/educar/cuidar” na ação pedagógica em creches e pré-escolas; o segundo reflete sobre a didática na educação em sua articulação política, técnica, ética e pedagógica, distanciando-se da visão tecnicista. Considera-se que uma perspectiva da artesania como docência provoca a criação de currículos e didáticas inventivas e dialógicas na formação docente.</p> Maria Carmen Silveira Barbosa Carolina Gobbato Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 312 331 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp312-331 Formação e profissionalização de professores(as) da educação infantil https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12690 <p>O objetivo principal desta pesquisa foi investigar as políticas públicas educacionais e sua interlocução com a formação e a profissionalização do(a) professor(a) de educação infantil e foi realizada junto a 11 (onze) professoras, de dois Centros de Referência em Educação Infantil (CREI) do município de João Pessoa-PB. Partimos do pressuposto que as políticas públicas educacionais para a infância brasileira incidem, em graus e níveis diferenciados, sobre a formação e a profissionalização do(a) professor(a) de educação infantil e não são suficientes para garantir a qualidade do atendimento educacional prestado à criança de 0 (zero) a 6 (seis) anos. Com base nesse pressuposto, questionamos: a) Como as políticas públicas de formação inicial e continuada têm incidido sobre a profissionalização docente do(a) professor(a) de educação infantil? b) De que forma a formação docente reverbera sobre a profissionalização dos(as) professores(as) que atuam com crianças de 0 a 6 anos? Para a produção dos dados foi utilizado a entrevista semiestruturada e os resultados foram submetidos à Análise Categorial. Os principais achados apontam para uma persistente desarticulação entre as políticas de formação de professores(as) e as necessidades reais dos profissionais que estão atuando na educação infantil, sobretudo, no tocante à: formação teórica e prática, operacionalidade das exigências da profissão, indispensável valorização salarial e as condições de trabalho.</p> Rejane Maria de Araújo Lira Adelaide Alves Dias Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 332 352 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp332-352 Educação infantil, gênero e sexualidade https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12670 <p>O artigo traz dados de uma pesquisa em nível de mestrado que analisa os documentos curriculares de 13 cursos presenciais de formação inicial de licenciatura em Pedagogia das instituições da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE). Nas análises mapeia-se as disciplinas, a carga horária, os conteúdos formativos das ementas, a existência de diálogos interdisciplinares que contemplam as discussões de gênero e sexualidade. Os dados revelam que do total de 674 disciplinas apenas oito abordam denominações concernentes a gênero e sexualidade, o equivalente a 1% da relação de disciplinas dos documentos curriculares analisados. Das 621 ementas, 550 não fazem referência aos conteúdos formativos concernentes a gênero e sexualidade, o equivalente a 88,5% das ementas analisadas.</p> Karine Zimmer Márcia Buss-Simão Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 353 374 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp353-374 “Vem, pessoal, descobrir novos horizontes” https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12621 <p>O presente artigo tem como objetivo analisar as vivências de um currículo do berçário, focalizando a construção dos sentidos e significados produzidos pelos/as bebês e professoras para as práticas curriculares. A pesquisa aconteceu em uma Escola Municipal de Educação Infantil de Belo Horizonte com a produção de videogravações, notas de campo e entrevistas. A perspectiva teórico-metodológica está baseada nas teorias curriculares, na Psicologia histórico-cultural e na Etnografia em Educação. O conceito de vivência é entendido como a unidade pessoa/meio; e o currículo é analisado como uma prática cultural. Argumentamos que as vivências dos/as bebês e professoras foram marcadas por tensões expressas na unidade [autonomia/proteção]. Essa unidade constitui o currículo do berçário por meio de práticas que possibilitam aos/às bebês a realização de várias atividades, com base em suas próprias iniciativas e sem a tutela direta de um adulto. Ao mesmo tempo, essas práticas propiciam a proteção e o cuidado desses/as bebês.</p> Luiza de Paula Cortezzi Vanessa Ferraz Almeida Neves Shirlei Rezende Sales Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 375 399 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp375-399 Literatura e docência com bebês e crianças pequenas https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12800 <p>Para abordar o gesto pedagógico das palavras na convivência entre adultos, bebês e crianças pequenas na escola de educação infantil o ensaio parte de uma experiência de leitura literária em voz alta com um grupo de professoras do sistema municipal de educação no interior do Rio Grande do Sul. O objetivo é afirmar a potência da vocalidade no encontro com a palavra viva na formação pedagógica para destacar as experiências estésica e poética que escapam à ordem das análises ao dizerem do corpo linguageiro que vive e sente o mundo, com suas ressonâncias e repercussões imagéticas. As fenomenologias de Gaston Bachelard e Paul Zumthor sustentam a opção metodológica pela escrita ensaística para reter o vivido a partir da memória escrita dos encontros entre leitura literária e professoras de crianças pequenas. A experiência de leitura literária em voz alta na formação docente contribui para refletir a relevância educacional de promover a imaginação como um valor na escola de educação infantil na qual a docência assume ser provocadora da ação de imaginar com palavras e com imagens literárias ao favorecer ambientes lúdicos de escuta de devaneios e banhados em linguagem às crianças.</p> Sandra Regina Simonis Richter Inara Moraes dos Santos Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 400 420 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp400-420 Diálogo entre currículo e territórios das crianças Ribeirinhas https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12650 <p>Neste artigo, discutem-se as questões relacionadas ao currículo, à justiça curricular e ao território das crianças da Educação Infantil do contexto ribeirinho do município de Humaitá, Amazonas. O texto aborda a concepção de currículo, o qual possui diversas interpretações, inclusive a proposta pela justiça curricular, pelo conceito e pela prática que se compromete com um mundo inclusivo, justo e democrático e tem como compreensão que o currículo deve reconhecer os diferentes territórios. A abordagem metodológica é qualitativa e conta com as pesquisas bibliográfica e de campo. Os resultados apontam que os territórios ribeirinhos são espaços que promovem e exercem papel educativo importante para as crianças e precisam ser reconhecidos como primordiais na formação integral.</p> Zilda Glaucia Elias Franco Branca Jurema Ponce Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 421 444 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp421-444 Pelo fio do nome https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12637 <p>Este estudo tem como foco <em>rastrear</em> <em>vestígios</em> deixados por Enzo Catarsi, em sua obra, relacionados à educação das crianças, em especial, as bem pequenas. Por tratar-se de <em>indícios</em> evidenciados pelo <em>fio do nome</em>, este texto dialoga com historiadores como Carlo Ginzburg, no sentido de entender o <em>nome</em> como aquilo que distingue o indivíduo dentro da sociedade em que vive, que carrega significados, que não é neutro e, de acordo com a trajetória de cada um, traduz relações sociais, expressa tradições e pode indicar práticas vividas. Percorrer as proposições de Catarsi, para a educação da criança de 0 a 3 anos, é identificar um eco em estudos italianos e internacionais, que o apontam como especialista em serviços para o atendimento da educação da infância e como um estudioso da pedagogia e de programas de apoio à família. Diante disso, apresenta-se como escopo central explicitar as proposições pedagógicas e curriculares tecidas por Catarsi, explorando e dialogando com questões importantes para o autor, tais como: a dimensão do cuidado; a participação da família na instituição educativa; as tecituras entre arte, literatura e a expressividade infantil; o “<em>approccio toscano</em>”; os processos formativos e a profissionalização docente.</p> Catarina Moro Gizele de Souza Etienne Baldez Louzada Barbosa Franciele Ferreira França Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 445 467 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp445-467 Educação e relações étnico-raciais para e com bebês e crianças pequenas https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12648 <p>Este ensaio tem por objetivo discutir a Educação para as Relações Étnico-raciais (Erer), a formação de professores/as e as práticas educacionais com bebês e crianças pequenas. Tomam-se como referência as normativas que tratam do currículo e da Erer. A perspectiva teórico-metodológica ancora-se na narrativa autobiográfica e no feminismo negro, e ambas reconhecem as experiências como parte intrínseca da produção de conhecimento. As autoras trazem as aprendizagens adquiridas em suas vivências como mulheres negras, pesquisadoras e atuantes na formação docente. A partir das reflexões formuladas, espera-se colaborar para que a organização de materiais, espaços e tempos na educação infantil assegure a interação das crianças com a história e a cultura afro-brasileiras e africanas.</p> Lucimar Rosa Dias Maria Clareth Gonçalves Reis Flávia de Jesus Damião Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 468 491 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp468-491 Educação das relações étnico-raciais na formação docente https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12666 <p>Neste artigo, partilhamos alguns resultados de uma pesquisa que analisou as contribuições do curso de Pedagogia quanto ao tema das relações étnico-raciais na formação inicial de pedagogos/as para a docência na Educação Infantil, a partir da perspectiva de docentes, discentes e egressos/as da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (FACED – UFC). A pesquisa qualitativa utilizou questionários e entrevistas semiestruturadas. Os depoimentos indicam que o atual currículo acentua a dimensão cognitiva e racional da formação e deixa lacunas em relação às especificidades da Educação Infantil, inclusive ao tema enfocado. É urgente, portanto, que a formação contemple os/as estudantes em sua integralidade e promova maior articulação entre Educação Infantil e relações étnico-raciais.</p> Bárbara Rainara Maia Silva Silvia Helena Vieira Cruz Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 492 516 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp492-516 Histórias de aprendizagem e cotidiano https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/13388 <p>Este ensaio teórico tem como objetivo tecer considerações e reflexões sobre Educação Infantil e currículo. O trabalho situa-se teoricamente no campo da Pedagogia da Infância em interlocução com autores que contribuem para problematizar as prescrições curriculares para esta etapa da educação básica. São abordados os conceitos de Cotidiano e Narratividade como fios condutores da discussão, aqui considerados como elementos constitutivos de um Currículo Narrativo para a Educação Infantil. Finaliza-se com uma breve discussão sobre as Histórias de Aprendizagem como uma prática avaliativa que sustenta a articulação de ambos os conceitos na composição de um Currículo Narrativo como anuncio uma educação que valoriza os saberes, os interesses e as experiências de aprendizagem das crianças na escola.</p> Sariane da Silva Pecoits Claines Kremer Queila Almeida Vasconcelos Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 517 533 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp517-533 O brincar livre em contexto de pandemia https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/12667 <p>Em contexto pandêmico, vivendo o confinamento social imposto pela COVID-19, muitas crianças experimentam o brincar livre na casa que vira mundo. Neste artigo, problematizamos os sentidos de algumas propostas pedagógicas enviadas às famílias, com ênfase na cópia, treino e repetição como continuidade do processo de ensino e aprendizagem na Educação Infantil. Em contraponto, uma criança de 4 anos experimenta todos os sentidos no brincar livre, com bolhas de sabão. Defendemos uma concepção de currículo articulado com a cultura e comprometido com as diferentes linguagens das crianças. Como inspiração metodológica, utilizamos a pesquisa narrativa como forma de comunicar nossas experiências pessoais e coletivas.</p> Cristiana Callai Marta Nidia Varella Gomes Maia Andrea Serpa Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 534 545 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp534-545 Expediente https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/13718 <p>v. 14, Número Especial, (2022)</p> <p>Dossiê “Educação Infantil e currículo(s): cultura(s), docência e formação em debate (volume 2)"</p> Inalda Maria dos Santos Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 A reforma empresarial da educação https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/13413 <p>A obra apresenta uma discussão acerca das visões de sociedade e educação no contexto do liberalismo econômico e da reforma educacional, com vistas a propiciar uma reflexão não apenas neste âmbito, mas também no âmbito social de processos provenientes desta.</p> Valéria Asnis Copyright (c) 2022 Debates em Educação http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-06-10 2022-06-10 14 696 701 10.28998/2175-6600.2022v14nEspp696-701