A IDEIA DE PENA DE MORTE COMO JUSTIÇA NA VISÃO DE JESUS CRISTO E SÓCRATES

Autores

  • Emmanoel de Almeida Rufino
  • Rodrigo Alves Mariano

Palavras-chave:

Pena de morte. Justiça. Jesus Cristo. Sócrates

Resumo

A discussão sobre a aplicação da pena de morte como uma forma de justiça vem acontecendo na sociedade desde a antiguidade, como na Grécia onde os condenados eram apedrejados, envenenados ou presos em placas de madeira pelos braços, pernas e pescoço com braçadeiras de ferro, onde estes morriam de fome e sede, na Roma antiga onde os criminosos eram decapitados no fórum ou crucificados publicamente, até os dias atuais. Como por exemplo na China, onde os condenados são fuzilados ou enforcados e nos Estados Unidos onde os mesmos recebem uma injeção letal ou uma descarga elétrica. Dois dos principais exemplos de como a pena de morte pode ser uma forma errônea de se executar a justiça são o do filósofo Sócrates (470 a. C - 399 a. C) na Grécia antiga, que foi acusado de corromper a juventude com suas filosofias, introduzir novas entidades divinas e negar os deuses da pátria, sendo condenado a se matar pela ingestão de uma espécie de veneno chamado Cicuta, e o de Jesus de Nazaré(0a. C - 33d. C) no Império Romano, acusado de subverter o povo, proibir o pagamento de impostos e se declarar o messias, sendo condenado à morte pelo método da crucificação. Tanto Sócrates na Grécia antiga como Jesus no Império Romano, foram grandes influenciadores que se destacaram muito na história dessas duas civilizações, mas não somente isso, estas duas personalidades foram também de suma importância para a criação das bases culturais que regem o ocidente. Desse modo, buscamos entender a ideia da utilização da pena de morte como forma de justiça na visão das figuras históricas de Jesus Cristo e Sócrates. Primeiramente identificamos o que cada um destes tinha como definição de justiça, em seguida comparamos estas definições e encontramos as semelhanças que haviam entre estas, buscamos sintetizá-las para que pudéssemos formular apenas uma definição que englobasse tanto a visão Cristã quanto a Platônica, logo após isso colocamos esta definição em contraponto com a definição de justiça que possuímos atualmente e por fim avaliamos como a utilização de métodos maléficos para a aplicação da justiça pode ser paradoxal, pois na tentativa de utilizar a pena de morte como justiça, o homem tenta pagar o mal com o mal. Muitas pessoas, nos tempos atuais, apoiam o uso da pena de morte como uma forma de se realizar a justiça, pois possuem em sua mente um pensamento de que a justiça é algo retributivo, onde se deve devolver na medida em que se recebeu. Devolver o mal a quem é mal não vai ajudar a resolver os problemas que a sociedade enfrenta com a criminalidade, em verdade, seria este um dos fatores para o aumento dela, pois se eu me utilizo da violência para acabar com a violência, eu só acabo por gerar mais violência, se eu somo ao invés de subtrair eu acabo por aumentar o problema. Baseado nisso, o sentido deste trabalho foi mostrar que a justiça não é algo retributivo como muitos pensam, mas sim algo que vai além disso.

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Publicado

02/09/2018

Edição

Seção

Resumos do I Congresso Internacional de Direito Público dos Direitos Humanos e Políticas de Igualdade