A MULHER NO BRASIL E A LUTA COTIDIANA POR IGUALDADE DE GÊNERO E OPORTUNIDADES NO MERCADO DE TRABALHO

Autores

  • Monnalys Karolaine dos Santos Souza

Palavras-chave:

Mulheres Igualdade de gênero. Mercado de trabalho

Resumo

O presente artigo busca problematizar as desigualdades de gênero, as quais mulheres são submetidas diariamente, em diversos âmbitos da sociedade capitalista, com enfoque no mercado de trabalho. Abordar-se-á também, as formas de organização e resistência que as mulheres têm construído atualmente, em busca do enfrentamento de uma sociedade marcada por relações machistas e patriarcais, bem como, as suas lutas por direitos igualitários entre homens e mulheres, e os desafios impostos a estas dentro do cenário brasileiro de desigualdades. No Brasil, assim como em outros países, as mulheres sempre foram colocadas em posições inferiores aos homens. Com o passar do tempo e evolução das sociedades muitas coisas foram sendo modificadas. Em decorrência de muitas lutas, as mulheres conquistaram alguns direitos e espaços que anteriormente não possuíam, como o direito ao voto das mulheres, por exemplo. Entretanto, chegar a uma igualdade de gênero é uma tarefa difícil em um país em que é intrínseca a cultura do machismo. Desde crianças, meninas são ensinadas que, para tornarem-se boas mulheres, devem construir uma família, estarem dispostas a cuidarem dos filhos, do lar, e acima de tudo, atender os desejos de seus maridos. Através da perspectiva do patriarcado, as mulheres não devem ter suas opiniões e desejos próprios, não podem ter uma carreira de sucesso, se isso significar que a sua família ficará em segundo plano. Essas visões distorcidas do papel da mulher, fazem com que elas sejam oprimidas em suas casas por figuras masculinas, sejam elas pais, irmãos, tios e posteriormente por seus maridos. Essa opressão é estendida para outros âmbitos das relações sociais, tais como escola, em que adolescentes são assediadas por alunos e muitas vezes por professores, e também no mercado de trabalho, onde as mulheres são vítimas de preconceito de gênero, têm suas capacidades profissionais colocadas em questionamento pelo simples fato de serem biologicamente pertencentes ao sexo feminino e, onde sofrem diariamente assédio moral e sexual por colegas de trabalho e principalmente por seus chefes, fazendo com que o abismo da desigualdade entre os gêneros continue enorme. Muitas são as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no mundo do trabalho. A primeira e mais comumente reconhecida decorre da divisão sexual do trabalho, que reserva às mulheres os afazeres domésticos e os cuidados com a família, sobrecarregando-as com a chamada “dupla jornada”. Uma manifestação comum de discriminação comprovada por vários estudos, é expressa pela diferença de remuneração, onde homens ganham mais que mulheres realizando as mesmas funções e possuindo iguais características, como a escolaridade, e na predominância de chefias masculinas, mesmo em ambientes em que prepondera a mão de obra feminina, ainda que formalmente as condições de acesso ao emprego e de progressão funcional sejam as mesmas para homens e mulheres. Além de ganhar menos, a mulher ainda enfrenta a dupla jornada de trabalho, que se estende ao voltar para a casa e realizar as tarefas domésticas. Injusto? Sim, mas é resultado histórico de uma cultura machista que fez as pessoas acreditarem e reafirmarem a inferioridade da mulher em relação aos homens. As formas de opressão, geradas a partir da questão de gênero, são uma realidade que atinge uma quantidade expressiva de mulheres Neste artigo, serão destacados traços da luta feminista que, em suas múltiplas expressões, contribuem para a criação e efetivação de estratégias de enfrentamento às formas de opressão, considerando limites, possibilidades e desafios impostos a essas lutas no capitalismo contemporâneo.

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Publicado

02/09/2018

Edição

Seção

Resumos do I Congresso Internacional de Direito Público dos Direitos Humanos e Políticas de Igualdade