ABUSO SEXUAL CONTRA MENINAS NO MUNICÍPIO DE RIO LARGO- AL: DO ACOLHIMENTO, ACOMPANHAMENTO Á RECONSTRUÇÃO DA AUTOESTIMA

Autores

  • Julia Karolynne Santos de Lira
  • Klésya Karinne Lourenço Santos Cavalcante

Palavras-chave:

Abuso, Gênero, Autoestima.

Resumo

O ponto de partida para o recorte dado ao presente artigo iniciou-se através da incidência dos casos de Abuso Sexual infantojuvenil que são encaminhados frequentemente para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social- CREAS e ao Conselho Tutelar do município de Rio Largo- AL, considerando que o Conselho Tutelar é uma das portas de entrada para o acolhimento e encaminhamento da criança ou adolescente vítima de abuso sexual, de acordo de a Lei Federal 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA), artigo 18, onde fala que é dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. Sendo assim, observa-se que o a violência sexual contra meninas na faixa etária de 04 á 16 anos que vem aumentado consideravelmente nos últimos anos, fazendo assim que as vítimas sejam afastadas muitas vezes do seio familiar, pois em sua maioria o agressor é alguém da família e reside na mesma moradia, e mesmo diante do que fala o artigo 130 da Lei Federal 8.069, de 13 de julho de 1990, onde constatado o abuso sexual o agressor poderá ser afastado da moradia comum, através de uma determinação da autoridade judiciária, em sua maioria as vítimas que são retiradas e encaminhadas a instituições acolhedoras como : Acolhimento Institucional (antigo abrigos), Casa Lar ou Família Acolhedora. Sendo assim, essas situações vêm despertando uma inquietação nos profissionais envolvidos, levando a uma investigação de quais os principais fatores que culminam nesse tipo de violência, a ocorrência maciça contra o sexo feminino e o processo de acolhimento, acompanhamento e reconstrução da autoestima. Podemos destacar a ausência de orientação sobre a sexualidade feminina no âmbito familiar e escolar, notandose que pode ser um dos fatores onde o abuso sexual aconteça, pois a falta de conhecimento sobre a diferenciação do que pode ser um carinho para um abuso sexual, em sua maioria não é algo claro, gerando dúvidas, principalmente nas crianças. Sabe-se que a curiosidade das crianças a respeito da sexualidade é relacionada com o conhecimento de origem e o desejo de saber cada um. O acolhimento e a satisfação dessa curiosidade contribuem para que o desejo de saber, de apresentar dúvidas e buscar respostas permaneça ativo e impulsione o conhecimento, mas quando essa curiosidade é vista e trabalhada com a culpa, punição e castigo acabam frequentemente criando ansiedade, tensão, agressividade e, dependendo da repressão, dificuldades na aprendizagem, em se relacionar com o outro e de própria aceitação, afetando assim sua autoestima. Sendo assim pretende-se trabalhar a orientação e o combate ao Machismo presente dentro do contexto social que objetifica e fragiliza o gênero feminino. Durante o ano serão feitas palestras, oficinas de desenhos, cartazes e panfletagem nas comunidades e nas escolas do Município, sendo cada mês uma escola e uma comunidade diferente contemplada. Desta forma, esperamos expandir os saberes sobre a sexualidade feminina, desmistificando os tabus da sexualidade da mulher, informando, orientando e prevenindo o abuso sexual, para combater a mazela social do Abuso contra meninas, fortalecendo a autoestima, o gênero e corroborando tanto para o fortalecimento das vítimas, tanto para a prevenção do abuso.

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Publicado

02/09/2018

Edição

Seção

Resumos do I Congresso Internacional de Direito Público dos Direitos Humanos e Políticas de Igualdade