ANÁLISE DA MORTALIDADE POR AGRESSÃO EM MULHERES NO MUNICÍPIO DE ARAPIRACA-ALAGOAS

Autores

  • Anna Carolina Correia
  • Amanda Correia Lins Silva
  • José Erickson Rodrigues

Palavras-chave:

Adolescência. Gravidez. Saúde

Resumo

Nos últimos anos, a incidência de gravidez na adolescência vem aumentando significativamente, tanto no Brasil como no mundo. As mudanças nos padrões de comportamento experimentadas pelos adolescentes nas últimas décadas revelam problemas que repercutem nos aspectos biopsicossociais deste grupo, sendo, sem dúvida, a de maior repercussão aquela relacionada aos padrões que envolvem a atividade sexual. Os elevados índices estatísticos de gravidez na adolescência provocaram um maior interesse sobre essa questão por parte dos profissionais de saúde brasileiros. Literaturas existentes relacionam essa situação às mudanças sociais ocorridas na esfera da sexualidade, as quais provocaram maior liberalização do sexo, sem que, simultaneamente, fossem transmitidas informações sobre métodos contraceptivos para os jovens, como consequência das mudanças relacionadas ao exercício da sexualidade, pode-se registrar o alarmante aumento no índice de gravidez entre adolescentes. Considerada de alto risco, a gravidez na adolescência chamou a atenção de muitos pesquisadores pela maior incidência de intercorrências obstétricas apresentadas nesta faixa etária, quando comparadas a outras idades, entre estas intercorrências estão as toxemia gravídica, infecção urinária e anemia, que influem diretamente nas taxas de morbimortalidade materna e perinatal. Essas mudanças de comportamento não vêm sendo acompanhadas através do tempo pela total satisfação dessas necessidades em nível de serviços de saúde. De acordo com os levantamentos do Ministério da Saúde no Brasil, só ultimamente se tomou consciência dessa problemática em nível de saúde pública, tendo-se desenvolvido as primeiras estratégias de planejamento de serviços de saúde dirigidas aos adolescentes. Portanto, para atender adequadamente às necessidades de saúde desta população são necessários a identificação e o conhecimento precisos da magnitude dos problemas, para se estabelecer prioridades e traçar projetos adequados e viáveis a nível de assistência à saúde. A gravidez na adolescência é uma situação de risco psicossocial que pode ser reconhecida como um problema para os jovens que iniciam uma família não intencionada. O problema afeta, especialmente, a biografia da juventude e sua possibilidade de elaborar um projeto de vida estável. Considerando que a gravidez na adolescência e a sua recorrência podem ser prevenidas, é necessário considerar a inclusão da população de adolescentes nos programas de assistência à saúde da mulher com ênfase em anticoncepção, como programas de saúde na escola, reunindo grupos de adolescentes para discussão de aspectos relacionados à saúde reprodutiva, com participação efetiva e diária de profissional de saúde. Considerando que os ambulatórios de Ginecologia e Obstetrícia nas Unidades Básicas de Saúde deverão estar preparados para o atendimento da população de adolescentes, contando com o apoio de outros profissionais que atuam na área da saúde, e buscando entrosamento com os profissionais da área da Educação, serviço social e psicologia. Contudo este se trata de um estudo analítico, quantitativo e retrospectivo, com coletas realizada no DATASUS entre os anos de 2011 a 2015, tendo como objetivo verificar e analisar os nascimentos de mães adolescentes. Dentre a quantidade de nascidos vivos encontrados na pesquisa, entre os anos de 2011 e 2015, a porcentagem média de gravidas entre 10 e 19 anos foi de 21,6%, dentre estas 15,4% solteiras, apresentando uma escolaridade de 8 a 11 anos em torno de 70%. Verificando assim a importância da implantação de políticas de prevenção a gravidez na adolescência devido ao impacto social na vida destas jovens.

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Publicado

02/09/2018

Edição

Seção

Resumos do I Congresso Internacional de Direito Público dos Direitos Humanos e Políticas de Igualdade