USO DE ÓLEO DE GIRASSOL OZONIZADO PARA CICATRIZAÇÃO DE FERIDA CIRÚRGICA NECROSADA EM (Oryctolagus cuniculus) - RELATO DE CASO

Autores

  • Vanessa Silva Santana Universidade Federal Rural do Semi-árido
  • Fabiano Rocha Prazeres Júnior Universidade Federal Rural do Semi-árido
  • Leonardo Lomba Mayer Universidade Federal Rural do Semi-árido
  • Glícia Fernanda Oliveira Almeida Universidade Federal Rural do Semi-árido
  • Lucas Micael Freire Pereira Universidade Federal Rural do Semi-árido
  • Emanuel Lucas Bezerra Rocha Universidade Federal Rural do Semi-árido
  • Marcelo Almeida de Souza Jucá Universidade Federal Rural do Semi-árido

Resumo

Introdução: Nos últimos anos, o coelho doméstico (Oryctolagus cuniculus) vem deixando de ser exclusivamente um animal de laboratório e passando a ser mantido, cada vez mais, como animal de companhia. Consequentemente, ocorre aumento da casuística de atendimentos na rotina da clínica médica e cirúrgica do Médico Veterinário. Devido a sua fisiologia, a espécie em questão apresenta diversas sensibilidades a alguns fármacos, tornando assim, imprescindível a utilização de terapias alternativas como a ozonioterapia, que por sua vez, tem se mostrado muito eficiente no tratamento de feridas extensas e de difícil cicatrização. Além disso, atualmente há estudos que comprovam a utilização da ozonioterapia e seu poder antibacteriano e antifúngico. Dessa forma, esse trabalho tem o objetivo de relatar a cicatrização de uma ferida cirúrgica após sofrer processo de necrose utilizando-se da ozonioterapia associada ao óleo de girassol. Relato de caso: Uma coelha, não castrada, pesando 1,8kg, foi atendida no Hospital Veterinário Jerônimo Dix Huit Rosado com a queixa do tutor, do aparecimento de um nódulo na região ventral do pescoço, sugestivo de abscesso. Foi realizada a citologia e radiografia, onde não houve diagnóstico. Sendo assim, o animal foi encaminhado para a cirurgia no dia 01/08/2018, onde foi realizada exérese do nódulo. Durante o trans-operatório, foi observado uma massa composta por múltiplos abscessos e extensamente vascularizada, o que tornou o procedimento muito complexo e com grande risco de necrose, uma vez que houve a necessidade de hemostasia de vários vasos. Após o procedimento, foi realizado o tratamento da ferida, além de antibioticoterapia e anti-inflamatório, porém, não houve boa resposta ao tratamento. Houve necrose da ferida cirúrgica, optando-se pelo tratamento exclusivamente com ozonioterapia associada ao óleo de girassol. Após dois dias (D2) de pós-cirúrgico, foi realizada o tratamento de ferida com Solução Ringer Lactato ozonizado (60 µg/mL durante 5 minutos) lavando o espaço subcutâneo com a utilização de dois cateteres. O procedimento foi repetido após 4 dias (D6). Além do uso da solução ozonizada, foi realizado diariamente, a partir do D2, o uso do óleo de girassol ozonizado (40 µg/mL durante 10 minutos), até o trigésimo oitavo dia pós-cirúrgico (D38). Resultados: No início do tratamento com ozônio, a ferida cirúrgica apresentava-se com dois grandes pontos de necrose e espaço morto. Após realizar duas limpezas com soro e óleo ozonizados, foi possível observar rápida melhora no processo de cicatrização e diminuição do espaço morto, iniciando então apenas a aplicação do óleo na ferida cirúrgica por 38 dias. A cicatrização se deu sem complicações e com evolução rápida. O tecido necrosado foi gradativamente sendo substituído por um tecido de granulação. Ao 38º dia a ferida estava totalmente cicatrizada e o animal teve alta. Conclusão: Pode-se concluir com os resultados do presente relato, que o uso da ozonioterapia com o auxílio do óleo de girassol foi eficaz no tratamento de necrose em ferida cirúrgica na espécie Oryctolagus cuniculus.

 

Palavras-chave: ozonioterapia, cicatrização, lagomorfos

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Publicado

05/06/2019

Edição

Seção

Clinica e cirurgia