USO TERAPÊUTICO DA ISOTRETINOÍNA NA QUIMIOPREVENÇÃO DE LESÕES ORAIS PRÉ-MALIGNAS: REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Carlos Eduardo dos Santos
  • Iris Marilia Alves da Silva
  • Gabriela de Almeida Sousa
  • Ana Caroliny do Nascimento Oliveira
  • Diogo Gomes Brandão
  • Jessica Stherphanny Medeiros de Oliveira Moraes
  • José de Amorim Lisboa Neto

Resumo

Leucoplasia é um terno clínico usado para designar placas ou manchas brancas, não implicando numa entidade histopatológica específica. Todavia, como a biópsia é obrigatória, os achados microscópicos podem indicar displasias epiteliais precursoras do câncer oral, uma vez que a taxa de transformação neoplásica da leucoplasia é de 17% a 24% durante o período de até 30 anos. Também, foi comprovado que fatores como a hipovitaminose pode predispor pacientes a malignidade da mucosa, por isso o análogo da vitamina A, a isotretinoína (ácido 13-cis-retinoico) foi colocado no arsenal de tratamento do carcinoma espinocelular (CEC) oral. O objetivo do presente trabalho é verificar a atividade do ácido 13-cis-retinoico no tratamento de lesões bucais pré-malignas. Utilizou-se na revisão bibliográfica as seguintes palavras-chave: leucoplasia oral, terapêutica e isotretinoína e seus correspondentes em inglês. Foram consultadas as bases de dados Medline e Pubmed, bem como o método manual de pesquisa de artigos. Restringiu-se às publicações em língua inglesa e portuguesa, sendo o critério de inclusão estudos em vivo. A isotretinoína demonstra grande eficiência terapêutica relacionada à indução e controle da diferenciação epitelial, nos tecidos secretores de muco ou queratinizantes e à produção de prostaglandinas E2, de colágeno, de precursores da queratina, como os tonofilamentos e tonofibrilas. Os estudos analisados visaram nos resultados a quimioprevenção de lesões brancas potencialmente malignas, variou na concentração do fármaco, tipo de via de administração e risco para o desenvolvimento de câncer do paciente, sendo que alguns resultados apontaram eficácia significativa do fármaco. Portanto, são necessários mais ensaios clínicos que visem comprovar cientificamente a atividade quimiopreventiva da isotretinoína em lesões pré-cancerosas, utilizando biomarcadores para identificação de pacientes com maior risco de desenvolver uma neoplasia.

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Publicado

25/07/2019