CISTOS BUCAIS DO RECÉM-NASCIDO: UMA REVISÃO DE LITERATURA SOBRE SUAS LOCALIZAÇÕES ANATÔMICAS

Autores

  • Isabella Fernanda de Melo Vasco
  • Adla Fernanda Moura Lisboa
  • Amanda Rafaela da Silva Amorim
  • Karol Elen de Omena Pinto
  • Laila Menezes Hagen
  • Wanderson da Silva dos Santos
  • Camila Maria Beder Ribeiro Girish Panjwani

Resumo

É comum o desenvolvimento de pequenos cistos no palato de crianças recém-nascidas, que podem ser oriundos de remanescentes embrionários, como ilhas epiteliais aprisionadas por baixo da superfície tecidual, remanescentes das glândulas salivares menores do palato e de remanescentes da lâmina dental. O objetivo deste trabalho é relatar as principais posições anatômicas dos cistos de recém-nascidos e entender os motivos de tais predileções. Para tal, foi realizada uma revisão de literatura nas bases de dados Scielo e PubMed de artigos científicos publicados entre 2003 e 2013, nas línguas portuguesa e inglesa. Os cistos de apresentações em recém-nascidos, como os nódulos de Bohn, manifestam-se principalmente como nódulos múltiplos ao longo do rebordo alveolar, principalmente na face vestibular e palatina, porém longe da rafe palatina. Os cistos da lâmina dentária (cisto gengival do recém-nascido) mostram uma predileção na região do primeiro molar e são normalmente bilaterais na linha do rebordo alveolar. As pérolas de Epstein se localizam na rafe mediana palatina e se manifestam em cerca de 80% dos bebês recém-nascidos. Sendo assim, os resultados revelam que grande parte das anormalidades bucais nessa faixa etária são decorrentes de estruturas embrionárias remanescentes, sendo lesões inócuas e por isso não é necessário tratamento, já que os cistos sofrem regressão espontânea. Portanto, é imprescindível que odontopediatras e profissionais que atendem crianças nessa faixa etária saibam reconhecer tais alterações, visto que as localizações dos mesmos demostram as origens e os devidos caminhos que o profissional deve seguir na intervenção ou não.

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Publicado

25/07/2019