NORTEANDO O TRATAMENTO DA HIPERTROFIA DO MASSETER: REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Karine Cecília do Nascimento Souza
  • Ariana Bruna Martins dos Santos
  • Bruna Carla de Oliveira
  • Fernanda Beatriz de Oliveira Ferreira
  • Isadora Maria da Costa da Rocha
  • Jorge Alberto Gonçalves Filho
  • Andreia Espíndola Vieira

Resumo

A Hipertrofia do masseter (HM) é caracterizada pelo crescimento excessivo, uni ou bilateral, dessa musculatura. De etiologia multifatorial, relaciona-se com hábitos parafuncionais, disfunções temporomandibulares, esporão ósseo mandibular ou perdas dentárias, resultando em alterações estéticas e funcionais. O tratamento pode ser realizado por intervenções cirúrgicas ou não-cirúrgicas, dependendo do quadro clínico. Esse resumo objetivou relacionar diagnósticos e tratamentos existentes para Hipertrofia do Masseter. Para isso, foi realizada uma revisão de literatura usando os descritores hypertrophy masseter and muscle nas bases de dados PubMed (73) e Bireme (48), selecionando artigos em inglês, português e espanhol, publicados nos últimos 11 anos. Incluindo artigos que relacionassem os diagnósticos e tratamentos existentes para essa condição. Diante do encontrado, o diagnóstico diferencial envolve exames clínicos e por imagem, para diferenciar de outras patologias que produzam aumento na região buco massetérica ou se é resultante do desenvolvimento muscular ou mandibular. Os tratamentos conservadores consistem em uso de placa miorrelaxante, técnicas fisioterápicas, relaxantes musculares, ajustes oclusais e toxina botulínica tipo A. Já os tratamentos cirúrgicos podem ser intra ou extra-orais, com interferência apenas na musculatura, apenas no osso ou em ambos, como a ressecção do masseter ou da mandíbula, constituindo técnicas efetivas de longo prazo e sem recidivas. Com base na literatura, conclui-se que o diagnóstico adequado é fundamental para direcionar a terapêutica mais apropriada. Dessa forma, para os casos mais leves de hipertrofia podem ser indicados tratamentos clínicos, enquanto para os mais severos a intervenção com correção cirúrgica pode ser necessária. Assim, o cirurgião-dentista deve estar apto para intervir nos diferentes quadros clínicos devolvendo harmonia facial ao paciente.

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Publicado

28/07/2019