ESTUDO DAS PROPRIEDADES DE SUPERFÍCIE DE RESINAS COMPOSTAS IMERSAS EM BEBIDAS ALCOÓLICAS

Autores

  • Jorge Alberto Gonçalves Filho
  • Igor Durval Ramos Barros
  • Isadora Maria da Costa da Rocha
  • José Ivo Limeira dos Reis
  • Théo Fortes Silveira Cavalcanti
  • Wagner Sotero Fragoso
  • Marcos Aurélio Bomfim da Silva

Resumo

O sucesso para uma restauração com compósitos resinosos depende também da sua rugosidade, pois uma superfície rugosa pode favorecer o acumulo de placa bacteriana. Esse material esta sujeito a algumas condições adversas do meio bucal, onde o consumo de bebidas alcoólicas, por exemplo, pode gerar alterações na suas características estéticas, físicas, como a microdureza, rugosidade. O objetivo neste estudo foi avaliar in vitro a microdureza e rugosidade de superfície de compósitos submetidos à ciclagem de 30 dias em soluções alcoólicas. Três compósitos foram selecionados para o estudo (Durafill/Kulzer, Z250 XT/3M ESPE e Z350 XT/3M ESPE). Foram confeccionadas 120 amostras de cada material e após a fotoativação as amostras foram armazenadas em umidade relativa de 100% por 24 h a 370C. A rugosidade de superfície foi mensurada com microscópio de força atômica seguida da análise de microdureza. As amostras foram divididas em quatro grupos (n= 30) de acordo com as soluções estudadas: G1- Saliva artificial; G2 – Cerveja; G3 – Vodka; G4 – Whisky. As imersões eram realizadas 3X ao dia durante 15 minutos por 30 dias. A análise de rugosidade e microdureza de superfície foram realizadas no início e após 30 dias de imersão. Os valores obtidos de rugosidade e microdureza foram submetidos ao teste paramétrico ANOVA one way, complementado pelo teste de Tukey em nível de significância de 5%. Os resultados de rugosidade de superfície revelaram que todas o compósitos analisados apresentaram aumento de rugosidade após 30 dias de imersão em cerveja e whisky. Os resultados mostraram que houve redução significativa na microdureza de superfície dos compósitos analisados, após a imersão nas soluções alcoólicas pelo período de 30 dias, sendo mais significativo para Durafill. Com base nos resultados obtidos pôde-se observar que a degradação superficial dos compósitos depende da composição, tempo de imersão, teor alcoólico e pH das soluções.

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Publicado

01/08/2019