ANÁLISE DA REGULAMENTAÇÃO E QUALIDADE DE DENTIFRÍCIOS FLUORETADOS COMERCIALIZADOS NO BRASIL: REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Fernanda de Lima Pontes
  • Marcus Vinícius Silva Weigel Gomes
  • Lara Yohana Correia Gomes
  • Islane Caroline Ferreira da Silva
  • Vanessa Candido Pontes da Silva
  • Silvia Girlane Nunes da Silva

Resumo

No início do século XXI, a inclusão de fluoreto em sua forma solúvel e ionizável nos dentifrícios contribuiu para a redução da incidência, prevalência e gravidade da doença cárie no Brasil. A regulamentação vigente no Brasil acerca da concentração máxima de fluoreto em dentifrícios (0.15% F) é equivalente à de países pertencentes à União Europeia (UE) e ao MERCOSUL. O objetivo do presente trabalho foi analisar a conformidade da regulamentação atual sobre os dentifrícios fluoretados para assim caracterizar a sua qualidade no Brasil. Para isto, foi realizada uma revisão de literatura com uso dos seguintes descritores em ciências da saúde (DeCS): “flúor”, “dentifrícios”, “índice CPO” e “vigilância sanitária” nas bases de dados PubMed e Scielo. Foram analisados artigos entre os anos de 2000-2018 e incluídos de acordo com a relevância e correspondência aos objetivos propostos. O Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) também foi utilizado para coletar e tabular dados. Faltam ao Brasil, a países da UE e do MERCOSUL determinações acerca da concentração mínima do flúor nos dentifrícios comercializados. Assim, há grande risco de comercialização de dentifrícios com concentrações de flúor solúvel abaixo de 1.000 ppm, que é considerada a quantidade mínima para produção do efeito anticariogênico. Faz-se necessária uma revisão da resolução brasileira quanto ao uso do flúor e a manutenção da sua concentração nos dentifrícios, buscando garantir a eficácia anticárie desses produtos.

Downloads

Publicado

04/08/2019