TERAPIA FARMACOLÓGICA NO TRATAMENTO DAS DISFUNÇÕES TEMPOROMANDIBULARES: REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Ariana Bruna Martins dos Santos
  • Bruna Carla de Oliveira
  • Fernanda Beatriz de Oliveira Ferreira
  • Isadora Maria da Costa da Rocha
  • Jorge Alberto Gonçalves Filho
  • Karine Cecília do Nascimento Souza
  • Eliane Aparecida Campesatto

Resumo

As disfunções temporomandibulares são condições dolorosas agudas ou crônicas na face, que limitam funções e comprometem a qualidade de vida de quem as possui. Suas causas são multifatoriais, sendo necessário compreender sua etiologia para realizar um tratamento com resultados satisfatórios. O tratamento farmacológico surge como um coadjuvante no manejo desses pacientes, oferecendo opções para serem usadas em diferentes casos. O objetivo foi analisar as diferentes terapias farmacológicas utilizadas no tratamento das disfunções temporomandibulares, selecionando qual a melhor terapêutica adotada para cada tipo de dor. Foi realizada uma revisão de literatura usando os descritores treatment and temporomandibular disorders and selection nas bases de dados PubMed e Bireme incluindo 15 artigos em inglês e português, publicados entre 2008 e 2018, acerca de estudos clínicos que descrevessem os tipos de tratamentos farmacológicos para disfunções temporomandibulares. Diante da situação dolorosa deve-se realizar o controle da dor e averiguar suas causas e características, como duração, localização e intensidade para um completo tratamento. Entre os fármacos usados, tem-se o uso de analgésicos opioides e não-opioides, corticosteroides, ansiolíticos, antidepressivos e anticonvulsivantes. Os analgésicos não-opioides obtiveram bons resultados em dores agudas e moderadas, já os opioides para dores severas e pós-operatórios. Os anti-inflamatórios esteroidais para dores associadas a processos inflamatórios são raramente prescritos para essa finalidade devido aos efeitos colaterais. Os ansiolíticos servem como terapia de suporte, diminuindo a percepção da dor; os antidepressivos, para dor crônica e bruxismo; os anticonvulsivantes, para dores neuropáticas. Nesse sentido, com base na literatura sugere-se que há segurança e eficácia nos fármacos usados. Porém, devem ser realizados mais estudos acerca do uso de determinadas classes, como a dos opioides, para uma seleção adequada. Ademais, a terapia farmacológica é auxiliar nesse processo de resolução das disfunções temporomandibulares, sendo necessário, portanto, uma avaliação geral de cada paciente e das causas das desordens.

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Publicado

11/08/2019