DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL CLÍNICO E RADIOGRÁFICO DAS LESÕES PERIAPICAIS ENDODÔNTICAS RADIOLUSCENTES

Autores

  • Ana Caroliny do Nascimento Oliveira
  • Fernanda Almeida Cardoso Cavalcante
  • Gabriela de Almeida Sousa
  • Marcos Paulo Santana de Oliveira
  • Kelly de Moura Ferreira
  • José de Amorim Lisboa Neto
  • Camila Maria Beder Ribeiro Girish Panjwani

Resumo

A decisão para um protocolo terapêutico na infecção do canal radicular deve ser baseado em um diagnóstico eficiente. Os estágios progressivos da inflamação e da estrutura óssea periapical resultam em reabsorção, que são identificadas como radiolucências nos exames radiográficos, resultado da atividade osteoclástica. As imagens radiográficas podem levar o clínico inexperiente a um erro de diagnóstico das lesões periapicais de origem não endodônticas. O objetivo da revisão literária é elucidar as diferenças entre as lesões inflamatórias endodônticas que afetam as regiões periapicais, que se apresentam como radioluscências, em contrapartida com as lesões periapicais de origem não endodôntica, auxiliando o endodontista e o clínico, na realização correta de um diagnóstico diferencial. No presente estudo, foi realizada uma busca no banco de dados on-line do PubMed, SciELO, e LILACS para identificar os estudos disponíveis, revisões e relatos de casos de lesões periapicais endodônticas datados no período de 1998 e 2018. O diagnóstico de lesões periapicais endodônticas é desafiador na prática endodôntica, aspectos clínicos como a sensibilidade pulpar e os testes de vitalidade são tipicamente úteis para determinar se as alterações periapicais são de origem inflamatória ou não inflamatória. O sucesso do tratamento endodôntico é determinado pela ausência de dor, ausência ou redução no tamanho das lesões, e pelo restabelecimento da função dentária. Nesse cenário, um exame clínico completo, associado aos aspectos clínicos e radiográficos da doença, é crucial para o diagnóstico diferencial das lesões periapicais endodônticas inflamatórias, das lesões periapicais de origem não endodôntica.

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Publicado

13/08/2019