COMPLICAÇÕES NO USO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO DURANTE DA TERAPÊUTICA ENDODÔNTICA

Autores

  • Danilo Eugênio de Vasconcelos Torres
  • Rayanna Raquel Jacinto Oliveira da Paz
  • Karen Lucas de Barros
  • Camila Karen de Melo Ferreira
  • Thalys Matheus Tavares de Amorim
  • Ariana Idalino dos Santos
  • Joedy Maria Costa Santa Rosa

Resumo

O uso do hipoclorito de sódio (NaOCL), no tratamento endodôntico, objetiva eliminar remanescentes bacterianos e tecidos pulpares, uma vez que apenas o preparo mecânico não é suficiente para eliminar microrganismos na câmara pulpar, causadoras de lesões na polpa e no periápice, pois os canais radiculares são irregulares, podendo armazenar resíduos durante o processo. Assim, utiliza-se este químico para dissolver os tecidos e desinfectar o canal (Chaugule et al, 2015). O hipoclorito de sódio (NaOCL) é um produto que tem capacidade antimicrobiana, capaz de dissolver tecidos vitais e necróticos, oferecendo alguns benefícios a baixo custo (Hatton et al, 2014). Apesar das vantagens do seu uso, o manejo inadequado pode causar certas complicações, como danos oculares - perfuração na córnea, e danos à pele ou a mucosa - em decorrência de extravasamento na região do “isolamento absoluto”. Nestes casos, os sintomas apresentados são dor e queimação no local, devendo-se irrigar a região com água ou solução salina estéril. E, caso o paciente venha a deglutir, será necessário o seu encaminhamento ao Hospital, para que os sintomas sejam acompanhados. Ainda, havendo o extravasamento pelo ápice do canal, a substância pode ser levada para os tecidos periapicais, podendo causar queimadura, necrose tecidual, ulcera necrótica, inchaço nos tecidos intra/extraoral, sendo que estes sintomas podem aparecer instantaneamente ou após horas. Já a alergia ao hipoclorito, apesar de rara, deve ter seus sintomas conhecidos, são eles: urticária, edema, falta de ar, broncoespasmos e hipotensão (Spencer et al, 2007). O hipoclorito, no entanto, é necessário na terapia endodôntica, pois suas propriedades trazem benefícios inestimáveis. Ressaltando-se, porém, que seu manuseio deve ser feito com cautela, utilizando babador, óculos de proteção, isolamento absoluto, agulha de irrigação 2 mm aquém do CT, além de que não se deve irrigar com pressão, entre outros cuidados (Noites et al, 2009).

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Publicado

14/08/2019