REABSORÇÃO INTERNA EM DENTE DECÍDUO: RELATO DE CASO

Autores

  • Stephane Verusk Ferreira Ferro
  • Leylane Ramos Houly
  • Marcia Melo Souza
  • Janielly Gomes Santos Leite
  • Jocélia de Souza Barrozo
  • Silana Nair Barbosa
  • Mariana Nemezio Alencar

Resumo

De acordo com o glossário da Associação Americana de Endodontia, a reabsorção interna é um processo patológico ou fisiológico iniciado no espaço pulpar, ocasionando a perda de dentina, cemento e, possivelmente, do osso. A reabsorção radicular interna é assintomática, podendo ocorrer em qualquer área do canal radicular. Quando na porção coronária, pode-se observar uma coloração rósea na coroa dentária devida à reabsorção dentinária somada à intensa proliferação capilar do tecido de granulação. Devido à ausência de sintomas, a reabsorção radicular interna pode ser diagnosticada durante exames radiográficos de rotina. Na imagem radiográfica verifica-se um contorno dos limites pulpares que sofre uma expansão relativamente simétrica, regular e arredondada, principalmente quando presente na raiz, enquanto na coroa a área radiolúcida não é arredondada, mas tem contorno regular. Esse trabalho tem por objetivo relatar um caso clínico de reabsorção interna em dente decíduo durante a dentição mista, no qual a paciente apresentou mobilidade e uma coloração rósea no elemento dentário 85, com ausência de dor ou história de trauma. Essas características juntamente com o exame radiográfico, levou ao diagnóstico de reabsorção interna fisiológica. A conduta clínica foi a exodontia desse dente, onde foi observado um tecido gengival proeminente onde seria o alvéolo. Radiograficamente, observou-se o dente permanente entre o estágio 8-9 de Nolla, ou seja, coroa do dente decíduo estava retardando o aparecimento do permanente na cavidade oral. O caso clínico se tratava de uma reabsorção interna, sendo a exodontia necessária para permitir o irrompimento do dente permanente 45. O reconhecimento da causa da reabsorção radicular é necessário para melhor definição do diagnóstico e do tratamento a ser empregado, embora em muitos casos, a perda dentária seja inevitável.

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Publicado

19/08/2019