Foi a primavera árabe uma verdadeira primavera para as mulheres na Síria?

Autores

  • Afraa Ismael Universidade Tichrine

Resumo

Nos últimos nove anos as mulheres sírias participam ativamente dos levantes populares chamados de “Primavera Árabe”. Para além da luta por reconhecimento de direitos fundamentais de uma sociedade democrática, tais como liberdade de expressão e de movimento, igualdade homens-mulheres, proteção social, a dignidade a mais elementar, trata-se de combate pelo fim de uma cidadania de segunda ordem, na qual elas sofrem a tal ponto marginalização e injustiça que se tornaram dificilmente suportáveis. Esta luta é tanto mais viva que as mulheres árabes não ganharam coisa alguma com a independência de seus países respectivos, apesar de sua participação nos movimentos independentistas. Este estudo busca compreender se as mulheres sírias, que denunciaram, juntamente com os homens, os dirigentes no poder para a conquista da democracia e por esta via a aquisição de grandes liberdades públicas e o fim de uma sociedade patriarcal, se elas viram suas esperanças se concretizarem, ou se, pelo contrário, a direção tomada não conduz mais a uma “Primavera Árabe” mas sim a um outono ou a um inverno árabe.

Biografia do Autor

Afraa Ismael, Universidade Tichrine

Doutora em filosofia pela Universidade de Bordeaux 3 (2013). Professora da Faculdade de Letras e Ciências Humanas, departamento de Filosofia, na UniversidadeTichrine, Lataquia, Síria.

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Publicado

17/12/2020