Revista Areia https://www.seer.ufal.br/index.php/rea <p><strong>Areia</strong> é uma revista eletrônica de publicação anual do Programa de Educação Tutorial (PET) da Universidade Federal de Alagoas, que publica exclusivamente trabalhos de graduandos ou graduados, em Letras e áreas afins. Tem por objetivo a divulgação de trabalhos relacionados a Estudos Linguísticos, Estudos Literários e da Cultura e Ensino e Aprendizagem de Línguas e Literaturas.</p> Universidade Federal de Alagoas pt-BR Revista Areia 2595-2609 Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:<ol type="a"><li>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho licenciado simultaneamente sob uma <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> [ESPECIFICAR TEMPO AQUI] após a publicação, permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.</li><li>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li><li>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</li></ol> AS QUESTÕES DE GRAMÁTICA NA PROVA DO EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO (ENEM): https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12452 <p>Este artigo resulta da adaptação de um trabalho de conclusão de curso em Letras-Português, que teve como objetivo analisar como as questões de gramática normativa são abordadas no ENEM. A escolha das reflexões gramaticais realizadas nesta pesquisa se justifica porque a gramática continua sendo o principal foco nas aulas de Língua Portuguesa, sobretudo pelas exigências do domínio de conhecimentos linguísticos exigidos em diversos contextos da sociedade, dentre eles, o acesso à universidade por meio do ENEM. Para fundamentar a análise, adota-se como referencial teórico estudos que abordam sobre ensino de gramática, como Geraldi (1997; 2012), Franchi (2006), Possenti (1996), Pietri (2003). Também são consideradas as reflexões de Chizzotti (2006) e de Lüdke e André (1986) para fundamentar a metodologia de pesquisa qualitativa. O corpus da análise foi constituído com as questões gramaticais do ENEM do período de 2013 a 2019. Para esse recorte temporal, foram considerados dois aspectos: os exames mais recentes e os temas mais recorrentes. A pesquisa possibilitou afirmar que o modo como são propostas as questões de gramática normativa no ENEM ainda está pautado apenas na metalinguagem, restrito à concepção de linguagem como expressão do pensamento ou como instrumento de comunicação. Não há, dessa forma, uma proposta com base na perspectiva da linguagem como interação social (BAKTHIN, 1997) nem em práticas de Análise Linguística (GERALDI, 2012).</p> Natália Oliveira Souza Lúcia de Fátima Santos Fátima Santos Copyright (c) 2021 Natália Oliveira Souza, Lúcia de Fátima Santos Fátima Santos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 156 175 DE BENTINHO A CASMURRO: https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12458 <p>O romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, ao longo de cento e vinte um anos de existência, tem sido investigado pela crítica literária sob diversas perspectivas pelo fato de apresentar características inquietantes e predominantemente marcadas pelo “realismo psicológico”. A obra é narrada por Bento Santiago, que, na condição de casmurro, apresenta fatos de sua vida desde a infância até a fase adulta. Nesse sentido, o romance é construído a partir de um discurso em que predomina a ocultação de fatos por parte do narrador, com o fim de moldar as possíveis impressões que o leitor poderia ter a seu respeito e, na mesma medida que molda essas impressões, forma a personalidade que ele deseja apresentar. Diante disso, o presente trabalho visa analisar o desenvolvimento da personagem Bentinho sob a perspectiva de estudo do romance de formação, em alemão Bildungsroman. O romance de formação é compreendido como uma modalidade de romance que considera a trajetória da vida do protagonista em todas as suas fases e evidencia seu desejo pela formação, pela adequação ao mundo e pela socialização. Assim, considerando a trajetória apresentada no discurso de Dom Casmurro, os estudos de Franco Moretti (1999) e as considerações de Bakhtin (1997), a respeito do romance de formação, o reconhecemos como uma chave de leitura possível para a compressão do narrador e personagem machadiana Bento Santiago.</p> Débora Silva Moreira Roberto Sarmento Lima Copyright (c) 2021 Débora Silva Moreira; Roberto Sarmento Lima https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 176 196 POLÍTICAS LINGUÍSTICAS E O ENSINO DA LÍNGUA ESPANHOLA NO ESTADO DE ALAGOAS: https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12471 <p>Este artigo busca refletir sobre o cenário do ensino da língua espanhola no Estado de Alagoas. O objetivo geral é verificar o panorama do ensino dessa língua estrangeira no estado, desde a implementação da Lei 11.161/2005 até a sua revogação, por meio da Lei 13415/2017, de Reforma do Ensino Médio. De natureza histórica, esta pesquisa busca evidenciar os apagamentos existentes no processo de implementação da “Lei do espanhol”, através da análise das dificuldades enfrentadas desde sua implementação, em 2005, até a atualidade. A metodologia utilizada para a análise foi a coleta de documentos oficiais sobre o ensino da língua estrangeira, datando historicamente o processo de inserção do espanhol na Matriz Curricular de escolas de educação básica públicas e privadas. A nova proposta de reformulação do Ensino Médio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) desconsidera a educação linguística pautada no plurilinguismo, no respeito à diversidade e na multiculturalidade, excluindo a obrigatoriedade do ensino da língua espanhola do ensino médio. Alinhado ao conteúdo teórico (CALVET, 2007; MARTÍNEZ-CACHERO, 2008, RAJAGOPALAN, 2013; VESCOVI, J.P.; LUCAS, P.; GRESPAN PENSIN, T., 2019), destacamos a importância das línguas estrangeiras na educação básica, bem como as perspectivas a partir de uma possível implementação de políticas públicas que intercedam a favor do ensino da língua espanhola na educação básica do estado de Alagoas acreditando que a urgência dessas políticas se reverta em benefícios para a educação do estado.</p> Kristianny Brandão Barbosa de Azambuja Aline Vieira Bezerra Higino de Oliveira Copyright (c) 2021 Kristianny Brandão Barbosa de Azambuja, Aline Vieira Bezerra Higino de Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 197 210 QUESTÕES IDENTITÁRIAS E CULTURAIS EM DUAS COMUNIDADES DE FALA EM ALAGOAS: https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12001 <p>O presente artigo tem como propósito discutir questões culturais e identitárias de duas comunidades de fala, menores carentes que vivem em entidades filantrópicas e quilombolas, as quais possuem como uma de suas marcas o sofrimento com o preconceito linguístico. Respaldados na Sociolinguística Variacionista, de William Labov (2008 [1972]), que concebe a língua como uma atividade social (instrumento e sistema), relacionada diretamente aos elementos culturais e identitários de uma comunidade, e que correlaciona esses elementos sociais aos linguísticos, nosso intuito geral é mostrar, através de pesquisas, que essas comunidades sofrem preconceito em relação à sua fala, uma vez que a sociedade lhes atribui o uso generalizado de formas estigmatizadas, sem que estas sequer se constatem no uso linguístico dos falantes tal qual se imagina, conforme apontam os resultados. Para isso, selecionamos dois estudos sociolinguísticos variacionistas realizados em Alagoas, frutos das dissertações de mestrado das duas pesquisadoras, a fim de trazer um apanhado quanto aos resultados, linguísticos e sociais, descritos e obtidos em suas pesquisas, além de reflexões sobre as conclusões alcançadas. Esperamos, assim, que este artigo possa contribuir para que se evitem possíveis estigmatizações no que diz respeito à língua usada não só pelas comunidades em questão, mas por qualquer comunidade, economicamente e socialmente, menos assistida da sociedade.</p> Renata Lívia de Araújo Santos Solyany Soares Salgado Copyright (c) 2021 Renata Lívia de Araújo Santos, Solyany Soares Salgado https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 210 227 REPENSANDO A NOÇÃO DE CATEGORIA GRAMATICAL OU SOBRE A INVENÇÃO DA TRADIÇÃO GRAMATICAL NA LINGUÍSTICA https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12250 <p>O presente texto reúne algumas reflexões acerca do caráter disciplinador da gramática como veículo de investigação científica da linguagem. A linguística contemporânea, independentemente de filiação teórica, adota suas (macro e micro) partes, seja como metalinguagem, seja como paradigmas de análise universais. Para o desenvolvimento da discussão, abordo a noção de tradição gramatical como uma invenção ocidental, mais especificamente, uma escolha com fundo político, feita ainda na expansão europeia do início da Idade Moderna, e que baseou o desenvolvimento da Linguística como a conhecemos atualmente. A desnaturalização do que constitui uma língua, do que constrói uma sua gramática permite que questionemos qual é sua função. Credito a especificação da terminologia gramatical ao pensar indo-europeu, o que impôs um padrão classificatório às demais línguas do mundo. Assumindo-se que a categorização gramatical e, portanto, linguística, é uma criação grega, que parte da observação dos predicados de um ser aristotélico, fruto da cultura da época, aponto uma inadequação da própria delimitação de um número de categorias gramaticais em detrimento de outras que sequer foram pensadas. Essa violação dos diversos conhecimentos de mundo resultou no apagamento linguístico de diversas cosmovisões e na estrutura gramatical que conhecemos hoje, sem maiores questionamentos e com uma desmarcada obediência epistêmica.</p> Danniel Carvalho Copyright (c) 2021 Danniel Carvalho https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 228 246 SOBRE A CLASSIFICAÇÃO TRADICIONAL DO SUJEITO DA SENTENÇA https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12447 <p>Neste artigo, parto da problematização apontada em Duarte (2009) referente à tradicional classificação do sujeito da sentença, que mistura critérios de diferentes naturezas e não apresenta, dessa forma, um sistema de classificação coerente, relacionando essa tradicional classificação à prescrição de usos da concordância verbal no português. Mais especificamente, discuto a tipologia do sujeito apresentada na gramática normativa de Almeida (2009), enfatizando as construções do tipo verbo+se, como aquelas em que a necessidade da existência da categoria de um “sujeito indeterminado” é crucial para o estabelecimento de normas prescritivas no uso da concordância verbal. Essas construções, tradicionalmente, podem dividir-se em dois tipos: aquelas denominadas de passiva sintética, com sujeito expresso, e aquelas em que o sujeito é indeterminado. A transitividade verbal (tal como é apresentada tradicionalmente) é fator crucial para a diferenciação desses dois tipos de construção, tendo em vista que verbos transitivos diretos entrariam na constituição de passivas sintéticas e verbos intransitivos e transitivos indiretos entrariam na constituição de sentenças com sujeito indeterminado. Em discussões como a apresentada em Borges Neto (2013), essa diferenciação se apresenta infundada. Assim, a necessidade de se propor a existência da categoria “sujeito indeterminado”, para se discutir o fenômeno da concordância verbal, é enfraquecida e, enquanto tipologia, instaura confusão de critérios.</p> Adeilson Pinheiro Sedrins Copyright (c) 2021 Adeilson Pinheiro Sedrins https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 247 265 TRAGÉDIA E SENTIMENTO TRÁGICO EM O MARINHEIRO, DE FERNANDO PESSOA https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12499 <p>O presente artigo tem como objetivo analisar o drama estático O marinheiro (1913), de Fernando Pessoa, a partir do diálogo que foi possível estabelecer entre a obra pessoana e as categorias de tragédia, enquanto gênero teatral concebido na Grécia Antiga, e sentimento trágico, forma pela qual o espírito trágico se abate sobre o mundo moderno. Com este fito, foram utilizados como fundamentação teórica trabalhos já realizados sobre a obra, como os de Gagliardi (2011) e Bechara (2017), além dos textos de Aristóteles (2004), Easteling (1997) e Serra (2006; 2007) para tratar sobre o trágico. A análise revelou que algumas alusões à tragédia grega se fazem presentes em O marinheiro, em primeiro plano, através de elementos da narrativa tais como as personagens, o espaço e o tempo, principalmente ao passo que estes últimos estabelecerem uma relação com o círculo, forma que se relaciona à tragédia a partir de sua origem ligada ao dionisismo. Além disso, aponta-se como ao longo do drama as personagens sofrem com uma crise ontológica e vivem um tensão entre duas das categorias trágicas apontadas por Serra (2006): a da ignorância e a do conhecimento. Sendo assim, verifica-se como o trágico se apresenta numa roupagem moderna enquanto sentimento trágico da vida, revelando um vazio, uma espera de não sei o quê, e como ele ocorre mediante a tomada de consciência do trágico, por parte das personagens, perante as limitações do ser humano.</p> Mariana Cavalcante Oliveira Copyright (c) 2021 Mariana Cavalcante Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 266 276 VERBOS DO TIPO IR E CHEGAR E O PUZZLE DA INACUSATIVIDADE EM PORTUGUÊS https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12450 <p>Neste artigo, discute-se e testa-se a universalidade da hipótese inacusativa de Burzio (1986) a sentenças construídas com verbos do tipo ir e chegar + PP na gramática do português. Como procedimento metodológico, utilizam-se dados de introspecção. Fundamenta-se em Princípios e Parâmetros (Chomsky, 1981 e 1986), e nas análises de Xavier (1989), Mateus et al. (2003), Coelho (2000), Silva (2004) e Autor (2005). Após testagem de evidências sintáticas como a cliticização, a inversão livre e construções com expletivo do tipo there, conclui-se que nos contextos estruturais com verbos do tipo ir e chegar + PP a hipótese da inacusatividade de Búrzio não é empiricamente corroborada.</p> Jair Gomes de Farias Copyright (c) 2021 Jair Gomes de Farias, Jair Gomes de Farias https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 277 296 Expediente https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/13098 Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 AS CONTRIBUIÇÕES DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL NA FORMAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL: https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12464 <span id="docs-internal-guid-c98f0359-7fff-9038-ed00-eddc6cde487c"><span>O presente artigo aborda as contribuições do Programa de Educação Tutorial (PET), gerenciado pela Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação, na formação acadêmica em Serviço Social, situando a importância da articulação entre ensino, pesquisa e extensão no processo de aprendizagem e aprimoramento acadêmico extra-classe. No desenvolvimento da escrita, busca-se realizar um breve histórico da emergência do programa, seus principais marcos normativos e como este também contribui para além da formação dos discentes, mas leva benefícios para a comunidade externas a partir das ações realizadas entre os grupos tutoriais, tendo em vista que os recursos socialmente investidos no ensino superior devem acarretar em retornos das universidades públicas através da produção de conhecimento e do desenvolvimento de formações capacitadas para atuar nas diversas áreas e demandas sociais. Assim, é situada a importância do PET Conexões de Saberes Serviço Social (PET SSO) na formação de assistentes sociais alinhados/as aos princípios do projeto ético-político hegemônico na categoria profissional e na socialização de conhecimentos acerca da Política de Assistência Social e outras políticas sociais que constituem os seus espaços sócio-ocupacionais de atuação, apresentando algumas atividades desenvolvidas pelo grupo que contemplam a tríade universitária, contribuindo para o ensino superior público no âmbito do curso de Serviço Social da Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas.</span></span> Juan Douglas Sá Sarah Gabrielle Nobre Débora César Oliveira Copyright (c) 2021 Juan Douglas Sá, Sarah Gabrielle Nobre, Débora César Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 12 30 A REVISTA DE AREIA https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12772 <p>O relato apresenta uma exposição do processo de criação do periódico eletrônico Revista Areia, do grupo PET Letras da Universidade Federal de Alagoas, discorrendo sobre a necessidade do estímulo à produção acadêmica na graduação e da criação de um canal de publicação para graduandos no cenário da universidade brasileira. Em seguida, revela os enfrentamentos para a montagem do processo editorial da revista, a concretização do primeiro número e a expectativa de expansão do periódico. As experiências relatadas foram recuperadas por meio de registros de pautas das reuniões em anotações pessoais e correio eletrônico, e os dados mencionados foram coletados em artigos acadêmicos, ensaios e reportagens de veículos de informação. O objetivo do relato é registrar e compartilhar o percurso dos estudantes bolsistas da graduação na montagem de um periódico científico nacional, proporcionando a coletivização da experiência vivenciada.</p> Mácllem Luan da Rocha Copyright (c) 2021 Mácllem Luan da Rocha https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 31 38 CINEPET LETRAS NA ESCOLA: https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12461 <p>No ambiente escolar, são raros os espaços de aproximação da arte cinematográfica de outras manifestações artísticas ou de estudo da sétima arte, sem tratá-la como recurso didático de segunda ordem. Dessa forma, com o intuito de integrar e possibilitar a existência de um ambiente que promova o diálogo entre petianos, estudantes da educação básica e produções cinematográficas contemporâneas, surgiu a atividade CinePET Letras na escola, organizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Letras da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Este texto apresenta o relato dessa ação, realizada numa escola pública de Maceió em 2019, em parceria com os integrantes do Programa Residência Pedagógica (RP) da Faculdade de Letras. Os objetivos foram: a) fomentar nos alunos de uma escola pública o interesse pela cultura e pela linguagem do cinema, através da exibição de curtas-metragens e b) incentivar a discussão sobre temas variados que promovessem a formação crítica, reflexiva e cidadã dos estudantes, por meio da ampliação do repertório cultural e da promoção de diálogos entre os conteúdos escolares e as questões políticas e socioculturais mais complexas e abrangentes, conforme orienta a Base Nacional Currricular Comum (BNCC). Os resultados mostraram a integração dos participantes de dois importantes programas das licenciaturas (PET e RP) na busca de um espaço de sensibilização para linguagem do cinema e para a reflexão de temas importantes na formação social e cultural dos estudantes envolvidos na atividade.</p> Iago Espindula de Carvalho Fabiana Pincho de Oliveira Copyright (c) 2021 Iago Espindula de Carvalho, Fabiana Pincho Pincho de Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 39 47 COMO UM LIVRO SENDO RELIDO: https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12454 <p>O Clube PET de Leitura é uma atividade que foi construída pelo PET Letras Ufal, em 23 de abril de 2019, idealizada como um clube de leitura coletiva que visava a criação de um ambiente, dentro da Universidade Federal de Alagoas, aberto ao compartilhamento de experiências com textos literários. Ele foi guiado pela ideia de literatura como uma necessidade universal de caráter humanizador (CANDIDO, 1995); como espaço que permite entender que cada um é diferente do outro (MACHADO, 2011); e pela ideia de leitura como processo coletivo de produção de sentido do texto (TRAGINO, 2013). Este trabalho diz respeito ao nosso relato de experiência enquanto dois integrantes discentes egressos do grupo acerca dessa atividade, tomando como base os dois anos de desenvolvimento e realização em que nós participamos como bolsistas. Descrevemos a atividade, relatamos o primeiro ciclo e seu caráter experimental, o segundo ciclo e as adaptações que surgiram em um contexto pandêmico e destacamos as suas contribuições.</p> Anderson da Silva Pereira Rafael Lima Lobo dos Santos Copyright (c) 2021 Anderson da Silva Pereira, Rafael Lima Lobo dos Santos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 48 57 CONTRIBUIÇÕES DA EXPERIÊNCIA COM O PAESPE PARA A FORMAÇÃO DOCENTE DOS BOLSISTAS DO PET LETRAS https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12520 <p>Cônscios dos impactos promovidos por uma profícua formação para a atuação do profissional docente, o presente relato de experiência objetiva refletir acerca das contribuições advindas do Programa de Educação Tutorial, o PET, do curso de Letras da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), no processo formativo dos petianos enquanto docentes em processo de formação inicial através da experiência com o PAESPE. Para tal, destaca-se que o PET adota a perspectiva da formação reflexiva dos futuros profissionais (SHÖN, 2000) e um fazer docente responsivo e responsável (BAKHTIN, 2003). E como contribuições do programa destacam-se três: em primeiro lugar, a vivência de experiências enriquecedoras com o tripé universitário, rearticulando teoria e prática na ação docente; em segundo, uma desafiadora elaboração transdisciplinar dos conhecimentos docentes, e em terceiro, uma interação continua entre a comunidade acadêmica e a não acadêmica, aspecto que possibilita ação da responsabilidade social e ética do sujeito docente entre as comunidades.</p> Fransuelly Raimundo Rêgo Copyright (c) 2021 Fransuelly Raimundo Rêgo 2021-11-15 2021-11-15 4 5 58 67 LINGUAGEM E(M) DIÁLOGOS: https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12647 <p>A Semana de Letras é um evento anual do PET Letras Ufal, composto por atividades acadêmicas e culturais que contemplam diversas áreas, temas e perspectivas teóricas, voltado para os/as alunos/as de graduação, mas abertas a toda a comunidade acadêmica. Neste trabalho, objetivamos relatar a construção do evento e os resultados obtidos em decorrência de sua realização, refletindo sobre seu caráter científico-cultural multidisciplinar e articulando essa reflexão com a filosofia do PET. Para tanto, selecionamos as atividades da X Semana de Letras e consultamos atas de reuniões do PET Letras Ufal, relatórios do evento e o Manual de Orientações Básicas do PET (MOB). Constatamos que as atividades acadêmicas proporcionam a divulgação, discussão, reflexão e avaliação da produção científica da Faculdade de Letras, além de possibilitarem o contato com pesquisadores, discentes e docentes de outras universidades, ampliando a formação acadêmica em Linguística e Literatura. As atividades culturais, por sua vez, permitem que artistas exponham suas produções e promovem o contato do público com as mais variadas expressões artísticas, como apresentações musicais e teatrais, exibições de produções audiovisuais, pictóricas, fotográficas e afins. Concluímos que, em consonância com o MOB (BRASIL, 2006), o evento estimula os/as petianos/as a desenvolverem capacidade de trabalho em equipe e competências individuais; proporciona a toda a comunidade acadêmica experiências que integram temas, questões e saberes diversos, visando à formação acadêmica e global; propicia a formação crítico-reflexiva necessária na sociedade contemporânea.</p> Mileyde Luciana Marinho Silva Camilla de Castro Marcelino Júlia Cunha Alves Cavalcante Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 68 76 MINHAS (BOAS!) MEMÓRIAS DO PET LETRAS UFAL https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12336 <p>Este trabalho se propõe a relatar a minha experiência como tutora do Programa de Educação Tutorial (PET) Letras Ufal, entre 2010 e 2016. São descritas algumas atividades realizadas, seguidas de análise sobre seu desenvolvimento e impacto. É dado destaque especial à criação da logomarca do grupo, à Semana de Letras, ao Programa de Apoio aos Estudantes das Escolas Públicas (Paespe), aos Encontros Regionais (EnePET) e Nacionais (EnaPET), à estruturação do Comitê Local de Acompanhamento e Avaliação da Ufal (CLAA) e à criação da Revista Areia. Como é próprio de um relato de experiência, são destacadas impressões pessoais e dado relevo a pessoas e episódios marcantes da trajetória relatada.</p> Núbia Rabelo Bakker Faria Copyright (c) 2021 Núbia Rabelo Bakker Faria https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 77 88 O PAPEL DO TUTOR NO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12442 <p>Neste relato de experiência, faço uma breve descrição e reflexão sobre a importância da figura do Tutor frente a um Grupo como o Programa de Educação Tutorial baseando-me na figura da Professora Maria Denilda Moura, Tutora do Grupo PET que eu fazia parte, o PET-Letras/UFAL. A partir das entradas de dicionário para “coordenador” e “tutor”, argumento que o segundo termo parece ser o mais adequado à figura do professor frente ao PET, uma vez que ele é o responsável pela condução das atividades de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidas pelo Grupo PET que tutoria e, ainda, pelo amparo dos alunos nas possíveis dificuldades frente à execução dessas atividades. A minha reflexão traz à tona importantes lembranças de quando Denilda Moura era a minha tutoria e, ainda, mostra o quanto a minha tutora foi (e é!) importante para as minhas atividades profissionais enquanto professor e enquanto ser humano.</p><p> </p> Marcelo Amorim Sibaldo Copyright (c) 2021 Marcelo Amorim Sibaldo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 89 96 O PET-LETRAS COMO MOTIVADOR PARA CARREIRAS ACADÊMICAS: https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12375 O Programa de Educação Tutorial (PET) é um dos estimuladores da vivência acadêmica plena no ensino superior e, neste relato, discutimos como a participação de um estudante de graduação de um grupo PET pode transformar e afetar sua carreira acadêmica. Aqui, nos debruçamos sobre a formação proposta por esse programa, que através de atividades que constituem os três eixos do tripé acadêmico (ensino, pesquisa e extensão), oportuniza a seus membros uma formação integralizada e que lhes permite o privilégio de vivências acadêmicas fundamentais à carreira desejada. Apresentamos, também, o grupo ao qual a autora do relato foi membro. A autora é egressa do grupo PET-Letras UFPE, um PET-Licenciatura, voltado especialmente para a formação docente. Mencionamos alguns dos documentos essenciais à vida universitária, como artigo de nossa Constituição que formaliza a indissociabilidade da tríade universitária, bem como o Manual de Orientações Básicas propostas pelo Ministério da Educação aos grupos PET. Apresentamos também o capítulo do livro “Programa de educação tutorial na Universidade Federal de Pernambuco: trajetórias e diversidades”, publicado pela Editora da UFPE, em que os professores Lívia Suassuna e Clecio Bunzen descrevem o trajeto do grupo PET-Letras, no qual detalham os objetivos do grupo e também comentam algumas das ações propostas e executadas. Isabelle Araújo Copyright (c) 2021 Isabelle Araújo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 97 104 PELOS CAMINHOS DA LINGUÍSTICA: https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12362 <p>O presente artigo tem como principal objetivo revisitar algumas das principais contribuições teóricas, metodológicas, educacionais e formativas do Grupo PET/Letras/UFAL acerca do processo de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa na Educação Básica. Para isso, parte dos pressupostos teóricos validados por diferentes campos do saber, buscando fazer um panorama daquilo que foi sendo proposto e executado pelo grupo PET no período de 2000 a 2002 no âmbito do Projeto RALPE (Reflexão e Análise Linguística <em>vs</em>. Produção Escrita nos 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental). Como consequência disso, apresentará como a Linguística teórica e Aplicada foi sendo investigada e trazida para o centro da sala de aula na Educação Básica, por meio de projetos didáticos e oficinas de aprendizagem desenvolvidos pelo projeto RALPE. Os resultados apresentados nas oficinas e projetos mostraram que o trabalho desenvolvido com a leitura e a produção textual pode ser criativo e mais próximo das necessidades de aprendizagem dos estudantes, contribuindo para práticas de letramento mais significativas e, consequentemente, para uma educação transformadora, que vise à construção da cidadania. Isso não significa deixar de lado o conhecimento gramatical e metalinguístico, mas transcender a tradição exclusivamente normativa e dogmática ainda tão presente em muitas aulas de Língua Portuguesa nas escolas brasileiras.</p><p><strong>Palavras-chave</strong>: PET/Letras/UFAL. Linguística. Ensino de Língua Portuguesa. Projeto RALPE.</p><p> </p> Mirian Santos de Cerqueira Copyright (c) 2021 Mirian Santos de Cerqueira 2021-11-15 2021-11-15 4 5 105 122 PET-LETRAS UFAL: https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12443 <p>O presente relato rememora eventos e episódios da história do PET Letras Ufal, a partir do ano de 2011, que inspiraram a produção de uma identidade visual mais coesa e constante nas iniciativas do grupo. A última década foi marcada tanto pela expansão como pela consolidação da presença digital dos grupos PET como um todo. Isto marcou a transição da comunicação tradicional dos grupos PET para além dos canais institucionais de suas universidades e a incorporação de estratégias mais adequadas às mídias sociais e seu forte apelo quanto ao uso de elementos audiovisuais. Esta adequação aos tempos se traduz em um maior apelo aos recursos gráficos e visuais nos eventos e produções dos grupos PET, bem como em abordagens comunicativas mais próximas da comunidade acadêmica e do público em geral por intermédio de redes sociais. A partir do ano de 2011, o grupo PET do curso de Letras da Universidade Federal de Alagoas promoveu uma série de iniciativas que consolidaram uma identidade visual distinta e coerente para todos os seus projetos e documentos. Isto representou uma postura modernizante do grupo, então em preparação para as comemorações do seu vigésimo quinto aniversário. A identidade visual produzida pelo PET Letras Ufal em 2011 foi, portanto uma base para a imagem institucional desenvolvida pelo grupo ao longo da década de 2010.</p> Victor Mata Verçosa Copyright (c) 2021 Victor Mata Verçosa 2021-11-15 2021-11-15 4 5 123 133 PET-LETRAS: https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12424 <p>Este trabalho é um relato de experiências vividas por uma participante egressa do Programa de Educação Tutorial (PET) Letras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Durante os quatro anos em que participei do grupo, tive a oportunidade de fazer parte de ações que envolveram o tripé universitário de ensino-pesquisa-extensão. Neste texto, apresento uma breve descrição da formação do PET-Letras da UFPE, de tutores e de suas atividades principais. Depois, relato algumas situações vivenciadas pelo grupo desde a seleção em que fui aprovada e classificada para participar do PET até a minha saída. Nessas recordações, estão inclusos eventos organizados, conversas, reuniões, confraternizações e participações em outras ações. Além dos projetos voltados para a comunidade acadêmica e extra-acadêmica, também discorro sobre a relação interna do grupo e como isso foi importante para a execução das atividades do PET-Letras. Por fim, relato de que forma participar desse programa auxiliou e ainda auxilia na minha trajetória profissional e pessoal. Estar envolvida em atividades de ensino, pesquisa e extensão, sobre as quais está fundado o PET-Letras, foi essencial para minha vivência acadêmica, especialmente por ter cursado uma licenciatura. Para relembrar esses momentos, além da memória, também obtive ajuda de fotos publicadas nas redes sociais do grupo.</p> Ana Beatriz Freire de Almeida Copyright (c) 2021 Ana Beatriz Freire de Almeida https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 134 144 REFLEXÕES SOBRE O USO DE TECNOLOGIAS PARA A APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA POR MEIO DE CONTOS https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/12459 <p>Este relato apresenta uma proposta de trabalho para leitura de contos em língua estrangeira moderna, Inglês, apoiado na teoria dos gêneros textuais, conforme Marcuschi (2004), e da retextualização, conforme Dell’Isola (2007). Propõe que os alunos do 2º ano do Ensino Médio de uma escola pública sejam desafiados a fazer uma retextualização de um conto em um vídeo, utilizando imagens, legenda e áudio. Esse desafio estabelece um objetivo de leitura e exige profundo conhecimento do texto base, conduzindo, assim, a compreensão e o processo de escrita. Para esse objetivo, foram oferecidos diferentes contos de autores como Edgar Allan Poe, Ernerst Hemingway, Oscar Wilde, entre outros, os quais abordam temas relevantes para debates como obsessão, abuso sexual e empatia. Apresenta também reflexões sobre as dificuldades que a leitura de narrativas um pouco mais longas traz para alunos do ensino médio. Apesar disso, uma proposta diferenciada de estudo do texto possibilita motivá-los à compreensão. Foi o que demonstraram os resultados deste trabalho: oito vídeos diferentes e muita conversa sobre os textos escolhidos pelos alunos.</p> Edlene Silva Oliveira e Andrade Copyright (c) 2021 Edlene Silva Oliveira e Andrade https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5 145 154 Editorial https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/13099 Marcelo Amorim Sibaldo Adeilson Pinheiro Sedrins Núbia Rabelo Bakker Faria Copyright (c) 2021 Adeilson Pinheiro Sedrins, Marcelo Amorim Sibaldo, Núbia Rabelo Bakker Faria https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR 2021-11-15 2021-11-15 4 5