COMPORTAMENTO DE MUDAS DE Bambusa vulgaris Schrad. EX J.C. Wendl SUBMETIDAS AO ESTRESSE HÍDRICO E SALINO, UTILIZANDO ÁGUA RESIDUÁRIA DA PISCICULTURA

Autores

  • Cleyton Santos Souza Universidade Federal Rural do Semiárido
  • Valéria Nayara Silva Oliveira Universidade Federal Rural do Semiárido
  • Elaine Cristina Alves da Silva Universidade Federal Rural do Semiárido
  • Llidiane Martins Moura Ferreira Universidade Federal Rural do Semiárido
  • Maria Janaina Nascimento Silva Universidade Federal Rural do Semiárido
  • Poliana Coqueiro Dias Araújo Universidade Federal Rural do Semiárido

DOI:

https://doi.org/10.28998/rca.v17i2.7055

Palavras-chave:

Tolerância, Salinidade, Semiárido, Bambu.

Resumo

Bambusa vulgaris schrad. Ex j.c. wendl é uma espécie de bambu cultivada em diversas regiões do Brasil. Contudo, há regiões com déficit hídrico pronunciado e o reuso de água é uma importante alternativa com vistas à produção agrícola e florestal. O reuso de efluentes de viveiros de peixes para a irrigação é uma prática agrícola possível desde que haja tolerância da planta a salinidade. Objetivou-se neste trabalho, verificar a tolerância de mudas de B. vulgaris ao estresse hídrico e salino utilizando água residuária da piscicultura na irrigação. Realizado na UFERSA – Mossoró, sob o delineamento experimental em DIC disposto em esquema fatorial 3x5. Foi utilizada água residuária com porcentagem de 0, 10, 15, 20 e 25% de salinidade. Foram analisadas as seguintes variáveis: fitomassa seca da parte aérea e do sistema radicular, concentração de clorofila a, clorofila b e carotenoides, determinação dos teores de macronutrientes, análises de solo e água de irrigação. A variável fitomassa apresentou decréscimo em relação aos demais parâmetros analisados e as mudas de B. vulgaris mostraram mais sensíveis ao estresse hídrico do que à salinidade. Conclui-se que, a água residuária da piscicultura apresenta-se como alternativa para irrigação, entretanto, mudas de Bambusa vulgaris vittata não resistem a falta de irrigação por períodos superiores a 14 dias.

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Publicado

29/09/2019

Edição

Seção

Produção Vegetal