Gentrificação verde na cidade de Curitiba

Autores

  • Beatriz Ferreira de Abreu Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Pedro Zanatta Miranda Horn Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Nathália de Souza Mendes Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Carolyna Castro Quintas Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Maria Fernanda Rezende Silva Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Palavras-chave:

Gentrificação Verde, Curitiba, Requalificação Urbana

Resumo

Este artigo busca analisar a contradição existente nas estratégias de requalificação urbana e a produção de espaços verdes em Curitiba, que constituem o fenômeno da gentrificação verde, em um processo que resulta na mudança no perfil econômico da população residente no entorno das novas áreas. A análise se baseia no estudo de casos similares de gentrificação verde observados pela bibliografia em outras cidades do mundo e nos casos dos parques Tinguí e Tanguá na capital, empregando a mesma metodologia de análise histórica, censitária e evolutiva para o estudo do parque Barigui. Como resultado da análise, observamos como o histórico de políticas públicas locais foi influenciado por agentes gentrificadores como parte de um projeto de construção de imagem da cidade. Observamos também como esse planejamento estratégico é fortemente excludente aos residentes de uma porção da cidade com base em raça, etnia e classe.

Biografia do Autor

Beatriz Ferreira de Abreu, Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Acadêmica do 6º período de Arquitetura e Urbanismo, Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Pedro Zanatta Miranda Horn, Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Acadêmico do 6º período de Arquitetura e Urbanismo, Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Nathália de Souza Mendes, Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Acadêmica do 6º período de Arquitetura e Urbanismo, Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Carolyna Castro Quintas, Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Acadêmica do 6º período de Arquitetura e Urbanismo, Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Maria Fernanda Rezende Silva, Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Acadêmica do 6º período de Arquitetura e Urbanismo, Escola de Arquitetura (EA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

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Publicado

29/12/2021