https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/issue/feed Leitura 2021-07-14T00:00:00-03:00 Kall Sales / Ana Clara Medeiros leitura.ufal@gmail.com Open Journal Systems <p>A revista Leitura é o periódico científico quadrimestral do Programa de Pós-graduação em Linguística e Literatura da Universidade Federal de Alagoas. Seu objetivo é disseminar a informação científica em suas áreas de abrangência, contribuindo para a construção do conhecimento.</p> https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/10660 Dois poetas, duas mortes: um breve comentário acerca dos escritos finais de Iessiênin e Maiakóvski 2021-07-03T06:53:47-03:00 Raquel Abuin Siphone siphoneraquel@gmail.com O presente artigo examina brevemente os escritos finais de dois poetas russos do século XX: Vladímir Maiakóvski (1893-1929) e Serguei Iessiênin (1895-1925). Nossa proposta é analisá-los à luz de suas poéticas, bem como, do processo histórico por eles vivido – que possui papel fundamental na discussão. Para isso, traduzimos os dois textos, a partir do original russo, a fim de que a barreira linguística não fosse um empecilho para o leitor brasileiro. A base, à qual os textos por nós discutidos se sustentam, é a temática do suicídio. 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11159 Tempos, memórias e narrativas: retratos da infância na autobiografia epistolar de Emma Reyes 2021-07-03T06:53:47-03:00 Diogo da Silva Nascimento diogonascimento@usp.br <p>A proposta deste trabalho é apresentar reflexões acerca dos retratos da infância na autobiografia epistolar <em>Memória por correspondência</em> (2016), de Emma Reyes. Em sequência cronológica, a artista plástica colombiana apresenta uma reconstituição panorâmica da sua infância narrada em 23 cartas enviadas a um amigo. Os retratos desse passado da artista são imagens cujas composições se dão pelas reminiscências e experiências sensoriais/emocionais, realçadas pelos traços criativos da imaginação. Nesse sentido, os textos epistolares que compõem a obra de Reyes possuem um caráter estético-literário e sua linguagem expressa uma potência poética, transformando sua escrita epistolar em um espaço de criações inventivas e literárias. A partir de contribuições da psicanálise e da filosofia sobre infância e memória, este artigo analisa as narrativas de episódios como os de abandono, crimes, incêndios e festas, que são retratados como resultados de associações de ideias, entremeados por reflexões do próprio processo de recuperação das lembranças e, ainda, contados por meio do uso estético da linguagem.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11325 A nota final de Akutagawa: a morte pelo suicídio em A vida de um idiota 2021-07-03T06:53:47-03:00 Victor André Pinheiro Cantuário ve.cantuario@gmail.com <p>O objetivo do artigo é identificar a comunicação do suicídio na produção final do escritor japonês Ryunosuke Akutagawa. Para isso, primeiramente, propõe-se a apresentar detalhes da vida do citado escritor de acordo com as exposições presentes em Cordaro (2008), Karatani (1993), Kato (1997), Lippit (1999), Mak (2016) e Sakai (1987). A seguir, pretende comentar os contos-fragmentos reunidos no texto de <em>A vida de um idiota</em>, publicado postumamente, dialogando com o conceito notas de suicídio, conforme proposto em Critchley (2018), e o direito a morrer em Szasz (2011). Dos comentários efetuados resta a percepção de que, em seu último texto, Akutagawa não apenas teve a intenção de expor a sua compreensão de prática literária e de que modo esta orientou sua obra em busca da forma pura e pela dissolução da fronteira entre gêneros, como explorou com requinte e sutileza a angústia existencial que o consumia e o encaminhou ao desfecho de sua vida optando conscientemente pelo direito ao suicídio.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11620 "Ao farol", de Virginia Woolf, e a memória coletiva e individual 2021-07-03T06:53:47-03:00 Mariana Soletti da Silva solettimariana@gmail.com <p>O presente ensaio busca relacionar os conceitos de memória encontrados em Maurice Halbwachs (2006) e Jacques Le Goff (2013) na presença de lembranças no livro Ao Farol (2013), marco do modernismo e um dos mais célebres romances de Virginia Woolf. Para tal, introduziremos algumas questões básicas sobre memória coletiva, individual e histórica, de modo a refletir como a situação histórica e socioeconômica do Reino Unido no tempo-espaço do romance (antes, durante e depois da Primeira Guerra Mundial e o declínio da Era Vitoriana) se comporta nas memórias de Lily Briscoe e nos comportamentos de Sra. Ramsay, as grandes personagens femininas da trama, e dos demais personagens de "Ao Farol". Falar-se-á brevemente sobre os aspectos históricos do ambiente o qual as personagens compartilham, assim como se fará uma breve recapitulação sobre a criação da <em>coletividade </em>através de Freud (2018), com o intuito de aprofundar-se na questão da memória coletiva.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11635 O relato de viagem e a historiografia literária sobre o Brasil: incursões colonizadoras 2021-07-03T06:53:47-03:00 Juliano Fabrício de Oliveira Maltez maltez.juliano@gmail.com Pretende-se analisar a incursão cultural no Brasil pelo Império Austríaco na década de sessenta, oitocentista. O relato de viagem A narrativa de circunavegação do globo pela fragata Novara (1861), de Karl Scherzer (1821-1903), como também a História da Literatura Nacional Brasileira (1862), de Ferdinand Wolf (1796-1866), refletem as ambições “civilizatórias” de uma nação que reivindicava para si o legado deixado por impérios anteriores, de um povo gerado no choque entre o romano cristão e as tribos germânicas. Neste sentido, que se pode traçar algumas discussões do efeito político, econômico e cultural de experiências imperialista austríacas no Brasil, e de como o relato de viagem e a historiografia literária tiveram êxitos distintos em suas imposições colonizadoras, sendo este rebatido por tudo que representava no campo estético e político, já aquele servindo para incitar um imaginário propício à migração. 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11867 Reparação, de Ian McEwan e Desejo e reparação, de Joe Wright: a memória no processo de reescrita do passado 2021-07-03T06:53:47-03:00 Marinês Lima Cardoso marinesrj@yahoo.com.br <p>O presente artigo se propõe a apresentar o percurso da protagonista do romance <em>Reparação</em> (2001), de Ian McEwan, e do filme <em>Desejo e reparação </em>(2007), de Joe Wright, que, na tentativa de reparar um erro cometido no passado, escreve um romance em que ela é personagem e narradora. A história, que tem início em 1935, avança cinco anos e se conclui em 1999, tem como ponto de partida a acusação injusta a um jovem por um crime cometido que altera a vida de várias pessoas. Desse modo, a personagem central, através das memórias individual e coletiva, resgata o seu passado e escreve um romance em que é narrada a sua história e a das pessoas que a cercavam naqueles anos. O estudo se pauta nos suportes teóricos de Halbwachs (2003) e Candau (2019), para discorrer sobre a memória e de Candido (2002) e Gomes (2002), para tratar da personagem.</p><p><strong>Palavras-chave</strong>: <em>Reparação. Desejo e reparação</em>. Personagem. Memória</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12038 Impossíveis sinceridades em “A desejada das gentes” de Machado de Assis 2021-07-03T06:53:47-03:00 Kleber Kurowsky kleber_lz@hotmail.com <p>Este artigo se propõe a analisar o conto “A desejada das gentes” de Machado de Assis, focando na maneira com o que o personagem do Conselheiro utiliza a ironia como processo de contornar e negar sentimentos que o causam desconforto, viabilizando o surgimento de múltiplas leituras distintas a partir das várias camadas de sentido criadas pela ironia. O referencial partirá de teorias acerca da ironia, através dos autores D. C. Muecke (2008) e Linda Hutcheon (1994), teorias sobre o contexto geral sobre a obra de Machado de Assis, com Antonio Candido (1977) e Roberto Schwarz (2000), e um estudo prévio de Mirelle Márcia Longo (2012) sobre o conto “A desejada das gentes” (2016). A partir dessa análise, nos deparamos com o uso da ironia como maneira de omitir certos pensamentos e sentimentos do personagem, mas sempre indicando a possibilidade de que há algo velado sob os sentidos mais literais do que está sendo expresso, e que acaba por aproximar as elaborações do personagem sobre si das interpretações do leitor sobre o texto.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11124 Os desafios docentes no ensino de leitura em turmas de 5º anos do Ensino Fundamental 2021-07-03T06:53:46-03:00 Poliana Bernabé Leonardeli pleonardeli@gmail.com Lorrayne Lucas dos Santos Alvarenga pobelli@hotmail.com Maria Eduarda Rocha da Silva pobelli@hotmail.com <p> O objetivo deste trabalho é analisar as dificuldades no trabalho com o eixo leitura e escuta na escola nos 5º anos, em uma instituição pública e outra privada de Ensino Fundamental. Para atingir o resultado foi realizada uma pesquisa de caráter exploratório. O método utilizado para coleta de dados foi a aplicação de uma entrevista a docentes com o intuito de comparar quais as dificuldades encontradas no que diz respeito à formação leitora em ambas as instituições pesquisadas. Ao final da pesquisa foi constatado que os desafios que os professores encontram no processo de estímulo à formação leitora são, a destacar: a carência de recursos em acervos, problemas na organização de bibliotecas e ausência de interesse por parte dos alunos devido à falta de incentivo de leitura em casa, sendo que esses problemas são mais aprofundados na escola pública.<strong></strong></p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11174 Clíticos em sentenças de redobro: contextos sintáticos, semânticos e discursivos do objeto redobrado por meio de um estudo comparativo 2021-07-03T06:53:46-03:00 Sirlene Freire dos Santos Pereira sirlenerocha1989@gmail.com Cristiane Namiuti cristianenamiuti@uesb.edu.br <p>Objetiva-se analisar o redobro de clíticos pronominais, através de um estudo comparativo entre o Espanhol; Português Medieval; Português Clássico; Português Europeu; Português Brasileiro, assumindo uma abordagem gerativista. Nas ocorrências, a análise mostra que o redobro é condicionado por restrições impostas ao importe semântico-sintático do sintagma redobrado. Sintaticamente, em todas as variedades o objeto redobrado não pode ser um NP nu, devendo projetar uma capa funcional DP. Semanticamente, em Espanhol o objeto acusativo redobrado pode ser [+REFERENCIAL][+ESPECÍFICO] [+DEFINIDO] [+/-ANIMADO] [+/-HUMANO] [+/-EGO, +/-TU]. O dativo pode ser [+REFERENCIAL] [+/-ESPECÍFICO] [+/-DEFINIDO] [+/-ANIMADO] [+/-HUMANO] [+/-EGO, +/-TU]; Em Português Medieval, Português Clássico, Português Europeu, o objeto acusativo/dativo apresenta traços semânticos: [+REFERENCIAL][+ESPECÍFICO] [+DEFINIDO] [+ANIMADO] [+HUMANO] [+/-EGO, +/-TU]. Em PB, objeto direto ou indireto deve apresentar os traços semânticos [[+REFERENCIAL] [+ESPECÍFICO] [+DEFINIDO]], [+EGO, TU], com contextos que envolvam pessoas. Discursivamente no PB, o redobro pode ser explicado pela necessidade enfática, enquanto nas demais variedades, pela Topicalização/ Focalização.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11895 A língua portuguesa de angola: descrição dos processos de formação de palavras com base em textos literários 2021-07-03T06:53:46-03:00 Cinthia Aparecida Lemes cinthialemes@hotmail.com <p>O presente trabalho insere-se na linha de pesquisa de História e Descrição de Língua Portuguesa do grupo de pesquisa da PUCSP. Seu tema são os processos de criação de palavras e os neologismos no português angolano com base em textos literários de escritores do país, a saber: Luandino Vieira (1963), João Melo (2002), Ondjaki (2002). Neste trabalho, discute-se a questão do multilinguismo angolano e a quantidade de etnias com suas línguas que existem no país e convivem, algumas pacificamente, outras nem tanto. A discussão desse tema se mostra relevante porque busca identificar em quais aspectos a língua portuguesa angolana possui marcas próprias que a diferenciam da língua portuguesa de Portugal. Os resultados da análise constaram que a grande parte dos processos derivacionais da língua angolana foram baseados na língua nacional quimbundo, havendo acréscimos de sufixos e desinências (como plural) da língua portuguesa; houve também muitas ocorrências de neologismos de forma.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11961 A relação entre a oferta e a demanda em cursos de FOS e FOU na Universidade Federal de Alagoas 2021-07-03T06:53:46-03:00 Rosária Cristina Costa Ribeiro rosariacosta@gmail.com <p>Segundo Mangiante e Parpette (2004; 2011; 2016), a elaboração de um curso de Francês para objetivos Específicos (FOS) e de Francês para objetivos universitários (FOU) parte de um conhecimento preciso de sua demanda, seja ela representada por uma necessidade de um aprendente ou grupo em específico, seja ela parte da oferta de um centro de línguas. No caso do Programa Idiomas Sem Fronteiras-Andifes, mais especificamente do Idiomas sem Fronteiras-Francês (ISF-Francês), os cursos, ofertados em caráter extensionista, visam um público amplo, porém conciso: o público universitário. Entretanto, a diferença entre as expectativas desse grupo e sua relação com as ofertas do ISF-FRANCÊS são fator importante para o sucesso e a continuidade do programa. Assim, ao conhecer melhor os anseios dessa demanda pretendemos construir ofertas mais adequadas ao nosso público e que proporcionem menores números de evasão.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11897 Eu tenho algo a dizer, não vou ficar calado: o dinheiro em “Rap é compromisso” (2001), de Sabotage 2021-07-03T06:53:47-03:00 Edilberto de Oliveira Barbosa betobarbosaprof@gmail.com <p>As manifestações artístico-culturais<strong> </strong>do movimento hip hop, sobretudo da sua vertente musical, o rap, tem despertado o interesse de pesquisadores de diversos campos das humanidades, por envolverem jovens em contextos urbanos manifestando-se sobre questões de interesse contemporâneo, tais como violência, religiosidade, gêneros, drogas, mídias, identidades, ativismo político, linguagem musical, informação e conhecimento, segregação racial e social, arte e vida urbana, sociabilidade e estilos de vida, experiência do jovem nas periferias das grandes cidades, entre outras. Este artigo busca identificar, selecionar e analisar as referências linguísticas a dinheiro/finanças nas músicas do disco “Rap é compromisso” (2001), do rapper paulistano Sabotage, situando o rap como um gênero discursivo marcado por uma preocupação programática de discutir a realidade social de populações excluídas do progresso material e seus benefícios em certas sociedades contemporâneas. Por isso, esta abordagem se valeu das noções de gêneros do discurso, de Mikhail Bakhtin (2019) e o Círculo, e de cidadania em Milton Santos (2014), para mostrar como o dinheiro é representado numa relação entre a necessidade e o crime.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12003 As instâncias de enunciação na obra de Sóror Juana Inés de la Cruz: três pessoas em uma só autora 2021-07-03T06:53:47-03:00 Tiago Éric de Abreu tiagoeabreu@gmail.com <p>Este artigo apresenta uma análise da cenografia autobiográfica, pelo quadro teórico da Análise do discurso literário (MAINGUENEAU, 2016), a partir de um <em>corpus</em> composto por textos de Sóror Juana Inés de la Cruz (1648-1695), em cruzamento com estudos críticos sobre os escritos da monja mexicana. Este trabalho busca demonstrar o funcionamento da autoria (MAINGUENEAU, 2016) na obra literária, em especial nos textos atravessados pelo discurso de si. Com esta finalidade, são mobilizados o conceito de “instâncias da enunciação”. A obra de Sóror Juana a inscreve em polêmicas, e projeta a imagem de autora na cena intelectual e religiosa da Nova Espanha do século XVII. A tarefa deste estudo é recolocar a questão tida como evidente, mas que resta ainda parcialmente ignorada: a constituição da autoralidade <em>através</em> da cena literária. O estudo considera, por fim, a relação da imagem da autora com a comunidade discursiva que gere suas obras, e as condições de produção de representações que os leitores/comunidade discursiva, críticos e editores historicamente reproduzem e modificam.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12093 Atividades profissionais da área de desenvolvimento de sistemas para um curso de inglês para fins específicos 2021-07-03T06:53:47-03:00 Luciana Moraes Silva Octaviano octaviano.luciana@gmail.com <p>O objetivo deste artigo é apresentar os resultados sobre o levantamento das atividades profissionais que exigem o uso de Inglês dos egressos do curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas Integrado ao Ensino Médio de uma das escolas técnicas do Centro Paula Souza. Os pressupostos teóricos que embasam este trabalho são: Análise de Necessidades - focalizando a análise da situação-alvo; e o ensino de Inglês para Fins Específicos, em especial Inglês para Fins Ocupacionais. A aplicação de questionários a dois grupos de participantes (docentes da área técnica do curso e profissionais do mercado de trabalho local) viabilizou elencar um conjunto de atividades que requerem a utilização do idioma. Os dados revelam que há necessidades diferentes para esse uso. No entanto, foi possível elencar as atividades primordiais para a atuação dos egressos desse curso técnico no ambiente local de trabalho.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12378 Efeitos de sentido entre linguística e antropologia no discurso fundador de uma linguística brasileira 2021-07-03T06:53:47-03:00 Juciele Pereira Dias jucieledias@gmail.com <p>Neste trabalho objetivamos descrever e interpretar o modo como a Linguística se constituiu no Brasil, tendo como ponto de sustentação relações de sentidos entre diferentes campos do conhecimento, dentre eles o da Linguística e da Antropologia, na produção acadêmica de Joaquim Mattoso Câmara Junior e nas políticas linguísticas em que se inscreve. Inscrita no campo do saber da História das Ideias Linguísticas, por uma perspectiva discursiva, essa pesquisa traz como proposta a constituição de um arquivo, em que se busca compreender o processo de produção desse discurso fundador da Linguística Brasileira (conjunto de documentos de/sobre as línguas brasileiras produzidos também no Museu Nacional), organizado junto às diferentes maneiras de se ler esses documentos.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12546 O discurso e seus limites no Diário da Peste, de Gonçalo Tavares 2021-07-01T21:36:35-03:00 Isabela Mendonça de Carvalho Monteiro emaildaisabela@gmail.com Carla Barbosa Moreira profcarlabmor@gmail.com <p class="SubmissoUFAL">Durante o período de isolamento social decorrente da pandemia de covid-19, o autor português Gonçalo Tavares escreveu e publicou, no jornal português <em>Expresso</em>, noventa textos diários. Dentro da variedade temática que constitui esse discurso, pretende-se analisar o modo como a ficção (BARTHES, 2007) que se inscreve pela linguagem literária produz Efeitos de Realidade (RANCIÈRE, 2010) na produção discursiva sobre a pandemia. Tal recorte visa a uma tentativa de análise à luz da Análise do Discurso de vertente francesa (Michel Pêcheux), mobilizando noções como Acontecimento (PÊCHEUX, 1969, 1990; ORLANDI, 2017). Além disso, referências teóricas – como Mariani (2017) ao tratar do ‘indizível’, e Nunes (2008) sobre o texto documental – nos permitiram interrogar em que medida as publicações de Tavares em um jornal nos concedem um gesto de interpretação acerca da montagem temática do ‘espectro’ pandemia.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leitura