Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura <p>A revista Leitura é o periódico científico quadrimestral do Programa de Pós-graduação em Linguística e Literatura da Universidade Federal de Alagoas. Seu objetivo é disseminar a informação científica em suas áreas de abrangência, contribuindo para a construção do conhecimento.</p> pt-BR Declaro que concedo livre e voluntariamente os direitos autorais do artigo que submeti à Revista Leitura destacando ainda que não pretendo receber pagamento algum pela publicação. leitura.ufal@gmail.com (Kall Sales / Ana Clara Medeiros) leitura.ufal@gmail.com (Revista Leitura) qui, 30 dez 2021 00:00:00 -0300 OJS 3.2.1.3 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Padrões de concordância de primeira pessoa do plural na variedade urbana do Português em Moçambique https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12381 <p>Com o objetivo de contribuir com a análise comparativa de variedades nacionais da Língua Portuguesa, o presente trabalho descreve a concordância verbal de primeira pessoa do plural na variedade urbana do Português falado em Moçambique, avaliando a proximidade ou o distanciamento de seus padrões de uso em relação, principalmente, à norma europeia, supostamente adotada como referência escolar. Para tanto, investiga o comportamento do fenômeno, partindo dos preceitos da Teoria da Variação e Mudança (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 1968). Os resultados demonstram que, à semelhança da variedade europeia, a concordância padrão é quantitativamente produtiva na variedade urbana moçambicana. Em termos qualitativos, entretanto, a variabilidade da regra segue tendência oposta à da variedade europeia: de um lado, registra dados variáveis (apenas na fala de alguns participantes) quando se trata do sujeito pronominal <em>nós</em>, o que não se atesta no Português Europeu; de outro, a variante padrão revela-se categórica quando empregado o sujeito pronominal <em>a gente</em>, contexto em que se constata variação no Português Europeu<em>. </em>Os resultados, além de contribuírem com a análise comparativa das variedades, ensejam reflexões acerca das motivações para o comportamento dos dados não só em termos linguísticos, mas sobretudo em termos extralinguísticos, considerando o contexto multilíngue que caracteriza a sociedade moçambicana.</p> Bianca Ferreira Costa, Silvia Rodrigues Vieira Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12381 qui, 30 dez 2021 00:00:00 -0300 Sentidos minerados: o discurso do kit gay e a circulação algorítmica no controle do gênero https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12420 <p><em>Este artigo se ocupa da complexidade do discurso digital na composição e na circulação de notícias falsas que atravessam a validação de gêneros dissidentes dos padrões cisheteronomativos. Partimos da análise do chamado “kit gay” (fake news sobre material didático relacionado à educação sexual) para problematizar o processo de circulação de sentido impulsionado por meio da lógica algorítmica. Nosso investimento analítico se dá no campo teórico da Análise do Discurso Francesa, de filiação pecheutiana, para que, a partir dela, possamos estabelecer aproximações com propostas agenciadas nos estudos sobre a desinformação deliberada. Trata-se de um empenho, cuja base material recai sobre a transversalidade e a constutividade entre aspectos técnicos, linguísticos e discursivos forjados na contemporaneidade. O elemento tecnológico não é posto como aquele que atravessa a composição da formulação discursiva em ambientes digitais, ele a constitui a partir da dataficação da informação. E nessa constutividade, centro e periferia epistemológicos caminham juntos enquanto territórios fronteiriços necessários à articulação de saberes que compõem a heterogeneidade teórico analítica do discurso em meio digital. </em></p> Cintia Ribeiro Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12420 qui, 30 dez 2021 00:00:00 -0300 Perfil geolinguístico dos ditongos /ej/ e /ou/ no falar amapaense https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13015 <p>O objetivo deste artigo é apresentar o perfil geolinguístico dos ditongos /ej/ e /ou/ no falar amapaense. O trabalho tem como aporte teórico as discussões da Sociolinguística (TARALLO, 2007) e da Dialetologia (CARDOSO, 2010). A metodologia da pesquisa conta com uma amostra de dados fonéticos pertencentes ao<em> corpus</em> do Projeto <em>Atlas Linguístico do Amapá (ALAP).</em> Para isto, foram selecionados 40 informantes estratificados de acordo o sexo (homem e mulher), a faixa etária (18 a 30 anos e 50 a 75 anos) e o espaço geográfico, isto é, 10 municípios do Amapá: Macapá, Santana, Mazagão, Laranjal do Jari, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande, Tartarugalzinho, Amapá, Calçoene e Oiapoque. Os itens fonéticos selecionados para análise do ditongo /ej/ foram: <em>prateleira, travesseiro, torneira, peneira, manteiga, teia, peixe, bandeira, correio, companheiro, meia </em>e<em> beijar. </em>Já para o ditongo /ou/ foram: <em>tesoura </em>e <em>ouvido. </em>&nbsp;A partir das análises dos dados, concluiu-se que para o ditongo /ej/, no falar de amapaenses, houve 58% de presença da manutenção da semivogal [j] e 42% de ausência desta semivogal. No que tange à realização do ditongo /ou/, obteve-se 42% de presença e 58% de ausência da semivogal [w].</p> Romário Sanches, Rosilene Gonçalves Copyright (c) 2021 https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13015 qui, 30 dez 2021 00:00:00 -0300 Paris, Texas, um corpo materno https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11934 <p>Este trabalho propõe uma leitura do filme <em>Paris, Texas, </em>de Wim Wenders a partir do questionamento do estranhamento do protagonista do filme, Travis, diante da sua própria imagem refletida no espelho. O objetivo é relacionar a rejeição da própria imagem, pelo personagem, com sua tendência a se direcionar a locais sem paredes. Para isso, são analisados os conceitos de estádio do espelho, de Jacques Lacan, e de <em>chora </em>semiótica e abjeção de Julia Kristeva. É possível perceber que o protagonista se encontra em uma regressão a um estágio anterior ao <em>eu </em>especular, denominado, por Kristeva, como <em>chora </em>semiótica, em que há uma tendência de retorno ao corpo materno, o qual, no filme, é metonimizado por um lote vago comprado por Travis em Paris, Texas.</p> Hêmille Raquel Santos Perdigão Copyright (c) 2021 https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11934 qui, 30 dez 2021 00:00:00 -0300 IN AND OUT OF LONDON D. H. Lawrence’s Nightmarish Experience (1914-1919) https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11967 <p>This article aims to analyse what is widely considered the hardest period in D. H. Lawrence’s life. We will look into the reasons why he rejected London’s intellectual circles, the city’s lifestyle, and its inhabitants. We will also see what spoilt his love at first sight with Cornwall, turning it into a hellish experience. In brief, we will focus on the long period (24 June 1914 – 14 November 1919) during which Lawrence and Frieda were forced to stay in England under difficult circumstances. Little wonder that those years, corresponding to the War period, became a nightmarish experience that would mark the rest of their lives.The resulting disappointment cast a shadow, especially on Lawrence, through all his life. What made things even worse in the long run was the disappointment deriving from the pollution which was already pestering the air there. Indeed, he was right since we have created a cloud of venomous fumes which keep hovering above us. The only solution, as Lawrence wisely and prophetically suggested, could be to connect back to nature and respect it, and certainly, nature will return the favour. In the meantime, unfortunately, it seems that we have not realised that our arrogant and disrespectful attitude has led us almost to the verge of self-destruction. However, surprising it may be, the shockingly violent and fast spreading Covid-19 pandemic, on forcing governments to impose lockdowns and stringent travelling restrictions even from country to country, has given nature a chance to be reborn and show itself in all its breathtaking beauty. Although we were mesmerized by that, let us not be under any illusion as we all know that it cannot last long because the world economy needs to get back to business as usual. Nonetheless, I believe it is high time that we took action to try to solve issues, such as global warming, all aspects of environmental pollution and its effects on ecosystems and human health. Let us face it, perhaps this is the last opportunity we have to save humanity from total destruction.</p> Nick Ceramella Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11967 qui, 30 dez 2021 00:00:00 -0300 Três possíveis romances furtadianos https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12410 Neste artigo, buscamos analisar três planejamentos de romances do intelectual Celso Furtado, dentro da obra <em>Diários Intermitentes </em>(2019). Procuramos examinar as personagens e enredos, nesses planos, desde o ponto de vista da teoria do romance e das ideias sociais trazidas por Furtado. Como referencial teórico, utilizamos as ideias sobre o romance de Lukács (2009), Benjamin (1994), Adorno (1980) e Candido (1970). Com relação às questões sociais, valemo-nos dos conceitos de Weber (1944), Mannheim (1954) e Veblen (1899/1922). Desse diálogo, aventamos a possibilidade de um romance furtadiano, no qual as personagens se identificam com tipos ideais weberianos perpassados por enredos sociais baseados nas ideias de Mannheim e Veblen e com estéticas miméticas de Cervantes e Balzac. Denis Rizzo Morais Copyright (c) 2021 Leitura https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12410 qui, 30 dez 2021 00:00:00 -0300 Paulo Henriques Britto: uma poética do cliché https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12804 <p>Uma poesia que fale do nada e do tudo ao mesmo tempo; da negação e aceitação; que apresente uma <em>lucidez tardia</em> (SILVA, 2010). É esta a obra de Paulo Henriques Britto, aqui tomada com a base teórica do pensamento de Areal (2011) e Brayner (2014), que se esforçam na tentativa de estabelecer um manifesto em torno do cliché e torná-lo defensável. Conforme veremos, poetas como Britto têm em muito a se beneficiar de um entendimento mais amplo e menos carregado de pré-julgamentos sobre o cliché. Isso porque a tese que norteia este artigo é a de que não só Paulo Henriques Britto se pretende cliché no seu <em>Nenhum mistério</em> (e em toda a sua obra, por que não?), como fá-lo justamente no fito de movimentar um pouco esse lago da poesia contemporânea brasileira, como uma singela pedra, lançada pela mão de uma criança, que arrebenta a camada concreta da superfície. É, assim, de uma <em>consciência ingênua</em> (BRAYNER, 2014) que estamos falando.</p> Eduardo da Silva Forgiarini Copyright (c) 2021 https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12804 qui, 30 dez 2021 00:00:00 -0300 Sexual Freedom as Empowerment: The Fat Black Woman and the Use of the Erotic https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12839 <p>As mulheres se deparam com realidades repressivas na sociedade ocidental que são construídas, principalmente, pelo estabelecimento de estereótipos. Uma das principais maneiras através da qual essa repressão ocorre é a limitação da expressão da sexualidade das mulheres. No livro <em>The Fat Black Woman’s Poems</em> (1986) da autora caribenha Grace Nichols, a mulher preta e gorda nos apresenta novas imagens de como lidar com a sua sexualidade e entende-la como mais do que o mero sexual através do conceito de erótico da Audre Lorde. Nos poemas, a mulher preta e gorda usa o erótico para se empoderar e para questionar o sistema de patriarcado. Com isso, aponta para a importância da liberdade sexual para as mulheres poderem tomar controle das suas formas de representação e, em última instância, de suas próprias vidas.</p> Letícia Romariz Copyright (c) 2021 https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12839 qui, 30 dez 2021 00:00:00 -0300 Apresentação https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13220 Kall Sales; Ana Clara Magalhães de Medeiros Copyright (c) 2021 https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13220 qui, 30 dez 2021 00:00:00 -0300 Expediente n. 71 (2021) https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13219 Kall Sales Copyright (c) 2021 https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13219 qui, 30 dez 2021 00:00:00 -0300