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  • Prorrogação do prazo para envio das contribuições

    16/07/2022

    Dossiê: Retratos Defiças: Deficiência, Artes e Comunicação

    Organizadoras: Nádia Meinerz (UFAL) e Pamela Block (Western University)

    O interesse sócio-antropológico pela deficiência vem crescendo no Brasil nas últimas décadas. Práticas etnográficas têm sido protagonizadas não apenas por antropólogos, mas também por ativistas, artistas e profissionais de diferentes áreas e principalmente por pessoas que convivem com diferença corporal e/ou mental como forma de existência, de política e de conhecimento. Entretanto, há uma disjunção entre as formas de retratar a deficiência em imagens narrativas públicas assim como entre a percepção da população em geral e as discussões animadas pelas teorias sociais. Esse dossiê tem como objetivo potencializar a apropriação da etnografia e da deficiência como ferramentas, estreitando diálogo com as pesquisas e experimentações no campo das artes e da comunicação. Recorremos ao termo defiça, cunhado por Mello (2019) para evocar a potência criativa dos modos de existência socialmente desafiados. A chamada se dirige as/os pesquisadores que sejam também ativistas, artistas e comunicadores interessados em compartilhar os seguintes desafios: 1) a visibilização e a ocupação dos espaços e das linguagens públicas através da presença defiça, apesar dos desafios, das barreiras e das demandas de acessibilidade; 2) a valorização expressiva daqueles corpos e mentes que escapam às convenções de normalidade e 3) a construção de narrativas multimodais que ampliem a percepção sobre a vitalidade das experiências de deficiência, de adoecimento crônico e do envelhecimento.  Definimos retratos defiças todas as formas inovadoras de materializar deficiência privilegiando a agência das pessoas com deficiência e a pluralidade das redes de cuidado/autonomia. Serão acolhidos artigos, traduções, resenhas e ensaios visuais (fotografia, desenhos, ilustrações, frames de vídeos, entre outros) que favoreçam a movimentação das formas tradicionais de enquadramento da deficiência, mobilizadas pela linguagem da piedade, da superação e da classificação biomédica.

    Submissões até 15 de agosto de 2022

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    DossierDefiça Portraits: disability, art and Comunication

    Organizers: Nádia Meinerz (UFAL) e Pamela Block (Western University)

    The socio-anthropological interest in disability has been growing in Brazil in recent decades. Ethnographic practices are led not only by anthropologists, but also by activists, artists, scholars, and practitioners from many different fields, and most importantly by people who experience bodily and/or neurological differences as a form of existence, politics, and knowledge. This special issue aims to highlight how ethnography and disability have been used to strengthen the dialogue between research and scholarship in the fields of anthropology, arts and communication. However, there is a disjunction between portrayals of disability in public images, narratives and popular perceptions vs. those emerging from ivory tower discussions of social theories. We use the term defiça, coined by Mello (2019) to evoke the creative power of disability as a socially precarious mode of existence.  This call invites researchers, activists, artists, and communicators to consider the following provocations: 1) the visibilization and occupation by disabled people of public spaces and discourses despite challenges, barriers, and demands of access; 2) the expressive valorization of those bodies and minds that exist outside the conventions of normality and 3) the construction of multimodal narratives that broaden the perception of the vitality of experiences of disability, chronic illness and aging.  We define defiças portraits as all the innovative ways of materializing disability, favoring defiça agency and the plurality of care/autonomy networks. We welcome articles, translations, reviews, and visual essays (photography, drawings, illustrations, video frames) that push beyond “traditional” forms of disability representation, such as those stuck in the language of piety, overcoming, and biomedical classification.

    Submit until 15 August 2022

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