SENTIDOS PRODUZIDOS POR GESTORES/AS DA SAÚDE: UMA PERSPECTIVA RELACIONAL DE GÊNERO E VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

Autores

  • Kellyane Pereira Santos
  • Telma Low Silva Junqueira

Palavras-chave:

Gênero. Violência contra as mulheres. Gestão. Saúde

Resumo

Este artigo apresenta uma discussão dos conceitos de gênero e violência contra as mulheres (VCM) a partir de uma perspectiva relacional, dialogada com sentidos produzidos por gestores/as da saúde do município de Maceió-AL. O referencial teórico-metodológico foi o das práticas discursivas e produção de sentidos na interface com a perspectiva feminista de gênero. Que fundamentou a análise de entrevistas realizadas com 4 gestores/as de coordenações da Secretaria Municipal de Saúde, a saber: Coordenação de Atenção Básica, Coordenação de Saúde da Mulher e setor de Doenças e Agravos Não Transmissíveis. Com base na análise, nos parece que os/as entrevistados/as compreendem tais conceitos inseridos em uma dimensão cultural e apontam para a VCM como um fenômeno relacionado ao exercício desigual de poder entre homens e mulheres na sociedade, bem como ao machismo e ao preconceito. No entanto, notamos inconsistências ao longo dos discursos, o que indica como estes não são homogêneos e encontram-se em constante movimento de construção e disputa. Assim como a ausência de percepção que considere a interseccionalidade de raça, classe e gênero. Questões também relacionadas à existência de um significativo distanciamento entre as discussões realizadas a nível teórico e as práticas nos serviços de saúde, incluindo o campo da gestão. Neste sentido, considerando que a produção de sentidos se encontra muito atrelada ao que se apreende durante o processo de formação pessoal e profissional, é importante destacar a necessidade de se construir espaços de discussão sobre gênero e VCM no contexto da saúde, de modo a tornar o tema uma pauta constante e relevante neste cenário.

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Publicado

01/09/2018

Edição

Seção

Resumos do I Congresso Internacional de Direito Público dos Direitos Humanos e Políticas de Igualdade