COEDUCAÇÃO: UMA PROPOSTA DE ENSINO FOCALIZADA NA FORMAÇÃO DE CIDADÃO/ÃS NUMA SOCIEDADE QUE RESPEITE AS DIFERENÇAS E PROMOVA A IGUALDADE

Autores

  • Fabiano Santos Tenório Alves

Palavras-chave:

(CO)educação. Ética. Ensino. Respeito às diferenças. Educação de Jovens e Adultos.

Resumo

O presente artigo apresenta uma análise sobre a (co)educação como uma proposta de ensino focalizada na formação de cidadãos/ãs éticos/as, conscientes da sua capacidade de intervenção e diligência de uma sociedade que respeite as diferenças e promova a igualdade de oportunidades. Para tanto, inicia-se a execução deste trabalho partindo de algumas leituras sobre a temática abordada, para familiarizar-se e buscar-se uma reflexão da ação profissão que nos direcionassem aos objetivos pretendidos. Em seguida, foi proposto um debate, acerca de questões como diversidade, racismo, violência contra mulheres, contra homossexuais, preconceitos de diferentes categorias, aos alunos e alunas que freqüentam o terceiro período, da turma I, da modalidade de ensino da Educação de Jovens e Adultos – EJA, da Escola Estadual de Educação Básica Manoel Lúcio da Silva. Como conclusão, identificou-se o quanto os/as alunos/as têm a dizer e o quanto anseiam por serem ouvidos/as. Perecebeu-se o potencial que a instituição escolar possui para tratar de diferentes assuntos e proporcionar a formação de uma sociedade ética, justa, que saiba respeitar o/a outro/a diante da diversidade étnica e cultural pela qual fomos formados e não por acaso, assistimos tentativas políticas de calar os/as profissionais que atuam nesse espaço laboral, a exemplo do projeto de Lei 69/2015, denominado “Escola Livre”. Infelizmente, ainda prevalece um sistema de ensino que tende a alimentar o sistema capitalista, “formando pessoas”, com uma urgência cada vez mais elevada para suprir a carência de mão de obra para atuarem em empresas de grandes empresários/as, que muitas vezes estão focados/as no mercado consumidor, do que necessariamente na qualidade e formação humana dos seus funcionário/a e cujos temas relacionados a valores humanos, éticos, individuais, sociais, o desenvolvimento do pensamento crítico, gradativamente tem sido sucumbindo nessa sistemática de formação cidadã. Compreendeu-se o quanto os diálogos podem ser relacionados às diferentes áreas de conhecimento, o que favorece a um trabalho interdisciplinar e a promoção de uma forma de ensino, voltada à formação de sujeitos críticos e conscientes do seu papel social, para que possam atuar de forma ativa em seu bairro, na sua cidade, em sua vida e não apenas como mão de obra para aturem no mercado de trabalho. Torna-se cada vez mais necessário atentar-se para o papel da escola enquanto uma instituíção que, ao mesmo tempo em que disponhe de ferramentas, mecanismos para a transmissão de conhecimentos científicos, ela também, deve cultivar e estar disponível à formação de valores subjetivos, éticos que, apesar dos avanços nesse campo, diga-se, dos direitos e respeito ao ser humano, com movimentos sociais dos mais diversos segmentos, ainda é constante a resistência de boa parte da sociedade para não aceitar e compreender o/a outro/a seja por questões étnico-racial, religiosa, de gênero, de orientação sexual. Apreendeu-se o quão é evidente e preciso trazer para o âmbito educacional o debate, a discussão sobre o conhecimento e reconhecimento das distintas identidades humanas, as diferenças e especificidades de cada pessoa como um direito social inalienável e assim possamos construir e caminhar na direção de umha sociedade que saiba respeitar e valorizar a diversidade dos suejeitos que lhe compõem, e que estes mesmos sujeitos estejam de prontidão para saber identificar e repudiar qualquer forma de discriminação. Promover a equidade é um dos atributos que devem ser inseridos nessa busca por uma reconstrução da educação que vise o desenvolvimento de atitudes relativas ao posicionamento social ético e promotor do desenvolvimento humano.

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Publicado

02/09/2018

Edição

Seção

Resumos do I Congresso Internacional de Direito Público dos Direitos Humanos e Políticas de Igualdade