IDENTIFICAÇÃO DAS MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA ADOTADAS PARA USO DE JALECOS NA PRÁTICA ODONTOLÓGICA

Autores

  • Ellen Rodrigues de Mendonça
  • Cibele Leite da Silva
  • Dayanna Allys dos Santos Garrote
  • Jocélia de Souza Barrozo
  • Maria Myrella Costa Franco
  • Silana Nair Barbosa
  • Henrique Pereira Barros

Resumo

O risco de contaminação cruzada no consultório é alto, por conta do aerossol durante uso de instrumentos manuais e rotatórios. O jaleco possui maior complexidade no processo de esterilização, sendo fator potencial de contaminação cruzada. O objetivo deste estudo foi identificar quais medidas de biossegurança eram adotadas para o uso de jalecos durante a prática odontológica e especialidade mais cuidadosa. Foram sorteados números de CRO ativos e regularmente inscritos no Conselho Regional de Odontologia com atuação em clínica privada, compondo 62 profissionais das seguintes especialidades: dentística (n=13), ortodontia (n=8), implantodontia (n=6), prótese (n=9), periodontia (n=6), pediatria (n=5) e cirurgia (n=6). A maioria, 42%, atende entre 9 a 12 horários por semana, onde 75% (47) possui jaleco em tecido, jaleco estéril 9,7% (6), não usa 8.1% (5) e descartável 6,5% (4). Em relação a quantidade de jalecos foi constatado que 43,5%(27) possuem 2 jalecos, 21% (13) 1 jaleco, 12,9% (8) 3 jalecos, 12,9% (8) são descartáveis, 4,8% (3) possuem 4 jalecos e 4,8% (0) não possuem jaleco. Em relação à trocas de jaleco entre um atendimento e outro, 29% (18) diário, 22,6% (14) semanal, 19,4% (12) sujo, 12,9% (8) cada paciente, 8,1% (5) de 2 a 3 dias, 4,8% (3) não usa e 3,2% (2) troca por turno. Tipo de touca, descartável 56,5% (35), de tecido 25,8% (16) e não usa 17,7% (11) e a frequência de trocas, cada paciente 29% (18), por turno 25,8% (16), não usa 17,7% (11), 12,9% (8) sujo, 8,1% (5) semanal e 6,5% (4) diário. A especialidade que mais cuidou para evitar as contaminações cruzadas foi cirurgia, implantodontia, periodontia. Parece lícito o uso de jaleco descartável.

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Publicado

05/08/2019