Conhecimento sobre Anafilaxia entre Estudantes de Medicina de Maceió-AL

Autores

  • Andressa Carolina Oliveira Mundim Universidade Federal de Alagoas / FAMED
  • Kathiane Pereira de Jesus Universidade Federal de Alagoas / FAMED
  • Iramirton Figuerêdo Moreira FAMED/UFAL EBSERH/HUPAA
  • Marília Agra Normande Universidade Federal de Alagoas / FAMED
  • Bruna de Sá Duarte Auto HUPAA/UFAL
  • Cynthia Mafra Fonseca de Lima Faculdade de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi-SP

DOI:

https://doi.org/10.28998/rpss.v3i1.4346

Resumo

Objetivo: avaliar o conhecimento dos estudantes de medicina sobre a definição e o tratamento da anafilaxia. A fim de contribuir para o desenvolvimento de estratégias educacionais para auxiliar futuros profissionais de saúde no manejo da crise de anafilaxia. Métodos: foi realizado um estudo observacional descritivo transversal entre março e dezembro de 2016, com 260 estudantes de medicina de duas universidades públicas em Maceió / AL. Os voluntários foram convidados a responder um questionário com questões objetivas e discursivas sobre o conhecimento geral na abordagem da anafilaxia. Os dados foram compilados no programa Excel® e a análise estatística foi realizada pelo IBM SPSS 22 usando um intervalo de confiança de 95% (p <0,05). Resultados: Dos 51,5% (134) que relataram conhecer a definição de anafilaxia, 1,5% (4) responderam corretamente, enquanto 28,1% (73) o fizeram incompleto e 21,9% (57) responderam incorretamente.  A epinefrina foi citada corretamente por 36,2% (94) dos participantes, como droga de primeira linha para tratamento da crise da anafilaxia, enquanto 18,8% (49) mencionaram outras drogas como esteróides e anti-histamínicos e 45% (117) não responderam a esta pergunta. A via intramuscular foi adequadamente indicada por 23,5% (61) dos participantes como a via correta para a administração de epinefrina e 48,5% (126) não sabiam como responder a esta pergunta. Conclusão: mais da metade dos alunos não conhecia o medicamento de primeira escolha, a via de administração desta droga e a definição correta de anafilaxia. Este resultado é semelhante a estudos prévios realizados com médicos emergencistas e reforça a necessidade de disseminar as diretrizes atuais na escola de medicina, através de estratégias educacionais.

Biografia do Autor

Andressa Carolina Oliveira Mundim, Universidade Federal de Alagoas / FAMED

Discente do curso de graduação em Medicina pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Kathiane Pereira de Jesus, Universidade Federal de Alagoas / FAMED

Discente do curso de graduação em Medicina pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Iramirton Figuerêdo Moreira, FAMED/UFAL EBSERH/HUPAA

Médico especialista em Alergia e Imunologia, Mestre, Médico da EBSERH/HUPAA e Professor Adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (FAMED/UFAL).

Marília Agra Normande, Universidade Federal de Alagoas / FAMED

Discente do curso de graduação em Medicina pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Bruna de Sá Duarte Auto, HUPAA/UFAL

Médica residente de Pediatria do Hospital Universitário professor Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas (HUPAA/UFAL).

Cynthia Mafra Fonseca de Lima, Faculdade de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi-SP

Médica especialista em Alergia e Imunologia, Mestre pela FMUSP, Research Fellowship no Johns Hopkins Asthma and Allergy Center, Baltimore, EUA. Docente da Faculdade de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi-SP

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Publicado

25/06/2018

Como Citar

Oliveira Mundim, A. C., de Jesus, K. P., Moreira, I. F., Normande, M. A., Duarte Auto, B. de S., & Fonseca de Lima, C. M. (2018). Conhecimento sobre Anafilaxia entre Estudantes de Medicina de Maceió-AL. Revista Portal: Saúde E Sociedade, 3(1), 655–665. https://doi.org/10.28998/rpss.v3i1.4346

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL

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