Investigação sobre os determinantes do padrão de especialização comercial brasileiro no período 2000-2019

Autores

  • Clesio Xavier Universidade Federal de Uberlândia-UFU
  • Gustavo Oliveira Silva

DOI:

https://doi.org/10.28998/repd.v13i30.13552

Palavras-chave:

Padrão de Especialização Comercial, China, Commodities, Modelos ARDL

Resumo

O artigo objetivou identificar os determinantes do aumento da participação das commodities nas exportações do Brasil no período 2000-2019. Através de três modelos ARDL cointegrados apontou-se os seguintes resultados: com coeficientes positivos, a renda chinesa, a participação da China na pauta de exportações brasileiras e o índice de preços das commodities e, com coeficientes negativos, a taxa de câmbio real efetiva (R$/moeda estrangeira) e o market-share dos produtos manufaturados brasileiros apresentaram relação de longo prazo com nossa variável dependente - que é uma medida de especialização comercial em commodities - em pelo menos um dos três modelos apresentados.

Biografia do Autor

Clesio Xavier, Universidade Federal de Uberlândia-UFU

Doutorado em Economia pelo Instituto de Economia da UNICAMP em 2000. É Pesquisador Produtividade em Pesquisa-PQ do CNPq. Professor Titular da Universidade Federal de Uberlândia, onde foi Coordenador do Curso de Graduação em Economia no período 2004-2006 e Diretor do Instituto de Economia da UFU no período 2007-2015. Desde 2017 é Chefe de Gabinete da Reitoria da UFU. Publicou 36 (trinta e seis) artigos em periódicos especializados e 30 trabalhos em Anais de Eventos Científicos. Possui 3 livros publicados.

Gustavo Oliveira Silva

Doutorando em Economia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Uberlândia, onde também concluiu o curso de Mestrado em Ciências Econômicas em 2021. A linha de investigação tem enfoque em Teorias de Comércio Internacional e Economia Aplicada.

Referências

BITTENCOURT, G. M.; CAMPOS, A. C. Determinantes das Exportações Agropecuárias Brasileiras e sua Relação com o Investimento Direto Estrangeiro. Análise Econômica, Porto Alegre, ano 32, n. 62, p. 155-176, set. 2014.

https://doi.org/10.22456/2176-5456.33673

BRESSER-PEREIRA, L.C.; MARCONI, N. Existe Doença Holandesa no Brasil? IV Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas. 2008. Disponível em: <http://www.bresserpereira.org.br/papers/2008/08.14.Existe.doen%C3%A7a.holandesa.comNelson.Marconi.5.4.08.pdf>

BRESSER-PEREIRA, L.C.; OREIRO, J.L; MARCONI, N. (2014) Macroeconomia Desenvolvimentista. Rio de Janeiro: Campus-Elsevier, 2016. Edição original em inglês,Developmental Macroeconomics. London: Routledge, 2014. https://doi.org/10.4324/9780203583500

FRANKE et al. O Impacto das Exportações Chinesas nas Exportações do Brasil E do México: Um Modelo de Dados em Painel Dinâmico. ANPEC - XXI Encontro de Economia da Região Sul. 2018.

FRED, Federal Reserve Economic Data. Índice Mensal de Preços dos Consumidores Urbanos. Base de Dados. Disponível em: <https://fred.stlouisfed.org/series/CPIAUCSL> Saint Louis: FRED, 2020.

FMI, International Monetary Fund. Crescimento Real do Produto Interno Bruto dos países entre 2000 e 2019. Base de Dados. Disponível em: <https://www.imf.org/external/datamapper/NGDP_RPCH@WEO/OEMDC/ADVEC/WEOWORLD> Estados Unidos: FMI, 2020

IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Taxa de Câmbio – Efetiva Real entre 2000 e 2019. Base de dados. Disponível em: <http://www.ipeadata.gov.br/Default.aspx> Brasília: Ipea, 2020.

JENKINS, R. China and Brazil: economic impacts of a growing relationship. Journal of Current Chinese Affairs, v. 41, n. 1, p. 21-47. 2012.

https://doi.org/10.1177/186810261204100102

KRUGMAN, P. Scale Economies, Product Diffrentiation, and Pattern of Trade. The American Economic Review, vol. 70, num. 5, pág. 950-959. 1980

LEDERMAN, D.; OLARREAGA, M.; RUBIANO, E. Trade specialization in Latin America: the impact of China and India. Review of World Economics, v. 144, n. 2, p. 248-271, 2008.

https://doi.org/10.1007/s10290-008-0146-z

LINDER, S. B. (1966) - Ensaio sobre Comércio e Transformação. IN: J. A. A. Savasini, P. S. Malan & W. Baer (orgs.) – Economia Internacional. São Paulo: Saraiva

MATTEI, L; SCARAMUZZI, T. A taxa de câmbio como instrumento do desenvolvimento econômico. Revista de Economia Política, São Paulo, v. 36, n. 4, p. 726-747, out./dez. 2016. https://doi.org/10.1590/0101-31572016v36n04a04

MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços – Ambiente em Migração para Ministério da Economia - Base de Dados da Plataforma COMEX-STAT – Exportações e Importações Gerais entre 2000 e 2019. Disponível em: http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral Brasília: Ministério da Economia, 2020.

MOREIRA, C. A. L.; MAGALHÃES, E. S. Um novo padrão exportador de especialização produtiva? Considerações sobre o caso brasileiro. Revista da Sociedade Brasileira de Economia Política. São Paulo, n. 38, junho de 2014. Disponível em <http://www.revistasep.org.br/index.php/SEP/article/view/56>

PEREIRA, E. A. Taxa de Câmbio e Mudança Estrutural da Indústria Brasileira Brasileira. Fórum de Economia de São Paulo. In Crise Global e o Brasil, L.C. Bresser-Pereira (org.), Editora FGV. 200

PESARAN, M.H.; SHIN, Y. An Autoregressive Distributed Lag Modelling Approach to Cointegration Analysis. Centennial Volume of Rangar Frisch, Cambridge University Press, Cambridge, 1995.

PRATES. D. M. A Alta Recente dos Preços das Commodities. Revista de Economia Política, vol.27, p. 323-344, 2007.

ROSSI, P.; MELLO, G. S. Componentes Macroeconômicos e Estruturais da Crise Brasileira: o Subdesenvolvimento Revisitado. Brazilian Keynesian Review, v. 2, p. 252-263. 2016 .

https://doi.org/10.33834/bkr.v2i2.91

RUIZ, A. U.; BRITTO, J. N. P.; SOUZA, K. S. G. Qualificando o caráter “regressivo” da especialização industrial do Brasil. Revista Econômica - Niterói, v.15, n. 1, p. 115-139, 2013.

SARTI, F.; HIRATUKA, C. Desempenho recente da indústria brasileira no contexto de mudanças estruturais domésticas e globais. Texto para Discussão. IE/Unicamp, Campinas, n. 290, abril de 2017.

_______Relações Econômicas entre Brasil e China: Análise dos Fluxos de Comércio e Investimento Direto Estrangeiro. Revista Tempo do Mundo, vol. 2, nº 1. 2016.

https://doi.org/10.14393/REE-v32n1a2017-7

SMITH, A. An Inquiry into the Nature and causes of the wealth of nations. Chicago: The University of Chicago Press, 1776

UN COMTRADE, United Nations Commodity Trade Statistics Database. Base de dados. Disponível em: <https://comtrade.un.org/data/>. Suiça: UN COMTRADE, 202

UNCTAD, United Nations Conference on Trade and Development. Índice Mensal de Preços das Commodities entre 2000 e 2019. Base de Dados. Disponível em: < <https://unctadstat.unctad.org/wds/TableViewer/tableView.aspx?ReportId=140866> Suiça: UNCTAD, 2020.

VERÍSSIMO, M. P. Composição e Determinantes das Exportações Brasileiras Intensivas em Recursos Naturais no Período De 2000 A 2018. Revista Geosul, Florianópolis, v. 34, n. 73, p. 395-417, 2019 https://doi.org/10.5007/1982-5153.2019v34n73p395

Downloads

Publicado

20/07/2022