Da Belle Époque ao abandono: o Mercado de São Brás como patrimônio histórico e atrativo turístico de Belém-PA

Autores

  • Joelma Simone da Costa Souza
  • Raul Ivan Raiol de Campos Universidade Federal do Pará
  • Maria Augusta Freitas Costa Universidade Federal do Pará

Palavras-chave:

Mercado de São Brás. Patrimônio histórico. Abandono. Turismo

Resumo

O espaço urbano de Belém apresenta um conjunto de edificações remanescentes de importantes períodos de sua história, destacando-se o período da Belle Époque como um dos mais importantes na construção dos patrimônios da cidade. Assim, o presente estudo trata de um importante patrimônio desse período, o Mercado de São Brás devido ao seu atual estado de abandono. A pesquisa teve como objetivo geral analisar a valorização sociocultural do Mercado de São Brás e sua importância como patrimônio histórico da cidade de Belém. Os procedimentos metodológicos envolveram levamentos bibliográficos, documentais e pesquisa de campo. Os resultados apontam que problema do abandono do Mercado de São Brás é decorrente da ausência de ações dos seus gestores, que contribuem para sua desvalorização e descaracterização; os atores sociais desejam que o Mercado de São Brás seja reformado e modernizado em razão de suas péssimas condições atuais; o turismo como fenômeno social e econômico contribuiria com o aumento de renda dos feirantes, que seriam os maiores beneficiados com as contribuições do turismo, além da sociedade e da própria cidade, com mais um atrativo, sendo uma alternativa viável para o Mercado de São Brás.

Biografia do Autor

Joelma Simone da Costa Souza

Bacharelado em Turismo pela Universidade Federal do Pará.

Raul Ivan Raiol de Campos, Universidade Federal do Pará

Professor associado do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas/Faculdade de Turismo da Universidade Federal do Pará. Bacharelado em Turismo pela Universidade Federal do Pará (1992), Especialização em Ecoturismo pelo Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (1993); Especialização em Gerenciamento de Coleções Arqueológicas pelo National Park Service (1995-1996) com bolsa Fulbright; Mestrado em Museum Studies pela Faculdade de Columbia de Artes e Ciências da George Washington University (2001); Doutorado em Desenvolvimento Socioambiental pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (2008).

Maria Augusta Freitas Costa, Universidade Federal do Pará

Doutora em Geografia pela UNESP-Presidente Prudente (2017); Mestra em Geografia (2007) e Graduada em Geografia- LIC. e BACH. (2005) pela UFPA com ênfase em Planejamento e Gestão Urbana e Regional, atuando principalmente em temáticas vinculadas ao Turismo/ecoturismo, Cultura/Festa e Territorialidade Humana. É Professora Adjunta I da Faculdade de Turismo -FACTUR ligada ao Instituto de Ciências Sociais Aplicadas - ICSA da Universidade Federal do Pará - UFPA. Participa como Pesquisadora colaboradora do Grupo Estudo e Pesquisa em Geografia do Turismo (GGEOTUR)- Turismo e Desenvolvimento Sócio-espacial na Amazônia do Programa de Pós-Graduação em Geografia - PPGEO/IFCH/UFPA; do Laboratório de Estudos Turístico no Âmbito Urbano, coordenando a linha de pesquisa: Territorialidade Festiva, Cultura e Urbano na Amazônia Brasileira - FACTUR/ICSA/UFPA; e do Programa de Extensão: Escritório Modelo de Práticas Acadêmicas de Turismo -EMPACTUR: práticas interdisciplinares e extensionistas - FACTUR/ICSA/UFPA.

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Publicado

05/11/2020

Edição

Seção

Artigos