Mutirões Extracomunitários versus Turismo Voluntário: experiências nas aldeias Tupã Nhe’é Kretã (Morretes-PR) e Kuaray Haxa (Guaraqueçaba-PR)

Autores

  • Sandra Dalila Corbari Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Palavras-chave:

Mutirão, Turismo voluntário, Trabalho versus lazer, Comunidades indígenas.

Resumo

Os mutirões são práticas tradicionais de diversas comunidades campesinas brasileiras. Essas experiências podem se enquadrar como promotoras da reciprocidade, uma vez que os mutirões ocorrem por meio da ajuda mútua entre vizinhos. Evidenciam-se, no entanto, outros tipos de mutirões, aqui denominados de “novos” mutirões ou mutirões extracomunitários, pois são práticas pontuais que visam à ajuda a determinada comunidade ou local, tendo, constantemente, grupos compostos de pessoas alheias ao local que recebe a benfeitoria. Por outro lado, tem-se o turismo voluntário, que também tem como objetivo a prestação de ajuda, em diferentes âmbitos, geralmente durante um tempo maior que os mutirões. Desse modo, a presente pesquisa teve como objeto de estudo mutirões que ocorreram em duas aldeias do Paraná, a Tupã Nhe’é Kretã (Morretes) e a Kuaray Haxa (Guaraqueçaba). O objetivo geral foi avaliar se os mutirões extracomunitários realizados nessas aldeias podem ser entendidos como prática turística. Com a pesquisa - que contou com revisão bibliográfica, observação participante, aplicação de questionários e entrevista com organizador – foi possível compreender que os mutirões nas aldeias supracitadas podem ser consideradas atividades turísticas, sendo que o trabalho se mescla ao lazer, através da vivência.

Biografia do Autor

Sandra Dalila Corbari, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Doutoranda em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná, Brasil.

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Publicado

24/04/2018

Edição

Seção

Artigos