As “rodas” literárias no Brasil nas décadas de 1920-30: Troca e obrigações no mundo do livro.

Autores

  • Simone Silva UFRJ

Resumo

Este artigo, através da comparação entre os processos de publicação das obras de estréia de Mário de Andrade e de José Lins do Rêgo, procura analisar o sistema de trocas e obrigações do mundo do livro ao longo das décadas de 1920-30. A partir do estudo das trajetórias de estréia de ambos os escritores, foi possível demonstrar a dependência do espaço literário brasileiro em relação aos “grupos de amigos”, comuns no período. Tomam-se os grupos de Mário de Andrade - a “roda” de São Paulo, e José Lins do Rego - a “roda” de Maceió, para tentar demonstrar a importância dessas associações de amigos para o desenvolvimento do mercado editorial e para a arte nacional como um todo.

Biografia do Autor

Simone Silva, UFRJ

Possui mestrado (2004) e doutorado (2010) pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional - UFRJ, licenciatura e bacharelado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (2001). Suas pesquisas estão centradas nos chamados 'Cultural Studies' e nos estudos rurais. Atualmente desenvolve um projeto de pesquisa sobre política e cantoria de pé-de-parede na zona da mata pernambucana.

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Publicado

28/12/2010

Como Citar

Silva, S. (2010). As “rodas” literárias no Brasil nas décadas de 1920-30: Troca e obrigações no mundo do livro. Latitude, 2(2). Recuperado de https://www.seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/162

Edição

Seção

Artigos