Clíticos em sentenças de redobro: contextos sintáticos, semânticos e discursivos do objeto redobrado por meio de um estudo comparativo

Autores

  • Sirlene Freire dos Santos Pereira Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB
  • Cristiane Namiuti Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB

DOI:

https://doi.org/10.28998/2317-9945.2021v1n70p17-34

Palavras-chave:

Pronomes clíticos. Redobro. Restrições sintático-semânticas. Contextos discursivos

Resumo

Objetiva-se analisar o redobro de clíticos pronominais, através de um estudo comparativo entre o Espanhol; Português Medieval; Português Clássico; Português Europeu; Português Brasileiro, assumindo uma abordagem gerativista. Nas ocorrências, a análise mostra que o redobro é condicionado por restrições impostas ao importe semântico-sintático do sintagma redobrado. Sintaticamente, em todas as variedades o objeto redobrado não pode ser um NP nu, devendo projetar uma capa funcional DP. Semanticamente, em Espanhol o objeto acusativo redobrado pode ser [+REFERENCIAL][+ESPECÍFICO] [+DEFINIDO] [+/-ANIMADO] [+/-HUMANO] [+/-EGO, +/-TU]. O dativo pode ser [+REFERENCIAL] [+/-ESPECÍFICO] [+/-DEFINIDO] [+/-ANIMADO] [+/-HUMANO] [+/-EGO, +/-TU]; Em Português Medieval, Português Clássico, Português Europeu, o objeto acusativo/dativo apresenta traços semânticos: [+REFERENCIAL][+ESPECÍFICO] [+DEFINIDO] [+ANIMADO] [+HUMANO] [+/-EGO, +/-TU]. Em PB, objeto direto ou indireto deve apresentar os traços semânticos [[+REFERENCIAL] [+ESPECÍFICO] [+DEFINIDO]], [+EGO, TU], com contextos que envolvam pessoas. Discursivamente no PB, o redobro pode ser explicado pela necessidade enfática, enquanto nas demais variedades, pela Topicalização/ Focalização.

Biografia do Autor

Sirlene Freire dos Santos Pereira, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB

Mestra em Linguística pela UESB - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, pelo programa de Pós Graduação em Linguística-PPGLIN. Graduada em Letras Vernáculas pela instituição de ensino UNEB - CAMPUS XX. 

Cristiane Namiuti, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB

É professora titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e coordenador de projetos de pesquisa financiados pelo CNPq e pela FAPESB, atua como professor do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGLin/UESB). É doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (2008), com estágio sanduíche na Universidade de Lisboa, Portugal (2006). Realizou pesquisa de pós-doutorado em Linguística pela UNICAMP (2008-2010) e fez parte das equipes fundadoras do Corpus Anotado do Português Histórico Tycho Brahe (1998-2010), sendo bolsista da FAPESP de 1999 à 2008 (da graduação à pós-graduação). Possui experiência na área de Linguística, com ênfase em Linguística Histórica e metodologias automáticas de busca de dados em textos escritos, atuando principalmente nos seguintes temas: mudança linguística, história do português, sintaxe, linguística de corpus e humanidades digitais.

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Publicado

14/07/2021

Como Citar

DOS SANTOS PEREIRA, S. F.; NAMIUTI, C. Clíticos em sentenças de redobro: contextos sintáticos, semânticos e discursivos do objeto redobrado por meio de um estudo comparativo. Leitura, [S. l.], v. 1, n. 70, p. 17–34, 2021. DOI: 10.28998/2317-9945.2021v1n70p17-34. Disponível em: https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11174. Acesso em: 16 set. 2021.

Edição

Seção

Estudos Linguísticos