O ambiente e as Memórias dos Índios Xukuru sobre o Ipojuca e a Barragem Pão-de-Açúcar

Autores

  • Denise Batista de Lira Universidade Federal Rural de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.28998/rchvl2n04.2011.0006

Resumo

A bacia do rio Ipojuca abrange uma área de 3.435,34 Km² correspondendo a 3,49% da área do Estado de Pernambuco. Está inserido nessa bacia um total de 25 municípios, dentre eles Poção e Pesqueira, situados no Agreste pernambucano, localidades onde se encontra a Área Indígena Xukuru. O Ipojuca é atualmente o terceiro rio mais poluído do Brasil e tem sido objeto de estudos visando programas de revitalização propostos por ONGs e entidades governamentais. Os índios Xukuru estabelecem uma relação com o citado rio, pois retiram dele e da Barragem alimentada pelas águas do Ipojuca, o sustento, ou seja, a pesca, que serve tanto para o consumo doméstico quanto para a venda. As águas da Barragem também são destinadas a agricultura e a pecuária na região. Para compreender essa relação, utilizaremos as memórias, pois ela está“associada à percepção de pertencimento a um mundo que engloba e constitui os indivíduos” (SANTOS, 2009:16). 

Biografia do Autor

Denise Batista de Lira, Universidade Federal Rural de Pernambuco

História

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Publicado

01/12/2011

Como Citar

de Lira, D. B. (2011). O ambiente e as Memórias dos Índios Xukuru sobre o Ipojuca e a Barragem Pão-de-Açúcar. Revista Crítica Histórica, 2(4). https://doi.org/10.28998/rchvl2n04.2011.0006

Edição

Seção

Dossiê Temático