NARRATIVA, VERDADE E OBSESSÃO: A CONTEMPORANEIDADE DE DOM CASMURRO, DE MACHADO DE ASSIS

Autores

  • Ednelson João Ramos e Silva Júnior Universidade Federal de Alagoas- Ufal
  • Maria Gabriela Cardoso Fernandes da Costa

Resumo

O romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, é enquadrado por compêndios no Realismo brasileiro. Contudo, essa classificação parece não dar conta do que o referido livro propõe em seu discurso, pois, tendo como voz narradora Bento Santiago, a obra é permeada por índices de indeterminação; nisso, já teríamos uma contravenção do código realista, conforme o conhecemos no século XIX. Por conseguinte, chamar a narrativa das obsessões de Bentinho de realista exigiria reconsiderar o que vem a ser tal termo, no mínimo. Para pensar como Dom Casmurro dá mostras de manter-se com fôlego até o nosso século, conduzi uma análise comparativa, trazendo os contos “A quinta história” (1964), de Clarice Lispector; “Desenredo” (1967), de Guimarães Rosa; “Estão apenas ensaiando” (2000), de Bernardo Carvalho; “A figurante” (2003), de Sérgio Sant’Anna; “Encontros na península” (2009), de Milton Hatoum.

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Publicado

14/06/2019

Como Citar

SILVA JÚNIOR, E. J. R. e; DA COSTA, M. G. C. F. NARRATIVA, VERDADE E OBSESSÃO: A CONTEMPORANEIDADE DE DOM CASMURRO, DE MACHADO DE ASSIS. Revista Areia, [S. l.], n. 2, p. p. 70 – 85, 2019. Disponível em: https://www.seer.ufal.br/index.php/rea/article/view/7989. Acesso em: 16 ago. 2022.

Edição

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