Tempos, memórias e narrativas: retratos da infância na autobiografia epistolar de Emma Reyes

Autores

  • Diogo da Silva Nascimento Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.28998/2317-9945.2021v1n70p147-159

Palavras-chave:

Infância, Memória, Tempo, Narrativa

Resumo

A proposta deste trabalho é apresentar reflexões acerca dos retratos da infância na autobiografia epistolar Memória por correspondência (2016), de Emma Reyes. Em sequência cronológica, a artista plástica colombiana apresenta uma reconstituição panorâmica da sua infância narrada em 23 cartas enviadas a um amigo. Os retratos desse passado da artista são imagens cujas composições se dão pelas reminiscências e experiências sensoriais/emocionais, realçadas pelos traços criativos da imaginação. Nesse sentido, os textos epistolares que compõem a obra de Reyes possuem um caráter estético-literário e sua linguagem expressa uma potência poética, transformando sua escrita epistolar em um espaço de criações inventivas e literárias. A partir de contribuições da psicanálise e da filosofia sobre infância e memória, este artigo analisa as narrativas de episódios como os de abandono, crimes, incêndios e festas, que são retratados como resultados de associações de ideias, entremeados por reflexões do próprio processo de recuperação das lembranças e, ainda, contados por meio do uso estético da linguagem.

Biografia do Autor

Diogo da Silva Nascimento, Universidade de São Paulo

Doutorando no Programa de Estudos Comparados em Literaturas de Língua Portuguesa pela USP.

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Publicado

14/07/2021

Como Citar

NASCIMENTO, D. da S. Tempos, memórias e narrativas: retratos da infância na autobiografia epistolar de Emma Reyes. Leitura, [S. l.], v. 1, n. 70, p. 147–159, 2021. DOI: 10.28998/2317-9945.2021v1n70p147-159. Disponível em: https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/11159. Acesso em: 24 set. 2021.

Edição

Seção

Estudos Literários