História, teoria social e método de investigação de perpetradores no Nacional-Socialismo: um estudo sobre tipologias

Helgard Kramer

Resumo


Este artigo analisa resultados da pesquisa social e histórica sobre perpetradores no Nacional-Socialismo, focando especialmente a atuação e as biografias de médicos da SS em Auschwitz. Verificou-se que importantes marcos na pesquisa foram determinados por arranjos entre os gêneros na Alemanha nazista, em que homens (e mulheres) foram biograficamente situados em termos de relações autoritárias (formuladas pela teoria do caráter autoritário da Escola de Frankfurt). A pesquisa revelou que não há apenas um tipo de perpetrador do holocausto. Motivações, atitudes e comportamentos dos perpetradores foram avaliados a partir de um modelo de interpretação que identificou severas deformações na socialização profissional de médicos (e de outros grupos ocupacionais) atuantes no Nacional-Socialismo, ao lado de uma específica ausência de autonomia política, característica da mentalidade alemã. Ao reconstruir aspectos históricos da sociedade alemã e descrever diferentes tipos de perpetradores a partir de uma perspectiva interdisciplinar, este artigo discute a aplicação e o valor explicativo dessas tipologias.

Palavras-chave


Médicos no Nacional-Socialismo; Tipologias de perpetradores no Nacional-Socialismo; Gênero e Nacional-Socialismo; Socialização profissional,; autoritarismo e cultura política na Alemanha nazista

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