Crítica e resignação. O trânsito constante entre categorias nativas e categorias analíticas: a força política e estética da categoria indústria cultural.

Autores

  • Elder Maia Alves UFAL

Palavras-chave:

indústria cultural, categorias analíticas, categorias nativas, modernização cultural

Resumo

Este trabalho abriga o propósito de descortinar os diferentes usos analíticos e políticos da categoria de indústria cultural. Para tanto, busca apresentar a consecução e regularidade de um trânsito simbólico e discursivo envolvendo duas ordens de categorias conceituais: as categorias nativas (forjadas, elaboradas e reelaboradas pelos agentes sociais diante das
contingências que compõem as pautas e os recursos lingüísticos em meio ao cotidiano prosaico da experiência psicossocial) e as categorias analíticas (talhadas como recursos teórico metodológicos para compreender e interpretar a estruturação da vida cotidiana dos agentes, seus impasses, tensões e construções de horizontes de significado dentro da dinâmica sóciohistórica). A proximidade dessas duas ordens conceituais, assim como seu trânsito permanente, imprimiu uma importância política e analítica particular ao conceito de indústria cultural no decurso da segunda metade do século XX.

Biografia do Autor

Elder Maia Alves, UFAL

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (2002), mestrado em Sociologia pela Universidade de Brasília (2004) e doutorado em Sociologia pela Universidade de Brasilia (2009). Atualmente é professor Adjunto I do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), setor de sociologia, e professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS-UFAL) da mesma instituição.É membro do grupo de pesquisa Cultura, memória e desenvolvimento (UnB, UESB, UFRB, PUC e UFAL), pertence a linha de pesquisa Cultura patrimônio e memória do PPGS, e também membro do Laboratório de Investigação sociológica (SocioLab), do mesmo programa de pós-graduação.Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em teoria sociológica e Sociologia da cultura, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura popular, sertão nordestino, consumo simbólico, sociologia dos intelectuais, pensamento social brasileiro, economia da cultura e políticas culturais. É membro também do comitê editorial da Revista Latitude (PPGS-UFAL).

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Publicado

10/12/2010

Como Citar

Alves, E. M. (2010). Crítica e resignação. O trânsito constante entre categorias nativas e categorias analíticas: a força política e estética da categoria indústria cultural. Latitude, 2(1). Recuperado de https://www.seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/123

Edição

Seção

Artigos