Manufatura açucareira colonial: constituição, desenvolvimento e particularidade

Autores

  • Gabriel Magalhães Beltrão UFAL

Palavras-chave:

Escravismo. Manufatura açucareira. Sociologia do desenvolvimento

Resumo

O presente artigo tem por objetivo analisar a manufatura açucareira colonial com o intuito de buscar apreender suas particularidades em relação às manufaturas clássicas estudadas por Marx. Através de recursos iconográficos e de relatos de época, buscaremos evidenciar o caráter manufatureiro já existente desde os primeiros engenhos no século XVI, enfatizando os meios de trabalho e a organização da produção que eram utilizados na produção para exportação. O aprimoramento manufatureiro ocorrido no século XVII será analisado em suas implicações sobre os trabalhadores e a produtividade, demonstrando-se que as relações escravistas de produção eram compatíveis com progresso técnico e organizativo típicos do capitalismo mercantil. A cooperação baseada na divisão do trabalho – manufatura – é apresentada não somente como compatível com o trabalho escravo, mas também como uma necessidade para a utilização sistemática deste tipo de relações de produção. Tais relações de produção aprofundam ainda mais a separação do trabalho manual em relação ao trabalho intelectual, característica marcante da manufatura, e, por conseguinte, imprimem uma particularidade à manufatura açucareira colonial em relação à manufatura europeia.

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Publicado

17/05/2018

Como Citar

Beltrão, G. M. (2018). Manufatura açucareira colonial: constituição, desenvolvimento e particularidade. Latitude, 5(1). Recuperado de https://www.seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/1002

Edição

Seção

Dossiê Ensino de Sociologia e Currículo