Aprender e ensinar a fazer uma antropologia dos arquivos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.28998/2175-6600.2019v11n23p405-415

Palavras-chave:

ensino de antropologia, formação de pesquisadores, antropologia do arquivo.

Resumo

O fazer antropológico, ao menos desde Malinowski, está profundamente ligado a ideia de produção de dados etnográficos a partir da ida ao campo, de modo que o contato com o outro, a troca, o encontro, passaram a ser pensados como elementos constitutivos da produção do conhecimento em antropologia, o “estar lá”. Esta relação complexifica-se ao pensarmos a possibilidade de produzirmos uma antropologia do arquivo, na qual nossos "nativos" falam por meio de documentos, cartas, papeis empoeirados etc. Neste trabalho propomo-nos a refletir sobre o processo de aprender e de ensinar a como produzir uma antropologia dos arquivos, tomando como fio condutor uma pesquisa em curso acerca da história das ciências sociais em Santa Catarina.

 

Biografia do Autor

Amurabi Oliveira, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Doutor em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Pesquisador do CNPq.

Inaê Iabel Barbosa, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Bolsista de Iniciação Científica (PIBIC).

Referências

CLIFFORD, J. A experiência etnográfica: antropologia e literatura no século XX. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2002.

COSTA, M. C. C. Etnografia de arquivos – entre o passado e o presente. Matrizes, v. 3, n. 2, p. 171-186, 2010.

CORREA, M. Damas & cavalheiros de fina estampa, dragões & dinossauros, heróis & vilões”. In: GROSSI, M. et al. (orgs.). Ensino de antropologia no Brasil: formação, práticas disciplinares e além-fronteiras. Blumenau: Nova Letra, pp. 105-110, 2006.

CUNHA, O. M. G. da. Do ponto de vista de quem? Diálogos, olhares e etnografias dos/nos arquivos. Estudos Históricos, n. 36, p. 7-32, 2005.

______. Tempo imperfeito: uma etnografia do arquivo. MANA, v. 10, n. 2, p. 287-322, 2004.

DAMATTA, R. O ofício de etnólogo, ou como ter Anthropological Blues. Boletim do Museu Nacional. S/v, n 27, p. 1-12.

GEERTZ, C. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LCT, 1989.

______. Vidas e obras: o antropólogo como autor. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2009.

GUEDES, S. L. Produzir antropólogos: algumas reflexões. Ilha – Revista de Antropologia, v. 6, n. 1,2, p. 185-196, 2004.

INGOLD, T. Chega de etnografia! A educação da atenção como propósito da antropologia. Educação (PUC RS), v. 39, n. 3, p. 404-411,2016.

LAVE, J. Aprendizagem como/na prática. Horizontes Antropológicos, n. 44, p. 37-47, 2015.

MAGALHÃES, E. dos S. “Acossados por toda parte como brutos selvagens”: os índios da cachorra morta na província do Ceará. Acervo - Revista do Arquivo Nacional, v. 31, n. 1, p. 15-32, 2018.

MORAES, A. C. Licenciatura em ciências sociais e ensino de sociologia: entre o balanço e o relato. Tempo Social, v. 15, n. 1, p. 05-20, 2003.

OLIVEIRA, A. O ensino de ciências sociais na Faculdade Catarinense de Filosofia. Ciências Sociais UNISINOS, v. 54, n. 1, p. 117-125, 2018.

______. Um Balanço da Discussão sobre Ensino na Associação Brasileira de Antropologia. Cadernos da Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (CABECS), v. 1, n. 1, p. 80-91.

______; IABEL BARBOSA, Inaê. Oswaldo Rodrigues Cabral e a formação da antropologia em Santa Catarina. Áltera – Revista de Antropologia, v. 1, n. 6, p. 37-54, 2018.

PIERROT, A. Aprendizagem e representação. Os antropólogos e as aprendizagens. Horizontes Antropológicos, n. 44, p. 49-80, 2015.

SARTORI, A. O ensino da Antropologia nos cursos de licenciatura e bacharelado: "o que" ensinam e "como" ensinam. Revista Café com Sociologia, vol .4, n. 2, 2015.

SOUZA, C. V. e. Arquivos de pessoas e instituições em movimento: reflexões a partir de pesquisas com antropólogos no Brasil. Acervo – Revista do Arquivo Nacional, v. 30, n. 2, p. 192-205, 2017.

VEGA SANABRIA, G. A Antropologia Historicizada Ou Os Índios De Fenimore Cooper: Clássicos E História No Ensino De Antropologia No Brasil. Mana, v. 21, n. 3, pp. 609-639, 2015.

VELHO, O. Orientação e parceria intelectual: dilemas e perspectivas. Ilha – Revista de Antropologia, v. 6, n. 1,2, p. 135-143, 2004.

Downloads

Publicado

25/04/2019

Como Citar

OLIVEIRA, A.; IABEL BARBOSA, I. Aprender e ensinar a fazer uma antropologia dos arquivos. Debates em Educação, [S. l.], v. 11, n. 23, p. 405–415, 2019. DOI: 10.28998/2175-6600.2019v11n23p405-415. Disponível em: https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/6512. Acesso em: 29 jan. 2022.

Edição

Seção

Dossiê "Ensino de Antropologia"

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)