“A gente aprende a viver no coletivo”

Autores

  • Maria Celeste Reis Fernandes de Souza Universidade Vale do Rio Doce - MG
  • Luiza Souza Freitas Universidade Vale do Rio Doce - MG
  • Sueli Siqueira Universidade Vale do Rio Doce - MG

DOI:

https://doi.org/10.28998/2175-6600.2022v14n35p114-133

Palavras-chave:

Ensino Superior, Relação com o saber, Educação do Campo

Resumo

O artigo discute relações entre aprendizagens e vínculos territoriais de jovens de Assentamentos de Reforma Agrária no Brasil que migram para acessar o Ensino Superior. Adotam-se pressupostos da teoria da relação com o saber e pesquisa biográfica em educação e, participam do estudo cinco estudantes que narram suas histórias escolares, por meio de relatos escritos e entrevistas. A análise entrecruza socioespacialidades, temporalidades e identifica-se “figuras do aprender” (CHARLOT, 2000, 2021). Constata-se a força da coletividade e da militância que se afirmam no engajamento e na luta, nos processos de adaptação, na prática e no compartilhamento. Conclui-se pela valoração da luta pela educação dos movimentos sociais, em direção ao Ensino Superior e das lógicas coletivas que regem essa luta.

Biografia do Autor

Luiza Souza Freitas, Universidade Vale do Rio Doce - MG

Mestre pelo Programa Interdisciplinar em Gestão integrada do Território (2021) pela Universidade Vale do Rio Doce, Especialista em Gestão Escolar pela Universidade Federal de Viçosa e Graduada em Pedagogia pela Universidade Vale do Rio Doce. Pedagoga na Universidade Vale do Rio Doce. Pesquisadora vinculada ao grupo de Pesquisa Núcleo Interdisciplinar de Educação, Saúde e Direitos(NIESD/UNIVALE). 

Sueli Siqueira, Universidade Vale do Rio Doce - MG

Pós doutorado no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa - CIES-IUL (2012). Doutorado em Sociologia e Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (2006). Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1998). É professora titular da Universidade Vale do Rio Doce. Coordenação do Núcleo de Estudos Multidisciplinar Sobre Desenvolvimento Regional - NEDER - UNIVALE.

Referências

CAVALCANTI, J. D. B. (2015). A noção de relação ao saber: história e epistemologia, panorama do contexto francófono e mapeamento de sua utilização na literatura científica brasileira. Tese de Doutorado em Ensino das Ciências, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Brasil.

CASTRO, A. A.; NETO, A. C. O ensino superior: a mobilidade estudantil como estratégia de internacionalização na América Latina. Revista Lusófona de Educação, v. 21, n. 21, p. 69-96, 2012.

CHARLOT, B. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Tradução Bruno Magne. Porto Alegre: Artmed, 2000.

CHARLOT, B. Os jovens e o saber: perspectivas mundiais. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.

CHARLOT, B. A Relação com o Saber nos meios populares: Uma investigação nos liceus profissionais de subúrbio. CIIE/Livpsic, dezembro, 2009.

CHARLOT, B. Educação ou Barbárie? Uma escolha para a sociedade contemporânea. São Paulo: Cortez, 2020

CHARLOT, B. Os Fundamentos Antropológicos de uma Teoria da Relação com o Saber. Revista Internacional Educon, v. 2, n. 1, e21021001, jan./mar. 2021.

COSNEFROY, L. Saber (Relação com o). In: ZANTEN, A. V. Dicionário de Educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011, p. 712-714.

DELORY-MOMBERGER, C. Abordagens metodológicas na pesquisa biográfica. Revista Brasileira de Educação, v. 17, n. 51, p. 523-536, 2012.

DELORY-MOMBERGER, C. Biografia e educação: figura do indivíduo- projeto. ed. Natal, RN: EDUFRN, 2014.

DELORY-MOMBERGER, C. A pesquisa biográfica ou a construção compartilhada de um saber do singular. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto) Biográfica, v. 1, n. 1, p. 133-147, 2016.

IORIO, J. C.; FONSECA, M. L. Estudantes brasileiros no ensino superior português: construção do projeto migratório e intenções de mobilidade futura. Finisterra, v. 53, n. 109, p. 3-20, 2018.

HAESBAERT, R. Viver no limite: território e multi/transterritorialidade em tempos de in-segurança e contenção. Editora Bertrand Brasil, 2014.

KOLLING, E. J.; VARGAS, M. C.; CALDART, R. S.. MST e Educação. In: CALDART, R. S., et al. (Org.). Dicionário da Educação do Campo. Rio de Janeiro, São Paulo: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Expressão Popular, p. 502-509, 2012.

LEÃO, G.; ANTUNES-ROCHA, M. I. Juventudes do Campo. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.

REIS, R. Diálogos entre Questões de Pesquisa que Orientam a Teoria da Relação com o Saber de Bernard Charlot e a Pesquisa Biográfica em Educação de Christine Delory-Momberger. Revista Internacional Educon, v. 2, n. 3, p. e21023003, 2021.

SANTOS, A. R.; BARBOSA, L. P. Movimentos sociais do campo, práxis política e inclusão em educação: Perspectivas e avanços no Brasil contemporâneo. Arquivos de Análise de Políticas Educacionais , v. 30, p. 3-3, 2022.

SIQUEIRA, S.; SANTOS, M. A. Emigração, crise econômica e retorno: o caso da Microrregião de Governador Valadares. Anais, p. 1-24, 2016. Disponível em: http://www.abep.org.br/~abeporgb/publicacoes/index.php/anais/article/viewFile/2054/2013 . Acesso em junho, 2022.

SOUZA, M. A. de. Pesquisa educacional sobre MST e Educação do Campo no Brasil. Educação em Revista, v. 36, 2020.

VERCELLINO, S. Una Contribución a la Fundamentación Epistémica y Delimitación Teórica de la Noción de ‘Relación con el Saber’. Revista Internacional Educon; 2 (1); e21021007, 2021. https://doi.org/10.47764/e21021007

VILARINO, M. T. B.; GENOVEZ, P. F. (Org.). A Luta Pela Terra no Vale do Rio Doce: conflitos e estratégias. Governador Valadares: Ed. Univale. 2019.

Downloads

Publicado

31/08/2022

Como Citar

SOUZA, M. C. R. F. de .; FREITAS, L. S.; SIQUEIRA, S. “A gente aprende a viver no coletivo” . Debates em Educação, [S. l.], v. 14, n. 35, p. 114–133, 2022. DOI: 10.28998/2175-6600.2022v14n35p114-133. Disponível em: https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/13735. Acesso em: 2 fev. 2023.

Edição

Seção

Dossiê "Estudantes da universidade, narrativas e relação com o saber"