FORMAÇÃO DO PROFESSOR DO UNIVERSITÁRIO: OLHAR BRASILEIRO E ESPANHOL

Autores

  • Laurete Maria Ruaro UNICENTRO - Universidade estadual do Centro-Oeste
  • Marilda Aparecida Behrens Pontifícia Universidade Católica do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.28998/2175-6600.2014v6n12p38

Palavras-chave:

Formação continuada. Ensino superior. Desafios e perspectivas.

Resumo

Considerando a expansão de oferta do ensino superior decorrente de políticas de democratização do acesso e incentivos à educação privada, emerge uma problemática bastante importante acerca da formação de professores para atuação nesse nível de ensino observando-se, inclusive, os desafios impostos à docência pela organização da sociedade da informação. São inúmeros os desafios que esses profissionais irão enfrentar, dentre os quais a origem heterogenia de seu público-alvo, a pluralidade cultural que os alunos trazem e a organização do trabalho pedagógico na forma de planejamentos educacionais de qualidade. Enquanto a formação inicial do docente acontece em cursos superiores específicos para sua área de atuação e em programas de mestrado e doutorado, nem sempre há enfoque específico para docência, debilitando ou mesmo, negando, a dimensão didático-pedagógica. No sentido de lançar um olhar mais aprofundado sobre os contextos de formação no Brasil e na Espanha, o presente estudo questiona aspectos inerentes a formação continuada possível para dar conta dos desafios contemporâneos na práxis pedagógica, considerando ações já desenvolvidas nos dois países e sinalizando possíveis planos de intervenção. O corpo do trabalho evidencia o contexto formativo inicial e continuado de professores universitários no Brasil. Na sequência é lançado olhar sobre essa mesma problemática na constituição da docência universitária em instituições espanholas, observadas in lócus a partir de proposta desenvolvida com fomento da CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A sociedade globalizada exige que a universidade organize respostas rápidas para a formação de um novo perfil de alunos, integrados às tecnologias emergentes ao mesmo tempo em que responsáveis pelo espaço ao qual pertencem. Para essa formação se exige mais do que uma prática de ensino linear e instrucionista; há que se pensar na complexidade de relações imbricadas no ato de ensinar e de aprender para esse cenário controverso da era da informação. O profissional capaz dessa educação complexa é aquele que compreende e apreende os saberes e a forma como eles devem ser ensinados a cada tempo, conforme as mudanças sociais. Assim, a formação continuada dos docentes do ensino superior torna-se condição essencial para o desenvolvimento da identidade docente e de uma cultura universitária capaz de subsidiar movimento consciente contra a condição de crise em que se encontra o ensino superior. Entretanto, observa-se muito pouco avanço no que se refere às políticas para formação inicial ou continuada desse profissional, o que acarreta, muitas vezes, no desmerecimento de ações isoladas que se dão no interior das universidades.

Biografia do Autor

Laurete Maria Ruaro, UNICENTRO - Universidade estadual do Centro-Oeste

Professora de Didática no Departamento de Pedagogia da Unicentro. Vínculo com a UAB e NEAD da instituição.

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Publicado

29/12/2014

Como Citar

RUARO, L. M.; BEHRENS, M. A. FORMAÇÃO DO PROFESSOR DO UNIVERSITÁRIO: OLHAR BRASILEIRO E ESPANHOL. Debates em Educação, [S. l.], v. 6, n. 12, p. 38, 2014. DOI: 10.28998/2175-6600.2014v6n12p38. Disponível em: https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/796. Acesso em: 30 jan. 2023.

Edição

Seção

Artigos