Utilização de experimentação como aporte em atividades problematizadoras para a significação de conceitos químicos no Ensino Básico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.28998/2175-6600.2019v11n24p84-105

Palavras-chave:

Atividades experimentais, Problematização, Aprendizagem significativa

Resumo

O presente trabalho, de natureza qualitativa, do tipo pesquisa de aplicação, consta de um estudo da utilização de experimentação como aporte em atividades problematizadoras para a significação de conceitos químicos, com estudantes da educação básica. Para tanto, utilizamos uma sequência didática com o tema gastrite. Como instrumentais de pesquisa foram utilizadas entrevistas semiestruturadas e observação participante, registradas em áudio. Extratos analíticos dos registros foram apreciados segundo análise de conteúdo de Bardin. Do estudo foi possível constatar que os estudantes alcançaram significação conceitual, uma vez que os mesmos demonstraram maior compreensão do fenômeno estudado e dos conceitos químicos associados, convergindo para uma aprendizagem significativa. 

Biografia do Autor

Carla Carvalho de Melo, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Licenciatura em Química pela Universidade Federal de Pernambuco (2016) no Centro Acadêmico do Agreste (CAA). Técnica em alimentos pelo Colégio Agrícola Dom Agostinho Ikas, órgão vinculado à Universidade Federal Rural de Pernambuco (2015). Professora da Rede Pública Estadual de Pernambuco na Escola Elpídio Barbosa Maciel e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no Centro Acadêmico do Agreste (CAA).

Regina Célia Barbosa de Oliveira, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Possui graduação em Química Industrial pela Universidade Federal do Ceará- UFC (2003). Mestra em Química Inorgânica pela Universidade Federal do Ceará - UFC (2005). Doutora em Ciências Marinhas Tropicais pela Universidade Federal do Ceará - UFC (2012). Professora adjunta da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, atuando no curso de Química-Licenciatura do Núcleo de Formação Docente - NFD. Professora do Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemática da UFPE, atuando na linha de pesquisa Metodologias e Prática de Ensino de Ciências e Matemática.

Agilson Nascimento de Souza, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP (1993), Possui Licenciatura em Química pela Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (1999). Mestre em Ensino de Ciências pela Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (2009). Químico da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Professor do Ensino Básico na Rede Estadual de Pernambuco. Tem experiência em Ensino de Química, Formação docente e Química Analítica Instrumental. Atua, predominantemente, nas áreas de pesquisas de Ensino de Química e Formação docente.

Referências

BACHELARD, GASTON. A formação do espírito científico. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. p. 1-105.

BARDIN, l. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1997.

BINSFELD, S. C.; AUTH, M. A. A experimentação no ensino de ciências da educação básica: constatações e desafios. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 8., 2011, Campinas. Anais... Campinas: UNICAMP, 2011, p. 1-10

BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio. Brasília: 2006.

________. Ministério da Educação Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: 1999.

________. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN + Ensino médio: orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais – Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: 2002.

CHASSOT, A. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 6. ed. Ijuí: Unijuí, 2014. p. 55-173.

FERREIRA, L. H.; HARTWIG, D. R.; OLIVEIRA, R. C. Ensino experimental de química: uma abordagem investigativa contextualizada. Química Nova na Escola. v. 32, n. 2, p. 101-102, 2010.

FRANCISCO JÚNIOR, W. E. Uma abordagem problematizadora para o ensino de interações intermoleculares e conceitos afins. Química Nova na Escola. n. 29, p. 20, 2008.

GALIAZZI, M. do C., et al. Objetivos das atividades experimentais no ensino médio: a pesquisa coletiva como modo de formação de professores de ciências. Ciência & Educação. v. 7, n. 6, p. 249-254, 2001.

GIANI, K. A experimentação no ensino de ciências: possibilidades e limites na busca de uma aprendizagem significativa. 2010. 190 f. Dissertação (Mestrado). Brasília: Universidade de Brasília.

GODOY, A. S. Pesquisa qualitativa: tipos fundamentais. Revista de Administração de Empresas. v. 35, n. 3, p. 20-29, 1995.

GONÇALVES, F. P. O texto de experimentação na educação em química: discursos pedagógicos e epistemológicos. 2005. 168 f. Dissertação (Mestrado). Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina.

GUIMARÃES, C. C. Experimentação no ensino de química: caminhos e descaminhos rumo à aprendizagem significativa. Química Nova na Escola. v. 31, n. 3, p. 198-200, 2009.

LISBOA, J. C. F. (org.). Química, 1º ano: ensino médio. 1. ed. São Paulo: Edições SM, 2010.

MANZINI, E. J. Entrevista semi-estruturada: análise de objetivos e de roteiros. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE PESQUISA E ESTUDOS QUALITATIVOS, 2, 2004, Bauru. Anais... Bauru: USC, 2004. p. 1-10.

MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003. p. 190-196.

MATIAS, D. A. C.; OLIVEIRA, N. de. A atividade de experimentação investigativa e lúdica-AEIL e sua aplicação em sala de aula. Anais do Encontro de Iniciação Científica-ENIC. n. 3, 2011. Disponível em: http://periodicos.uems.br/novo/index.php/enic/issue/view/23. Acesso em: 15/07/2015.

MEIRIEU, P. Aprender... sim, mas como? 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.

MOREIRA, M. A.; MASINI, E. F. S. Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. 1. ed. São Paulo: Centauro, 2001. p. 11-33.

PELIZZARI. A. et al. Teoria da aprendizagem significativa segundo Ausubel. PEC. v. 2, n. 1, p. 37-42, 2002.

PINTO, M. F. S.; SANTANA, G. V. de; ANDRADE, D. A experimentação problematizadora no ensino de química: uma alternativa metodológica para construção de conceitos químicos. VIII Escola de Verão em Educação Química, p. 55, 2012.

POZO, J. I.; CRESPO, M. A. G. A Aprendizagem e o Ensino de Ciências: Do Conhecimento Cotidiano ao Conhecimento Científico. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

SUART, R. C. A experimentação no ensino de química: conhecimento e caminhos. In: SANTANA, E.; SILVA, E. (orgs.). Tópicos em ensino de química. São Carlos: Pedro & João Editores, 2014. p. 63-78.

TEIXEIRA, Paulo M. M.; MEGID NETO, Jorge. Uma proposta de tipologia para pesquisas de natureza interventiva. Ciência & Educação, Bauru, v. 23, n. 4, p. 1055-1076, 2017.

VILELA, A. L. M. Anatomia e fisiologia humanas: sistema digestório. Disponível em: <http://www.afh.bio.br/digest/digest1.asp>. Acesso em: 25/10/2015.

ZANON, L. B.; UHMANN, R. I. M. O desafio de inserir a experimentação no ensino de ciências e entender a sua função pedagógica. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENSINO DE QUÍMICA, 16., ENCONTRO DE EDUCAÇÃO QUÍMICA DA BAHIA, 10., Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2012.

Downloads

Publicado

31/08/2019

Como Citar

DE MELO, C. C.; BARBOSA DE OLIVEIRA, R. C.; DE SOUZA, A. N. Utilização de experimentação como aporte em atividades problematizadoras para a significação de conceitos químicos no Ensino Básico. Debates em Educação, [S. l.], v. 11, n. 24, p. 84–105, 2019. DOI: 10.28998/2175-6600.2019v11n24p84-105. Disponível em: https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/7457. Acesso em: 22 fev. 2024.

Edição

Seção

Artigos